Viveka promove Manhã Impressionista com música ao vivo

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O movimento Impressionista – que surgiu na França com as famosas pinceladas de Monet – é a grande inspiração para o início das atividades do mês de Maio no Espaço Viveka. O primeiro evento, intitulado Manhã Impressionista, contará com música ao vivo, com o acompanhamento do violoncelista Fabrício Fruet, que é formado pela Faculdade de Artes Alcântara Machado Uni-FIAM/FAAM – Centro Universitário Bacharelado em Violoncelo sob orientação da professora Teresa Cristina e do professor Raïff Dantas Barreto. Além de diversas apresentações no ABC e grande São Paulo, também atua no campo da música popular, tocando contrabaixo elétrico em diversos eventos, tais como banda de baile e trabalhos em bares.

Agendado para o próximo sábado (07/05), das 9h às 12h, na praça em frente ao Espaço Viveka, a atividade conta com a mediação da nossa arte-educadora Zilpa Magalhães e é destinada a jovens e adultos. Os interessados devem fazer a inscrição, de segunda à sexta-feira, das 14h às 21h na secretaria, com a Priscila – Rua Professora Sebastiana Silva Minhoto, 375 – próxima ao metrô Carrão. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone: (11)2295-7961.

 

 

Pintura Japonesa Sumi-ê

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A atividade realizada no último sábado (30/04) contou com a presença de um público bastante interessado em ampliar conhecimentos sobre a arte oriental. Na ocasião, o professor Carlos Ragazzo demonstrou algumas técnicas do Sumi-ê (pintura tradicional japonesa sobre papel) e impressionou os convidados ao produzir pinturas durante o encontro, na sala Anita.

 

Na medida em que explicava o ideário do Sumiê, o professor fez algumas pinturas, a exemplo de pinceladas básicas da orquídea selvagem, do bambu, da montanha, da flor de ameixeira e da flor de íris, entre outras. Em cada pincelada ele surpreendia os presentes, despertando a vontade de pegar os pincéis para também experimentar alguns traços desta técnica, que utiliza, principalmente, tons de cinza. (O significado da palavra “Sumi-ê”: “sumi”, preto ou carvão; “ê”, esboço ou desenho).

 

Ele ressalta que a ideia do Sumi-ê é introjetar a dinâmica do que se vê, por meio do conceito da ‘Vitalidade Rítmica’, que propõe capturar o viço das coisas, através da repetição do observar de cada um. Em sua opinião, o Sumi-ê resgata o lado primal do homem, do seu espírito selvagem.

 

Por ter sido uma atividade que despertou grande interesse por parte do público, a equipe da Viveka propôs agendar para os próximos meses um workshop sobre a pintura e as técnicas de Sumi-ê, que a princípio teve sua origem na China. Segundo Carlos, os orientais têm a cultura de democratizar qualquer tipo de arte, particularmente o Sumi-ê, através da técnica, do treino e da constante repetição.

 

Com base nessa fala, a arte-educadora Zilpa Magalhães nota que, “na cultura ocidental, embora tenhamos vivido tantas concepções de arte ao longo da história, a técnica, o treino e a repetição fizeram (e ainda fazem) parte das nossas ações, como na arte clássica, por exemplo, em que se buscava uma “perfeição formal”. Mas a valorização do processo também esteve (e ainda está) presente, como na “Action Painting”, de Jackson Pollock, só para dar outro exemplo. O que torna esta apresentação tão diferente, a meu ver, é a magia que nos escapa!” explica ela ao observar o modo como o professor Carlos utiliza o pincel, que lembra uma dança, de corpo e espírito presente.

 

 

Outro fator que chamou a atenção, é que em cada pintura feita pelo artista, a sua assinatura permanece notória através de um carimbo, que significa: “menino andando no meio do mato, abrindo caminho encontra um ninho de passarinho”. Até mesmo a localização de onde o carimbo é posto no desenho acaba ganhando uma significação particular.

 

Carlos Ragazzo – é formado em Física pela Universidade Federal de São Carlos, praticante de artes marciais e meditação budista. Iniciou a formação em Sumi-ê na década de 90, com a orientação do Sensei Massao Okinaka, na escola Aliança Brasil-Japão. Atualmente ministra cursos e oficinas com demonstrações de Sumi-ê, registrando essencialmente a natureza aliada à contemplação.

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