Viveka: ferramenta libertária para uma nova visão de desenvolvimento humano

Em vão seriam quaisquer pensamentos sobre desenvolvimento humano sem  viveka  como fator fundamental para se conquistar tal fato.

Desculpem-me! Antes de tudo, a palavra “viveka”: oriunda da linguagem sânscrita, que é uma língua da Índia com uso litúrgico, logo, utilizada por um grupo seleto que possuía um considerável grau de conhecimento,  significa discernimento. Nesses momentos de manifestações, tal palavra possui um significativo valor, tanto de ordem intelectual como também econômico.

No Brasil, a educação, meio pelo qual se adquire  “viveka”,  é também um canal para fomentar o desenvolvimento humano por intermédio da questão econômica, tão em moda.

Tal desenvolvimento exige  “viveka”; acerca das inovações do mundo econômico, por exemplo,  e nesse cenário a Economia Criativa surge de forma inovadora pois, consiste em atividades oriundas de indivíduos que exercitam a sua imaginação a fim de explorar o valor econômico. Essa modalidade pode ser definida como um processo que envolve a criação, a produção e a distribuição de produtos e serviços manufaturados, por meio do conhecimento, da criatividade e do capital intelectual como principais recursos produtivos.

 Desta forma “viveka” permite ao indivíduo o poder de despir-se de uma ignorância dominadora, para projetar-se ao mundo, mais especificamente ao ambiente que lhe cerca, a fim de metamorfoseá-lo por meio de uma mente renovada.

O mesmo pode ocorrer com a Economia Criativa, a qual proporciona “viveka”, que capacita o indivíduo para que este agregue uma nova visão empreendedora e melhore sua auto-estima. Possibilita também que tal indivíduo se torne ícone fundamental em seu grupo social para promulgar uma nova visão econômica. Nisso vemos  “viveka” como ação libertadora.

Portanto, pode-se abordar a educação que proporciona  “viveka” como ferramenta capaz de promover a liberdade do indivíduo, com uma visão diferenciada sobre os malefícios provocados por um sistema econômico que demonstrou dificuldade em socializar sua riqueza econômica, social e educacional.  O mesmo pode-se dizer sobre a educação que por meio da arte pode ser aplicada como forma de promover a liberdade, como citado por um dos principais idealizadores deste conceito: Paulo Freire.

Surge então uma nova forma de metodologia econômica, a Economia Criativa, com vistas a explanar como esta promove o indivíduo, antes subalterno e posteriormente, um tomador de decisões, graças ao papel do educador como agente primordial neste processo.

Wiliam Retamiro

é Economista, Mestre em Planejamento e Desenvolvimento Regional pela Universidade de Taubaté. Atualmente é professor da FGV-Conexão no curso de Pós-Gradução; na Universidade de Taubaté  e na ETEP Faculdades, nos cursos de graduação. Atuou como co-coordenador do Programa de Desenvolvimento Econômico Incubadora de Empresas pela FIESP e coordenador de projetos de geração de trabalho e renda junto a Secretaria de Desenvolvimento de Santo André.

wiliamretamiro@wordpress.com