Uma noite estrelada aqui no Espaço Viveka

Trata-se da série “O Despertar dos Sentidos” mediada pela arte-educadora Zilpa Magalhães. O artista selecionado dessa vez é o eterno Vincent Van Gogh e a obra a ser analisada, um de seus quadros mais famosos: “Noite Estrelada” – “uma escolha muito especial para comemorar os 25 anos da nossa escola!”, diz a educadora.

Na segunda parte do encontro, Zilpa propõe um breve panorama do contexto histórico-cultural em que este artista está inserido, incluindo dados biográficos importantes para ampliar nossa percepção dessa mesma obra.Esse encontro, que tem duração de duas horas em média, divide-se em dois momentos que se complementam. Segundo a mediadora, o primeiro deles será dedicado a um processo de leitura coletiva da imagem, em que os diferentes olhares investigativos podem articular-se, facilitando interpretações. “Esse momento contribui para a beleza do encontro”, diz a professora Zilpa, “pois é justamente nessa correspondência, desde as interpretações, dos repertórios que cada um possui a partir de sua própria experiência de vida, que as trocas acontecem de forma extremamente enriquecedora para todos nós”.

A classificação é livre para todos os públicos, “especialmente para aqueles que dizem não saber nada de arte”, lembra e convida a professora Zilpa.

O encontro acontecerá no dia 12 de setembro com início às 19h00 aqui no endereço do Espaço Viveka – Rua Professora Sebastiana Silva Minhoto, 375 – Tatuapé, próximo do metrô Carrão.

Pose com poesia em comemoração aos nossos 25 anos de arte e amizade

Clque no folder para ir ao evento do Facebook

Fazendo parte da comemoração dos 25 anos da Escola ZiArte Viveka, receberemos em uma de nossas salas, no próximo dia 06 de setembro no horário das 15h00, a modelo vivo Terezinha Malaquias, que fará apresentação de recital de poesias com poses para artistas, em intervalos de aproximadamente 10 minutos cada.

Atualmente Terezinha mora no Sul da Alemanha e há 7 anos trabalha com performances. Ela diz que está aproveitando as férias aqui em São Paulo para visitar seus familiares, em especial sua mãe, a senhora Ozita.

A oportunidade também, segundo ela, além de festejar os 25 anos de nossa escola, é renovar esses laços de amizade, que surgiram de uma antiga parceria com a equipe do Espaço Viveka, em que foi modelo vivo por muitos anos.

Malaquias nasceu na cidade de Frutal, em Minas Gerais, e viveu mais da metade de sua vida aqui em São Paulo – “considero-me paulistana mesmo!”, diz ela.

Dedicada em tudo aquilo que se propõe a realizar, Terezinha é também atriz e poeta. No ano de 2005 publicou seu quinto livro: “Modelo Vivo”, com fotografias de Adi Leite, que estará à venda no dia deste evento. Em suas páginas ela faz um apanhado de sua profissão e descreve seu trabalho, de forma a desmistificar o processo de criação do artista.

A nossa equipe tem enorme carinho e reconhecimento pelo talento de Terezinha Malaquias. Divulgamos recentemente em nossas redes sociais e no blog http://blog.espacoviveka.com.br/, um de seus últimos trabalhos: ‘Cálice-Cale-se’ que é inspirado nas músicas de Gilberto Gil, Chico Buarque e Geraldo Vandré.

Para os interessados, ela tem um canal no YouTube e a página dela no facebook é:

Esperamos por você! A classificação indicativa é de 18 anos.

www.facebook.com/terezinhamalaquiasmodelovivo

Outras informações nos telefones: 2295-7961/992-252-074, ou através dos e-mails: contato@espacoviveka.com.br /ou: viveka@viveka.com.br

O encontro com Terezinha Malaquias será no endereço da Rua Professora Sebastiana Silva Minhoto, 375 – Tatuapé (próximo do Metrô Carrão).

 

Clique na foto para conferir a performance “CÁLICE – CALE-SE!” da artista.

Eventos de fevereiro/2014

Tivemos alguns eventos que ocorreram aqui no Espaço Viveka na semana passada. Fique de olho no que ocorreu e em nossa Agenda!
IMG_2048

 

 

 

Primeiramente, no dia 08 de fevereiro, tivemos a presença da Musicoterapeuta Helena Peters, que nos apresentou uma vivência musicoterapêutica.

 

 

 

 

 

 

No mesmo dia desta vivência, tivemos a exposição do nosso Espaço “Passagem” onde está a obra “Perde contato, ganha passagem” do artista André Coletto. Trata-se de desenhos de observação em que o artista faz registros das pessoas que estão de passagem no transporte público.

 

 

 

 

 

IMG_2252

 

 

 

No dia 12 de fevereiro (Quarta), tivemos a série “O Despertar dos Sentidos” onde a Profª Zilpa Magalhães nos ajudou a perceber as simbologias e poéticas de duas obras que representam o Mito de Daví e Golias

 

 

 

 

IMG_2245

 

 

 

 

As obras analisadas foram ”O Triunfo de David” do artista Nicolas Poussin  e  David com a Cabeça de Golias” do artista Caravaggio 

 

 

 

 

IMG_2291

 

 

 

Além de todos esses eventos, neste último sábado 15/02 tivemos a presença do Profº Edson Tani, que nos contou um pouco sobre a Proporção Áurea na Fotografia.

 

 

 

 

 

 

 

Sem título-1

Não pensem que acabou não! Neste sábado teremos uma deliciosa Sessão Pipoka com Julieta dos Espíritos, e os comentários ficarão por conta da Profª Aceli de Assis que é Psicóloga, Mestre em Psicologia da Educação, Doutora em Psicologia pelo IP-USP, Professora Universitária, Psicoterapeuta Junguiana com estudos em Linguagens Simbólicas. Pesquisadora de temas relativos a Gênero e Família.

 

 

Práticas e éticas no Universo do Graffiti.

Visão Antropológica: Tribo Urbana

Comumente o grafiteiro tem o ato de pintar, entre outras coisas, como uma diversão, liga pros amigos, geralmente da mesma crew[1], pra marcar o rolê[2], isso quando não vai sozinho. Pede autorização de um muro ou então chega pintando. Porém há uma ética entre os mesmos, pois se alguém pintou um determinado local, ali passa a “ser dele”, e outro só poderá pintar por cima, sem problemas, com o consentimento do mesmo. Caso contrário é um atropelo[3], como um ataque, uma agressão a quem pintou primeiro.

No início o grafiteiro tinha um vínculo maior com a música rap e o breakbeat devido o graffiti ser um dos quatro elementos da cultura hiphop, mas com o passar do tempo, este foi tornando-se mais independente, e consequentemente desvincula-se de um gênero musical específico. Ou seja, o graffiti continua a ser um dos quatro elementos, porém, nem todo grafiteiro é do hiphop. Pelo mesmo motivo, e também pelo envolvimento com o skate, usava-se mais as roupas largas, o que também mudou, apesar de alguns ainda seguirem essa tendência. O graffiti é um movimento bem diversificado nesse sentido, tendo cada um seu estilo próprio, porém o que praticamente todo mundo usa quando vai pintar é a mochila ou bolsa, como forma de carregar seu material (sprays, caps[4], rolos e látex), assim como a roupa “suja” de tinta.

O graffiti como um todo não tem dono, é feito por vários indivíduos e várias crews. Sendo assim qualquer um começa ou para de pintar quando quiser. Porém para se entrar em uma crew é preciso um consenso. Ou a pessoa é convidada para entrar, o que é mais comum, ou ela pede, e que pode ser negado dependendo a situação. Num geral as crews, ou coletivos como alguns tem chamado recentemente, são formadas por amigos, então, esse processo se dá de forma bem natural. Devido a algum conflito um grafiteiro pode deixar de assinar aquela crew ou então ser expulso daquele grupo, mas não do graffiti. Porém há algo que é repudiado pelo movimento todo, a cópia, feito geralmente pelos mais novos. O grafiteiro que copia o estilo do outro é chamado de toy ou bafo, sendo este desconsiderado pelos demais.

Os grafiteiros “dividem” o espaço urbano com vários outros grupos interventores como no caso da pixação, havendo então uma idéia de respeito e consideração com o trabalho alheio, evitando assim o atropelo. Há uma rivalidade, se assim podemos dizer, entre os bombers[5], que estão mais próximos à idéia do vandalismo, e a polícia, já que o graffiti está previsto como crime ambiental no artigo 65 da lei nº 9.605, de 12 de fevereiro de 1998. Sendo que, apenas recentemente saiu outra lei, nº 12.408 de 25 de maio de 2011, que “permite” o graffiti arte desde que se tenha autorização do proprietário do muro, que na verdade, é o que já acontecia na prática.

Sendo a rua o local dessa manifestação, é na rua que estes se encontram para produzir seus trabalhos. Salvo alguns momentos de trabalhos comerciais[6] ou algum projeto específico em que o grafiteiro pinta em espaços fechados como galerias, espaços culturais, lojas e etc. Lembrando também, que estes grupos reúnem-se em outros momentos que não para pintar, por exemplo, em vernissages[7] de exposições de grafiteiros. Um hábito comum nesses encontros é a troca de desenhos em seus blackbooks[8]. Principalmente dos mais novos para os mais velhos, aquela folhinha[9] é quase como um autógrafo. Outro local que é possível encontrar alguns de forma esporádica é nas lojas especializadas em graffiti.

(retirado da monografia Graffiti por quem faz – o graffiti na visão de novos artistas, por Patrick Toledo)

 


[1] Grupo de grafiteiros.

[2]Sair pra pintar.

[3]Passar por cima do trabalho de outra pessoa.

[4]Pinos da lata spray.

[5]Quem pratica o bomb(graffiti ilegal).

[6]Encomendas. Trabalhos remunerados.

[7]Abertura de uma exposição, geralmente com coquetel.yg

[8]Livro negro. Caderno de esboços.

[9]Termo usado pra pedir o desenho do outro.

 

Da Pintura Rupestre a Arte Urbana

Arte Rupestre
Pintura Rupestre.Toca do Boqueirão da Pedra Furada. Parque Nacional Serra da Capivara. Fundação Museu do Homem Americano (FUNDHAM), em São Raimundo Nonato, Piauí, Brasil.
Diante dessa imagem, confeccionada há mais de dez mil anos, poderemos observar como o artista utilizou o muro (a rocha) como suporte para uma possível representação sagrada de sua caça. Ou será que ele simplesmente quis representar a proporcionalidade entre as espécies? Ou ainda, será que ele quis registrar diferentes hierarquias? Dificilmente teremos certezas nesses casos, considerando-se o agravante de levantarmos interpretações a partir do nosso próprio contexto. Resta-nos, então, a extraordinária possibilidade de admirar as formas, os tamanhos, as cores e texturas etc, conectando-nos com esse tempo tão distante.
A partir daí poderemos ir bem mais longe, pois a palavra “rupestre” liga-se a muros e paredes ainda hoje. Ou seja, na atualidade, muitos artistas continuam a utilizar esses mesmos suportes, tornando seus desenhos e pinturas de fácil visibilidade e comunicabilidade.
Com o intuito de buscar entender o homem e o pensamento contemporâneo, sem desconectar o passado, o Espaço Viveka apresenta alguns cursos de Arte Urbana.
Léia M. Freire
Arte Educadora e Ceramista na ZiArte Viveka e
Educadora Cultural das Fábricas de Cultura
Saiba mais:
clip_image002 (5)
 
 
 
 
 
 
 

A Dança em Movimentos Circulares e Integradores

Convidamos vocês para um encontro que pretende unir experiências, valores e sonhos, para movimentar mente e corpo em busca do nosso “centro” e formar um círculo: símbolo da igualdade perante o outro, onde não existe começo ou fim, nem maior ou menor.

Como participantes de uma Dança, que requer apenas a integração dos movimentos, dispensaremos o uso de esforços físicos. Nessa ação conjunta, nossas mãos tecerão vidas e nossos pés outras histórias.

 

clip_image002 (3)

SÉRIE ENCONTROS POSSÍVEIS

A proposta da Série Encontros Possíveis é de oferecer um espaço de Diálogos para grupos de pessoas, concebendo projetos específicos às necessidades e demandas de diferentes públicos.

Inaugurando a Série, o grupo Ser adolescente: movimento, arte e criatividade têm como objetivo, criar situações que permitam a partir de um tema comum aos adolescentes, a reflexão sobre potencialidades, criatividade e diferentes saberes.

 

Programação

Dia 13/09 – Ritmo e Fantasia

Composição e improviso musical: estimulando a percepção e os sentidos

Com, Helena Peters – Bacharel em Musicoterapia pela FPA, Licenciatura em Educação Musical pela UFSCAR, Especialista em Teorias e Técnicas para Cuidados Integrativos pela UNIFESP, Participou do Coral da Fundação das Artes de São Caetano do Sul; Coral Amígdalas Cantantes com Tato Fischer e do Coral de Formação na FMU, Facilitadora de Roda de Tambores pela RITMO EXPANSÃO (BA) – coordenado por Jú Linares e Mary Tolena e pelo EMIND BRASIL (SP) – coordenado por Paulo Suzuki.

27/09 – Corpo e Som – Consciência corporal e auto-imagem: integrando corpo, música e respiração

Com, Claudia Gonçalez – Psicóloga com Pós-graduação em Psicologia Clínica. Dedicada ao trabalho de atendimento e avaliação psicológica, desenvolve programas em orientação vocacional, como também atividades de grupos com palestras, seguindo metodologias da terapia corporal em Análise Bioenergética.

04/10 – Corpo e Movimento – Teatro do improviso: pensamento, emoção e comportamento

Com, Sonia Benetti – Bacharel e Licenciada em teatro pela Anhembi Morumbi, Practitioner pela Sociedade Brasileira de PNL e no método Mastermind. Formada em preparação e desenvolvimento de atores pelo Studio Beto Silveira e em Preparação para cinema com Fátima Toledo.

18/10 – Movimento e Criação – Criando nosso objeto de luz através da cerâmica

Com, Léia Magalhães Freire – Arte-Educadora, Ceramista e Professora da escola Ziarte Viveka desde 1996. Educadora Cultural da Fábrica de Cultura do Estado de São Paulo.Trabalhou como pesquisadora e monitora do Programa de Formação de Arte Educadores em Museologia, História da Arte e Estética no MAC (Museu de Arte Contemporânea da USP).

01/11 – Sensações e Sons -Roda de tambores: reconhecendo nossas emoções

Com, Helena Peters - Bacharel em Musicoterapia pela FPA, Licenciatura em Educação Musical pela UFSCAR, Especialista em Teorias e Técnicas para Cuidados Integrativos pela UNIFESP, Participou do Coral da Fundação das Artes de São Caetano do Sul; Coral Amígdalas Cantantes com Tato Fischer e do Coral de Formação na FMU, Facilitadora de Roda de Tambores pela RITMO EXPANSÃO (BA) – coordenado por Jú Linares e Mary Tolena e pelo EMIND BRASIL (SP) – coordenado por Paulo Suzuki.

08/11 Criar e Sentir – A arte da transformação: o origami no resgate das nossas potencialidades

Com, Maria Saki Magori Shinohara – Psicóloga com Especialização em Arte Terapia, Estudos de Gerontologia, Cuidados Paliativos e Atenção a Cuidadores de Idosos. Realiza trabalho grupal e individual no atendimento a idosos na Santa Casa de Misericórdia de Guarulhos.

22/11 – Construção de Narrativas – Contando e ouvindo histórias: resgatando a poética da vida

Com, Mônica Roberta – Formada em Letras pela Faculdade UNIESP – IESA, é atriz e coordenadora do Instituto Narradores de Passagem. Ministrou oficinas de iniciação ao teatro nas Escolas Municipais de Santo André no projeto “Cultura e Cidadania” e no projeto “Parceiros do Futuro” do Governo do Estado, além de cursos de teatro infantil e 3ª idade no Espaço Mamberti de Cultura SP. Foi integrante das “Amídalas Cantantes” – coral dirigido por Tato Fischer com o espetáculo Retratos do Brasil. Participou da pesquisa audiovisual “O Contador de Estória” com Tata Amaral. Trabalhou, na Europa e no Brasil, com entretenimento (narração de histórias, espetáculos teatrais e aulas de teatro e dança) nos navios da Costa Cruzeiros. Esteve presente na XX Bienal do Livro de SP como narradora de histórias e no Encontro Internacional de Contadores de Histórias – Boca do Céu 2010. Atua como narradora de histórias no Sesc Belenzinho e Pompéia desde 2008.

 

Mediação e coordenação:

 

Daniela Caramori Morgan

Psicóloga Clínica, com consultório no Espaço Viveka, Especialista em Teorias e Técnicas para Cuidados integrativos pela UNIFESP. Coordenadora da equipe de psicologia no ambulatório de investigação em doenças Neuromusculares (UNIFESP), Vice-Presidente da Associação Verde Vida Saúde, Palestrante nas áreas de Educação, Humanização e Qualidade de Vida.