“Mistérios do Japão” foi tema de palestra no Espaço Viveka

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Na tarde do dia 11 de março, a sala Anita do Espaço Viveka foi palco de uma palestra inédita, que emocionou os convidados. O encontro abordou os Mistérios do Japão: uma viagem por meio de experiências sagradas, de mistérios e significados da cultura japonesa, suas lendas mitológicas, passando por números, proporções e música. Trata-se de um estudo apresentado de forma surpreendente pela empresária, escritora e contadora de história Tiemi Yamashita e pelo professor, arquiteto e designer Edson Tani (formado pela FAU-USP e Mestre pela Universidade Mackenzie).

 

“A palestra Mistérios do Japão é um trabalho que reúne o encantamento das Lendas Mitológicas Japonesas e curiosidades a respeito das artes, design, música e sua relação com a proporção área”, explica Tiemi, que durante a atividade no Espaço Viveka apresentou-se vestida de gueixa.

 

Com base nesses estudos, o termo “sustentabilidade” foi amplamente debatido pelos dois profissionais. Tiemi diz que a atual escassez de recursos está acelerando a tomada de consciência por parte da sociedade. “Talvez seja o momento ideal para compreendermos que podemos fazer escolhas mais sustentáveis em nossa vida. Eu costumo fazer três perguntas antes de consumir: É barato? É caro? É sustentável? Quando incorporamos a consciência do que é sustentável, as escolhas se tornam mais simples”, pontua.

 

Ela propõe a expressão japonesa “Mottainai”, cuja tradução indica muito mais que não desperdiçar. Esse termo, segundo Tiemi, nos remete ao real valor dos recursos que temos à nossa disposição. “Isso nos provoca uma reflexão se estamos sendo dignos de ter esses recursos. Essa consciência é que nos desperta para a gratidão e, por isso, não devemos desperdiçar nenhum recurso, seja ele tangível ou intangível”, enfatiza.

 

Ainda segundo a escritora, o projeto Mistérios do Japão surgiu do encontro de seu trabalho com as lendas japonesas, ligados aos estudos de Proporção Áurea do arquiteto Edson Tani, que é um especialista neste assunto. Essa relação, segundo ela, é muito forte com a sustentabilidade.  “Há três anos voltei de uma viagem e estava fascinada com o livro Os Japoneses, da Célia Sakurai. Na ocasião, comentei com o Tani que tinha vontade de fazer uma palestra abordando curiosidades da Cultura Japonesa. Ele topou. Começamos a trabalhar no tema e descobrimos que não existia literatura fazendo esses links e criamos uma palestra com uma abordagem inovadora. Tani apresentou aspectos da cultura e pontuou sua relação com Proporção Áurea e as artes. O trabalho ficou lindo e muito rico em termos de conteúdo”, conclui Tiemi Yamashita.

 

Na opinião da artista plástica Adriana Fernandes de Oliveira, a palestra, além de ser emocionante, trouxe aprendizados do Japão que ela desconhecia. “Achei muito boa porque falou da cultura do Japão de forma abrangente e veio de encontro com uma pesquisa que estou fazendo. Fiquei encantada com a contação de histórias, principalmente o instrumento musical que transforma as imagens em música. É impressionante!” Quanto à sustentabilidade, Adriana acredita que a sociedade está mais consciente, até mesmo por necessidade. ”A visão que passaram durante a palestra tem um sentido maior, porque está integrada ao sentido da vida, de sermos gratos aos recursos sem desvaloriza-los”, finaliza ela ao sugerir que poderia ter algum material virtual para ser enviado aos participantes sobre a temática.

 

Quem também participou da palestra foi a professora de dança Luciana Fernandes, que se surpreendeu com o conteúdo passado de forma leve e criativa. “Aprender sobre a cultura japonesa, por meio da geometria foi extremamente importante. O tema foi apresentado de forma lúdica, permeada pela narrativa dos mitos japoneses. Algo também marcante foi a entrada da contadora de histórias e também o momento em que foram extraídos sons das imagens”, conta Luciana ao dizer, na sequencia, que o termo sustentabilidade é um caminho a percorrer, mas os primeiros passos, segundo ela, já foram dados.

 

Para saber mais sobre o Mottainai acesse o canal do youtube: https://www.youtube.com/watch?v=hfKRsVlRBV8

 

 

 

Agora é a vez de Beleza Americana

 

O que é certo e o que é errado? O que realmente vale a pena? O que faz sentido? Essas são algumas das questões que serão abordadas após a exibição do filme Beleza Americana, na sala Anita do Espaço Viveka, no próximo sábado (01/04), às 14h30. Após a sessão de cinema será realizado um debate com as psicólogas Ana Maria Ferreira e Carolina Kokkinos.

 

Com estreia em 1999, o longa do diretor Sam Mendes, ganhou cinco estatuetas do Oscar, incluindo a de melhor filme. O filme é incrivelmente misterioso em função de um dos protagonistas, Laster Burnhan (Kevin Spacer), que se dá conta que não suporta mais o seu emprego. Ele também se sente impotente e infeliz em todos os sentidos. Mas o roteiro do filme é envolvente e faz que com a história tenha um final surpreendente.

 

O nome do filme Beleza Americana foi escolhido em função do nome de um tipo de rosa cultivada nos Estados Unidos, que não possui espinhos, ou cheiro. Seria uma referência ao vazio dos americanos comuns que tentam parecer ser o que não são.

 

Participe!

 

É necessário realizar inscrição antecipadamente com a Jacqueline no telefone (11) 2295-7961, a partir das 14h. O Espaço Viveka fica localizado na Rua Professora Sebastiana Silva Minhoto, 375 – próxima ao metrô Carrão, em São Paulo. Outras informações podem ser obtidas também pelo telefone: (11) 99225-2074.

 

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A travessia humana em A HORA E A VEZ DE AUGUSTO MATRAGA, no Espaço Viveka

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“Matraga, não é Matraga, não é nada, ou melhor, Matraga é Esteves, o nhô Augusto Esteves, filho do Coronel Afonso Esteves, lá das pindaíbas (…)” “(…) Eu vou pro céu pro bem ou pro mal, nem que seja a porrete (…)” “(…) Deus mede a espora pela rédea e não tira o estribo do pé de arrependimento nenhum (…)” “(…) Que é? você tem perna de Manoel Fonseca, uma fina outra seca (…)” “(…) A roupa lá de casa não se lava com sabão, lava com ponta de sabre e bala de canhão (…)” ”(…) Mariquinha é como a chuva, boa pra quem quer ver, ela sempre vem de graça, só não sei quando ela vem (…)”.

 

Os trechos acima fazem parte do conto de Guimarães Rosa, “A hora e a vez de Augusto Matraga”, do livro Saragana. Esses fragmentos foram alguns daqueles ressaltados pela professora de literatura Neusa D’Onofrio, que deu início à contação dessa história na tarde do último sábado (18/03), na sala Anita do Espaço Viveka. Utilizando-se de recursos sonoros como pandeiro, pau de chuva, reco-reco, entre outros, ela contou e encantou o público com seu jeito ímpar de mergulhar no clima do sertão roseano.

 

Após concluir a narrativa, que deixou muita gente emocionada, a professora colocou uma apresentação em Power Point, para que os convidados resgatassem e analisassem a travessia mítica do conto. Segundo ela, a dimensão mítica é constante na obra de Guimarães Rosa, que ultrapassa a barreira do regionalismo para ocupar um espaço/tempo maior. “A ideia é mostrar que, independente do local, do espaço, do lugar onde se vive e da língua que se fala, ou da época em que se insere a narrativa, o pensamento e a imaginação expandem-se para uma região mais etérea, mais mítica. O conto trata da própria travessia humana, onde nós nos identificamos com o texto, envolvidos também com as forças do bem e do mal, existentes em muitos de nós”, afirma Neusa.

 

A seguir, em atmosfera de muito entusiasmo, Neusa abriu espaço para que os presentes pudessem fazer seus comentários, enriquecendo ainda mais a atividade.

 

Um dos participantes foi o tradutor Carlos Henrique França Rangel, que disse que a atividade explorou uma abordagem de Guimarães Rosa, que até então ele desconhecia. “A partir dessa narrativa, abri o caminho para fazer uma exploração maior do aspecto do autor. Como se trata de temas universais, entre o bem e o mal, as provações e as transformações que cada um de nós vivencia, conseguimos resgatar temas com maior abrangência. Sendo uma estrutura mítica conseguimos identificar essa relação com as nossas vidas”, explica Carlos.

 

Na opinião da geógrafa aposentada Sueli Rodrigues Gualtieri, a guerra de Augusto Esteves Matraga é a guerra de todos nós. “Ele começou como nhô Augusto Esteves e ficou como nhô Esteves e depois por último ele era Augusto. Em nossas vidas sofremos todo esse processo. Na medida em que envelhecemos vamos perdendo nossas funções sociais, deixamos de ser algo para ser outro ser. É um processo não só interior, mas que nos leva para outras passagens”, diz Sueli que elogiou a professora Neusa pela capacidade de guardar um texto longo, ser fiel à narrativa e fidedigna a obra. “Ela conseguiu passar para nós a leitura de Guimarães Rosa e não a leitura da Neusa, porque nós, na maioria das vezes, tentamos colocar as nossas interpretações”, conclui ela.

 

A adolescente Vivian Rocha Alves, de 13 anos, questionada sobre o que achou da atividade, disse que adorou o conto, principalmente porque é diferente dos livros que ela lê. “Leio autores totalmente opostos, mas a partir desse conto, sem dúvida, fiquei curiosa para conhecer mais sobre Guimarães Rosa. Percebi que cada um de nós tem dois lados, que muitas vezes nos deixa em dúvida em fazer ou não fazer determinada coisa”, diz Vivian que adorou a forma como foi narrado o conto, principalmente, com a ajuda de alguns instrumentos, que contou com o auxílio das expressões faciais e corporais, utilizadas pela professora Neusa D’Onofrio, que deu ainda mais vida à obra do autor.

Por fim, o evento foi encerrado com um bate-papo movido a café e bolo (feito pela própria Neusa), no cantinho do CafeZinho do Espaço Viveka.

 

Mais atividades vêm por aí

 

No próximo sábado, dia 25 de março, das 9h às 16h, a equipe do Espaço Viveka promove um novo evento intitulado Jogos e Cognição, voltado para psicólogos, estudantes de Psicologia, Psicopedagogos e Terapeutas Ocupacionais. Um dos objetivos da atividade é trabalhar com a memória e a atenção na aprendizagem, por meio de jogos e funções cognitivas observadas.

 

É necessário realizar inscrição antecipadamente com a Jacqueline no telefone (11) 2295-7961, a partir das 14h. O Espaço Viveka fica localizado na Rua Professora Sebastiana Silva Minhoto, 375 – próxima ao metrô Carrão, em São Paulo. Outras informações podem ser obtidas também pelo telefone: (11) 99225-2074.

 

Outra novidade que vem por aí, é a primeira Sessão Pipoka do ano, com a exibição do filme Beleza Americana, com os comentários das psicólogas Ana Maria Ferreira e Carolina Kokkinos. A sessão de cinema será no dia 01 de abril, às 14h30. Participe!

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Cézanne em: “Leituras da Obra de Arte”, no Espaço Viveka.

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O minicurso Leituras da Obra de Arte realizado na Sala Anita do Espaço Viveka,  (sábado, 04/03), contou com a participação de um grupo de pessoas que, através de exercícios de leitura de imagens, foi convidado a buscar e relacionar sentidos, assim como a experimentar novas e outras visualidades.

A atividade foi mediada pelas nossas arte-educadoras Leia M. Freire e Zilpa Magalhães. De início, elas propuseram uma breve análise do logotipo do Metrô de São Paulo. Com o intuito de “ver de um jeito diferente o que olhamos todos os dias”, Léia explica que “essa prática tem ajudado a aquecer a turma, desenvolvendo percepções visuais através da geometria, da cor e da localização em que a marca é inserida, dentre outras coisas”.

A seguir, elas ofereceram para análise a imagem do quadro “Madame Cézanne na Serra”, do artista francês Paul Cézanne (1839 – 1906), que retratou a própria esposa vinte e nove vezes por mais de vinte anos. “A proposta foi fazer com que cada participante observasse a imagem, procurasse entender o que os olhos conseguem capturar em dado momento, acionar pensamento, imaginação e reflexão a partir disso, e reconhecer, inclusive, o contexto histórico-cultural em que esse artista está inserido”, explicou Zilpa. Na medida em que cada participante foi avaliando a imagem, o debate era ampliado, gerando ainda mais reflexão sobre o tema. “É impressionante que num primeiro momento, ao vermos a obra, construímos um julgamento. Mas, depois, percebemos que nos equivocamos. O exercício é uma desconstrução, que nos possibilita a troca de vivências”, disse Carol Kokkinos uma das participantes, que descobriu na pintura uma sensação de descanso e de placidez.

Na segunda parte da atividade, a arte-educadora Léia M. Freire leu um poema de Manoel de Barros. A partir dessa leitura, ela pediu aos participantes que tirassem três fotos com seus celulares, dentro ou fora do Espaço Viveka. Por fim, em grupos, passaram a analisar e interpretar algumas das imagens que escolheram. Os trabalhos resultaram em belíssima troca de aprendizado, sugerindo novas intervenções sobre aquelas fotos que haviam escolhido.

Mistérios do Japão

Desvendar os mistérios e os significados da cultura japonesa por meio das lendas mitológicas, passando pelos números, proporções e música. Esse é o tema de um estudo inédito apresentado de forma surpreendente por Tiemi Yamashita e Edson Tani. A atividade será realizada no próximo sábado (11/03), às 18h – na sala Anita do Espaço Viveka. Para participar é necessário realizar as inscrições, antecipadamente, com a Jacqueline pelo telefone (11) 2295-7961, a partir das 14h.

Endereço do Espaço Viveka:

Rua Professora Sebastiana Silva Minhoto, 375 – próxima ao metrô Carrão, em São Paulo. Outras informações podem ser obtidas pelos telefones: (11) 2295-7961 ou

9-9225-2074 (whatsApp), com Jacqueline, de 2ª a 6ª, das 14h às 21h.

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