Sessão Pipoka com a exibição do filme Intocáveis

 

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No próximo sábado dia 21 de maio, a equipe do Espaço Viveka promove a Sessão Pipoka com a exibição do filme Intocáveis – que conta com a mediação de Maria Saki e Suely Satow, que vão abordar questões como deficiência física e inclusão social. A atividade terá inicio às 14h30 e é destinada para o público com idade acima de 14 anos.

 

O filme Intocáveis, um dos mais vistos na França entre 2011 e 2012, é baseado em fatos reais e conta com direção de Olivier Nakache e Eric Toledano. A história é focada na vida de Philippe (François Cluzet) homem extremamente rico e culto, que fica tetraplégico após sofrer um grave acidente. Depois de várias tentativas em encontrar um cuidador e cansado de ser tratado de forma “cautelosa”, Philippe contrata Driss (Omar Sy), um jovem problemático e pobre que se torna não só Assistente Social, mas um amigo do aristocrata. Os dois fazem desse encontro um ato enriquecedor para ambos, onde estabelecem encontros humanos.

 

Driss, que não tem experiência alguma em cuidar de pessoas com deficiência, esteve envolvido também com crimes que o deixaram preso por alguns meses. Mas ele vê na oportunidade do novo emprego a chance de mudar de vida. Conquista a confiança de todos os membros da casa. A partir daí uma história de amizade se estabelece com o empregador de forma intimista e com ótimo astral. O filme coloca em xeque, principalmente, a atitude da sociedade em relação à deficiência física.

 

Que tal participar dessa atividade? Saiba como entrando em contato de segunda à sexta-feira, das 14h às 21h, na secretaria do Espaço Viveka, falar com a Priscila – Rua Professora Sebastiana Silva Minhoto, 375 – próxima ao metrô Carrão. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone: (11)2295-7961.

 

 

Palestra sobre Tomie Ohtake

 

O Benedire Café e Livraria, localizado no Edifício EducaMais na cidade de Jacareí (SP), foi palco da palestra sobre a artista Tomie Ohtake, com a mediação da nossa arte-educadora Zilpa Magalhães, que contribuiu com a abertura da “Série Perfil” -palestras sobre biografias de artistas e/ou movimentos de arte, voltados para todos os tipos de público, com o objetivo de movimentar o ambiente, criar recursos que despertem o interesse das pessoas para a arte e ampliar percepções também para a vida.

 

Esse primeiro evento foi realizado no último sábado (14) e contou com a realização do Benedire Café e Livraria, com o apoio do EducaMais, Espaço Viveka e ArteKula.  Além da presença de moradores de Jacareí e de São José dos Campos, amigos e alunos do Espaço Viveka vieram de São Paulo para participar da palestra.

 

Antes de iniciar a atividade, Zilpa convidou os participantes a fazerem um passeio pelo ambiente do EducaMais – edifício projetado pelo arquiteto Ruy Ohtake, filho da artista, que sempre será lembrada como “A Dama das Artes Plásticas no Brasil”.

 

Ali os convidados puderam observar o desenho da obra arquitetônica como um todo. Desde as curvas da ampla fachada em quatro tons de concreto vermelho que, segundo o próprio Ruy Ohtake, foram inspiradas nas montanhas do Vale do Paraíba, às relações entre os espaços cheios e vazios, externos e internos, que possuem salas multiuso e teatro projetado para 700 lugares. Tanto as formas como a distribuição das cores da edificação foram associadas por Zilpa às pinturas de Tomie.

 

Durante a palestra, a arte-educadora contou um pouco da vida da artista e apresentou algumas de suas obras, que vão desde pinturas, esculturas, gravuras e até peças públicas como: “Monumento aos 80 Anos da Imigração Japonesa” (4 gerações), em lâminas de concreto e localizada no Canteiro Central da Avenida 23 de Maio, 1988; Escultura (2004) localizada no Teatro do Auditório do Ibirapuera; Escultura (2008) em “Homenagem aos 100 anos de Imigração Japonesa”, obra localizada no Aeroporto de Cumbica, Guarulhos. Estas obras, entre outras citadas, “ressaltam a importância da geometria particular nas obras de Tomie”, disse Zilpa.

 

Leituras de obras foram desenvolvidas durante o encontro, envolvendo os participantes na percepção do meticuloso processo de construção dos trabalhos executados pela artista e mostrando as diferentes fases percorridas por ela. Segundo Zilpa, a artista integra razão e emoção o tempo inteiro.  E explica que Tomie não colocava título em suas obras, destacando uma de suas frases famosas, “Eu não dou título aos trabalhos para que a pessoa que os vê não fique com apenas um significado na cabeça. Não ter nome faz com que a pessoa use seu próprio pensamento”.

 

Uma das participantes da palestra foi a diretora do ArteKula – Portal de Fomento à Arte e à Cultura, além de ser responsável por toda a Agenda Cultural da cidade de Jacareí – Andréa Mourão. Formada em psicologia, disse que achou fantástica a palestra, principalmente, pela forma de construção. “Precisamos olhar o que tem no entorno e construir um pensamento. As obras da artista Tomie Ohtake levam-nos para este caminho. Acho que a forma como a Zilpa conduziu a palestra fez com que cada um experimentasse um pouco de si, através das obras da artista, que tem sempre um chamamento para termos uma construção própria”, diz.

 

Para o servidor público, Tomé Maderas, a palestra colocou a Tomie exatamente dentro do espírito a que ela se propõe, ou seja, segundo ele, a artista te dá uma liberdade para você se inserir na obra. “Eu já conhecia bastante sobre o trabalho da Tomie e com essa palestra eu consegui me identificar ainda mais com as obras da artista”, conclui Tomé que tem formação em história e jornalismo.

 

A próxima palestra no EducaMais está agendada para o dia 18 de junho com o tema “Filosofia Para Crianças”, com a mediadora Patrícia Rocha, que é professora de crianças, jovens e adultos. Ela também é uma das autoras do livro Pensando com Sofia, Quem sou eu? - escrito em parceria com a professora Bete Godoy.

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Comer Rezar Amar: “Um verdadeiro guia de autodescoberta pelos sentidos da vida, combatendo a Depressão”.

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Por: Claudia Gonçalez Gomez

Baseado em fatos reais, Comer Rezar Amar é um filme envolvente, que nos convida a embarcar nas emoções de Liz Gilbert: escritora e jornalista americana, que vivia seguindo as habituais escolhas e ritmos da vida como ter casa, marido e filhos. Ao questionar-se, percebe-se em um estado de crise pessoal. Reconhecendo a Depressão, decide partir para uma viagem pelos belos cenários da Itália, Índia e Indonésia (Bali), onde pudesse examinar um aspecto de sua própria personalidade em cada lugar.

O filme inspirou-me a ler o livro, revelando temas de vida retratados de uma maneira tão sincera e visceral!  Senti-me impulsionada a organizar uma Sessão Pipoca e Roda de Conversa no Espaço Viveka, em busca de uma rica troca de impressões sobre os inevitáveis questionamentos da vida. Para esse fim, utilizei o seguinte lema: “O que você já fez para superar momentos de grandes mudanças em sua vida”?

Todos nós já nos deparamos com momentos onde necessitamos fazer escolhas e nos perguntamos: “E agora?”  Neste exato momento, podemos voltar o olhar para dentro de nós mesmos e perceber nossos reais sentimentos, se estamos satisfeitos com o que estamos vivendo, ou se sentimos vazio e frustração.

Os sentimentos de Liz Gilbert iniciam-se com uma intensa angústia: “Por que não estou feliz? Estou sem pulsação, sentindo-me devastada internamente, com o corpo e mente cansados. Ao olhar para o lado direito, noto que a solidão está chegando, vai se encostando. Ao olhar para o lado esquerdo, as sensações de desespero entram sem pedir licença”. Inicia-se assim um interrogatório com pensamentos sombrios, que dizem: “Foi nisto que se tornou? Não sendo o que imaginou? Não conseguindo manter seus relacionamentos? Não conseguindo se tornar a profissional que projetou?”

Quando este cenário se apresenta, não restam dúvidas: é a Depressão confiscando sua identidade, para ir se instalando e sugando toda a energia e os sentimentos, até os sintomas de perda de sono, pensamentos negativos, alteração de apetite, crises de choro, dores pelo corpo, irritação, dificuldade de concentração e memória, afastamento das pessoas pela irritação com os ruídos, barulhos e as diferenças de opiniões passam e ser intoleráveis. Assim sendo, as perdas de prazos a cumprir passam a não ter importância, pois a personagem passou a vida tentando seguir os padrões da sociedade para se ajustar. Contudo, ela entrou em uma performance, perdendo-se de si mesma, apenas atuando. Durante um tempo o estado depressivo parece ser controlado. No entanto, o tempo vai passando e a Depressão toma conta e a pessoa passa a não ter mais ideia de onde está e de qual direção seguir.

Esse é o momento em que Liz Gilbert nos dá um verdadeiro guia de sobrevivência, relatando como superou a própria Depressão. A premissa é reconhecer que precisa de ajuda e dar o primeiro passo, como se fosse o maior desafio de sua vida. Sim! É preciso lutar com todas as forças e em todos os níveis: físico, emocional, social, familiar, profissional e espiritual. Funcionamos em várias camadas e níveis para a produção de impulsos, objetivando o bom funcionamento do metabolismo, da produção de ações e sentimentos, quando a Depressão atinge o centro vital do organismo. Portanto, no estado depressivo ocorre o enfraquecimento da formação dos impulsos, a pessoa vai se abatendo com a falta de energia, o sentimento de vazio, tornando-se completamente desmotivada. Desta forma, a depressão significa a perda de vitalidade e, por isso mesmo, a perda de autoafirmação, motivação, segurança e autonomia.

Vejam a quantidade de fatores e influências que constitui o ser humano! Somos complexos por natureza! Por isso, precisamos nos estudar, sermos ativos nos ciclos da vida – nascimento, luto e renascimento. Muitas vezes permanecemos no sofrimento para evitar a perda e não nos desprendemos do objeto de desejo. Mas, por mais que o desligamento machuque e doa, o sofrimento deixará de existir, transformando-se em um “outro”. A tendência é sempre um desejo de mantermos tudo igual. Porém, é necessário escolher o diferente, o novo. Necessitamos criar o impulso, que nos mova para encontrar estados de satisfação e realização, que determinem o que queremos e, assim, sentir estados de autoposse e plenitude. Liz decide viajar pelo mundo pela necessidade de mudança!

O crescimento está em nos prepararmos para os momentos de caos, devastação e ruínas, por ser a oportunidade de nos colocarmos em ação, em luta e reinvindicação. O desejo de um melhor “outro jeito”, de nos sentirmos mais apropriados, mais organizados, refinados para, por fim, sairmos do caos. Então, como Liz, podemos chegar a dizer: “sobrevivi”! Sentimento este que será acompanhado de incrível estado de sensatez, calma, segurança e integração. Assim, ao conseguir dar esse impulso, moveremos o corpo com espontaneidade e sentiremos a respiração com vontade de sorrir, enquanto o cheiro da vida nos abraça novamente.

Há um contentamento e agradecimento com o pensamento: “Dolce Vita! Que bela me sinto da maneira que estou!”

Por fim, poderemos praticar todos os dias de nossas vidas, junto com Liz Gilbert, esses importantes mantras: - “ Eu te amo, eu nunca vou te deixar, vou sempre cuidar de você!”

 

Indicação de leitura: Livro Comer Rezar Amar, autora Elizabeth Gilbert. Esse livro foi escolhido pelo New York Times como um dos cem melhores livros de 2006.

 

Cláudia Gonçalez Gomez é psicóloga com pós-graduação em psicologia clínica, trabalha em consultório no Espaço Viveka com experiência em trabalhar os conflitos emocionais em momentos de crise pessoal, relacionamentos, divórcio, depressão, ansiedade e mudanças de vida.

claudia gomez contatopsicologia@hotmail.com

Arte-Educadora do Espaço Viveka promove palestra sobre Tomie Ohtake.

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A arte-educadora Zilpa Magalhães será a mediadora da próxima atividade intitulada “Série Perfil”:  palestra que se realizará no Edifício EducaMais, localizado na cidade de Jacareí (SP), com projeto arquitetônico de Ruy Ohtake, inaugurado em setembro de 2014.

 

Esta primeira edição do ano da “Série Perfil” será realizada no próximo sábado (14/05) às 16h – e a arte-educadora contará a vida e trajetória artística de Tomie Ohtake, considerada “A Dama das Artes Plásticas no Brasil”.  Ela começou a pintar aos 39 anos de idade, nasceu em Kyoto, no Japão, e em 1936 chegou ao Brasil. Em 12 de fevereiro de 2015, faleceu com 101 anos. A obra de Tomie destaca-se tanto na pintura, como na gravura e na escultura. Marca ainda a sua produção as mais de 30 obras públicas desenhadas na paisagem de várias cidades brasileiras e em Tóquio.

 

O evento conta com a realização do Benedire Café e Livraria, com o apoio do EducaMais, Espaço Viveka e ArteKula. Quanto à “Série Perfil”: trata-se de palestras sobre biografias de artistas e/ou movimentos de arte, voltados para todos os tipos de público. O objetivo é movimentar o ambiente, criar recursos que despertem o interesse das pessoas para a arte, que ampliem percepções também para a vida.

 

Quer saber mais e como participar dessa atividade, basta entrar em contato de segunda à sexta-feira, das 14h às 21h na secretaria do Espaço Viveka, e falar com Priscila – Rua Professora Sebastiana Silva Minhoto, 375 – próxima ao metrô Carrão. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone: (11)2295-7961.

 

Manhã Impressionista

 

Para muitos o último sábado (07/05) foi um dia como qualquer outro. Já para aqueles que participaram da Manhã Impressionista com música ao vivo, realizada na praça em frente ao Espaço Viveka, esse dia ficou marcado de forma notória. Com a mediação da arte-educadora Zilpa Magalhães, a atividade, que começou por volta das 9h, contou com a participação de um público que acabou se surpreendendo com as próprias pinceladas, tendo a natureza como fonte de inspiração.

 

A atividade despertou curiosidade até mesmo em quem transitava pelas ruas ao lado, pois ali na pracinha havia mesas, cavaletes, bancos, tinta fresca e muita criatividade na mente e no corpo de cada participante.

 

Fomos brindados com o inspirador violoncelista Fabrício Fruet – que apresentou um concerto musical com a famosa Suíte n.1 em Sol Maior para violoncelo solo (Johann Sebastian Bach);  O Cisne (Camille Saint-Saëns);  Concertino n.4 (Jean-Baptiste Breval); Amazing Grace (John Newton); Gavotte (François-Joseph Gossec); Tema do filme O Poderoso Chefão (Nino Rota); Minueto em Sol Maior (Csristian Petzold); Abide With Me (William Henry Monk), entre outras.

 

Somando-se a isso, alguns convidados ganharam massagens oferecidas pela massoterapeuta Letícia Larcher Longo que, com dedicação e carinho, fez com que a atividade tomasse uma dimensão ainda maior.

 

Na opinião de Maria Bernadete Chiarastelli, todas as atividades realizadas pela equipe do Espaço Viveka contribuem para seu crescimento pessoal e artístico. “Esse encontro da pintura na praça é maravilhoso, pois proporciona autoconhecimento e liberdade na minha criação”, diz ela ao mostrar a sua pintura, que teve como inspiração uma árvore de primavera.

 

Já para Regina Carla Fruet, que também participou da Vivekinha Pintando com Van Gogh, realizada no mês passado, a Manhã Impressionista foi bastante significativa, principalmente para o seu filho Enzo (5 anos), que pintou quatro telas e surpreendeu a todos. “Depois que nós fizemos a Vivekinha do Van Gogh, o Enzo voltou para casa falando de algumas coisas que tem na escola dele, referindo-se aos quadros. O que eu percebi naquela atividade é que a Zilpa trabalhou também com a observação e a leitura de todas as pinturas feitas pelos participantes durante aquela atividade”, diz e revela ainda que não queria que a atividade da Manhã Impressionista tivesse terminado tão cedo.

 

“Essa atividade é deslumbrante, revigorante e, ao mesmo tempo, fiz uma viagem para outra dimensão, tudo isso associado à música. A gente até perde a noção do tempo ao estimular nosso raciocínio e imaginação”, explica Maria Helena Rachid, que pintou uma tela usando conceitos aprendidos no encontro sobre Sumi-ê (30/04), utilizando-se de assimetrias, além de associações com cores que lembram Van Gogh.

 

Depois das pinturas prontas, a arte-educadora Zilpa Magalhães propôs aos participantes fazerem algumas leituras e reflexões diante daquela produção artística, dentro da sala Anita. Assim, eles puderam analisar não somente suas próprias criações, mas também as dos outros participantes da atividade, trazendo à tona percepções de cor e forma, luz e sombra, suavidade e densidade, movimento etc. revelando e relacionando as várias sensações que as imagens geravam.

 

Fabricio Fruet fechou com chave de ouro nossa Manhã Impressionista, contextualizando algumas de suas escolhas musicais para o evento e voltando a tocar Bach (Prelúdio da Suíte n.1) e Saint-Saëns (o Cisne).

 

Clicar no link: Manhã Impressionista

 

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Cristiane

mãe e filho

Viveka promove Manhã Impressionista com música ao vivo

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O movimento Impressionista – que surgiu na França com as famosas pinceladas de Monet – é a grande inspiração para o início das atividades do mês de Maio no Espaço Viveka. O primeiro evento, intitulado Manhã Impressionista, contará com música ao vivo, com o acompanhamento do violoncelista Fabrício Fruet, que é formado pela Faculdade de Artes Alcântara Machado Uni-FIAM/FAAM – Centro Universitário Bacharelado em Violoncelo sob orientação da professora Teresa Cristina e do professor Raïff Dantas Barreto. Além de diversas apresentações no ABC e grande São Paulo, também atua no campo da música popular, tocando contrabaixo elétrico em diversos eventos, tais como banda de baile e trabalhos em bares.

Agendado para o próximo sábado (07/05), das 9h às 12h, na praça em frente ao Espaço Viveka, a atividade conta com a mediação da nossa arte-educadora Zilpa Magalhães e é destinada a jovens e adultos. Os interessados devem fazer a inscrição, de segunda à sexta-feira, das 14h às 21h na secretaria, com a Priscila – Rua Professora Sebastiana Silva Minhoto, 375 – próxima ao metrô Carrão. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone: (11)2295-7961.

 

 

Pintura Japonesa Sumi-ê

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A atividade realizada no último sábado (30/04) contou com a presença de um público bastante interessado em ampliar conhecimentos sobre a arte oriental. Na ocasião, o professor Carlos Ragazzo demonstrou algumas técnicas do Sumi-ê (pintura tradicional japonesa sobre papel) e impressionou os convidados ao produzir pinturas durante o encontro, na sala Anita.

 

Na medida em que explicava o ideário do Sumiê, o professor fez algumas pinturas, a exemplo de pinceladas básicas da orquídea selvagem, do bambu, da montanha, da flor de ameixeira e da flor de íris, entre outras. Em cada pincelada ele surpreendia os presentes, despertando a vontade de pegar os pincéis para também experimentar alguns traços desta técnica, que utiliza, principalmente, tons de cinza. (O significado da palavra “Sumi-ê”: “sumi”, preto ou carvão; “ê”, esboço ou desenho).

 

Ele ressalta que a ideia do Sumi-ê é introjetar a dinâmica do que se vê, por meio do conceito da ‘Vitalidade Rítmica’, que propõe capturar o viço das coisas, através da repetição do observar de cada um. Em sua opinião, o Sumi-ê resgata o lado primal do homem, do seu espírito selvagem.

 

Por ter sido uma atividade que despertou grande interesse por parte do público, a equipe da Viveka propôs agendar para os próximos meses um workshop sobre a pintura e as técnicas de Sumi-ê, que a princípio teve sua origem na China. Segundo Carlos, os orientais têm a cultura de democratizar qualquer tipo de arte, particularmente o Sumi-ê, através da técnica, do treino e da constante repetição.

 

Com base nessa fala, a arte-educadora Zilpa Magalhães nota que, “na cultura ocidental, embora tenhamos vivido tantas concepções de arte ao longo da história, a técnica, o treino e a repetição fizeram (e ainda fazem) parte das nossas ações, como na arte clássica, por exemplo, em que se buscava uma “perfeição formal”. Mas a valorização do processo também esteve (e ainda está) presente, como na “Action Painting”, de Jackson Pollock, só para dar outro exemplo. O que torna esta apresentação tão diferente, a meu ver, é a magia que nos escapa!” explica ela ao observar o modo como o professor Carlos utiliza o pincel, que lembra uma dança, de corpo e espírito presente.

 

 

Outro fator que chamou a atenção, é que em cada pintura feita pelo artista, a sua assinatura permanece notória através de um carimbo, que significa: “menino andando no meio do mato, abrindo caminho encontra um ninho de passarinho”. Até mesmo a localização de onde o carimbo é posto no desenho acaba ganhando uma significação particular.

 

Carlos Ragazzo – é formado em Física pela Universidade Federal de São Carlos, praticante de artes marciais e meditação budista. Iniciou a formação em Sumi-ê na década de 90, com a orientação do Sensei Massao Okinaka, na escola Aliança Brasil-Japão. Atualmente ministra cursos e oficinas com demonstrações de Sumi-ê, registrando essencialmente a natureza aliada à contemplação.

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