Alegria na Vivekinha com brinquedos e marionetes

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No dia 14 de março aconteceu a Oficina de Construção de Brinquedos e Marionetes na Vivekinha. A atividade foi um verdadeiro sucesso graças à mediação e dedicação por parte da arte/educadora Priscila de Carvalho Okino, que na oportunidade explicou para a equipe do Espaço Viveka como foi o desempenho das crianças durante a atividade.

 

Viveka: Quais foram as atividades realizadas com as crianças na Oficina de Construção de Brinquedos e Marionetes?

Priscila Okino: Começamos a oficina imaginando como seria uma cidade de caixas. A proposta, que de cara pareceu meio estranha, logo ganhou traços e cores em um desenho coletivo. Como seria uma árvore feita de caixas? E uma casa? O que mais tem que ter em uma cidade? Carros, prédios, escolas. E o que pode tornar uma cidade mais divertida? Shopping, parques, parquinhos etc. O desenho da nossa cidade de caixas foi crescendo, enquanto esperávamos que todas as crianças chegassem.

Do desenho passamos para uma contação de história: “A caixa que não queria mais ser caixa”. A história, contada com a ajuda de uma caixa misteriosa, fornecia a orientação para a atividade seguinte, mostrando como eram as etapas da construção de um brinquedo.

A participação das crianças durante a contação foi bastante representativa. De início elas achavam que a pobre caixinha de suco, que estava cansada de ser caixa, não tinha qualidades para ser mais nada. Com o desenrolar da história, a caixinha foi sendo preparada para a sua transformação: se ajeitou; se encheu de coragem e ganhou um enchimento para ficar durinha e firme; trocou de roupa, sendo encapada por uma folha de papel colorida. Mesmo assim, a caixinha ainda estava com cara de caixa. Foi então que encontrou um artista que transformou sua vida. A transformação da caixinha em várias outras coisas como carrinhos, máquina fotográfica, disco voador e um sapo, fez as crianças entenderem como aquela brincadeira poderia ser divertida. E a brincadeira não parava por ai. As caixinhas também viravam marionetes e a grande caixa misteriosa se transformava em um mini teatrinho.

Nem bem a história tinha acabado e as crianças já estavam com os materiais em mãos para fazer suas próprias marionetes. Aos poucos, o ateliê estava habitado por gatos, robôs, abelhas, borboletas, coelhos, pavões, jacarés, macacos e outras criaturas. Algumas das marionetes brincaram no teatrinho, outras ficaram esperando seu dono construir mais marionetes.

Terminamos a oficina, cada um com muito orgulho de sua própria criação.

 

Viveka: Qual foi a proposta da atividade?

 

Priscila Okino: A proposta era a criação de marionetes a partir do aproveitamento de uma caixinha de suco. O objetivo era mostrar como uma embalagem pode ser transformada em um brinquedo com técnicas simples como encapar a caixinha e colar recortes de papéis e pequenas peças e objetos como tampinhas e potinhos. Além desse objetivo geral, a oficina também colabora para o exercício da criatividade e da coordenação motora. Crianças de várias idades foram colocadas frente a desafios, como, por exemplo, o de encapar a caixinha. Neste desafio, a criança se depara com etapas para que sua caixinha ganhe um visual com um acabamento bom. Ela deve colar dobrar e cortar vários tipos de materiais como os papéis e a borracha (E.V.A.). Além disso, outras ações como amassar o papel, que serve de enchimento, contribuem para o desenvolvimento da coordenação. Já no processo da imaginação fazem parte a escolha dos materiais, o aproveitamento das embalagens e a criação da personalidade da marionete construída.

 

Viveka: Como foi a participação por partes das crianças. Elas gostaram da atividade?

 

Priscila Okino: As crianças que participam da Vivekinha são de idades e vontades variadas. O grupo não muito numeroso favorece o respeito às características individuais e o compartilhamento das opiniões de cada um. Algumas crianças têm ideias mais rapidamente. Outras pensam durante um tempo até decidirem o que querem desenvolver. Quando acontece da ideia demorar muito para aparecer, a ajuda dos outros participantes é bem importante. As crianças costumam dar sugestões e eu gosto de fazer perguntas que possam levar a criança a ter uma ideia. Na construção, também acontece a diversidade de reações. Algumas crianças querem fazer tudo sozinhas e se incomodam com a intervenção do adulto. Outras solicitam muito frequentemente a ajuda. Cada caso é um caso. Eu e minha mãe, que estava presente para me ajudar, avaliamos caso a caso, o quanto devemos mesmo ajudar em questões técnicas e o quanto devemos incentivar a criança a fazer ela mesma a sua atividade.

Enfim, a Vivekinha é um espaço que preza a diversidade de processos de criação, procurando incentivar o desenvolvimento de cada um e aproveitar o convívio do grupo.

As crianças gostaram bastante da atividade e foram embora com intenção de voltar para a próxima oficina. A maioria era de crianças que já haviam participado de outras oficinas, o que faz com que eu comece a criar certo vínculo com eles. Mas havia também crianças que estavam lá pela primeira vez. Como de costume, alguns participantes mostraram o interesse em fazer mais brinquedos em casa.

 

Angela Marconato

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A Mitologia Grega no Espaço Viveka

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Qual a importância dos mitos e escritos sagrados? Por que guardamos e reproduzimos histórias e contos de tanto tempo atrás? Buscamos o sentido dos Mitos em nossa Vida cotidiana? Essas e outras questões serão debatidas na palestra “Mitologia Grega, uma introdução aos Estudos das Linguagens Simbólicas”, ministrada pela psicóloga Aceli de Assis Magalhães, no dia 21 de março (sábado), das 10h ao 12h.

 

A proposta do encontro é trabalhar, em especial, com a Mitologia Grega, mas, segundo a psicóloga, o assunto é abrangente. “A Mitologia Grega será, apenas, a figura do exemplo”, esclarece ela, que pretende ajudar os participantes a compreender outras mitologias.

 

Aceli ressalta a importância do assunto nas nossas vidas. “São escritas sagradas, assim como a Bíblia e o Alcorão, porque são construções que estruturavam a vida e seu sentido às pessoas daquele grupo.”

 

Questionada se a Mitologia Grega é uma religião, a psicóloga responde: “sim e não. Sim, porque a mitologia ao estruturar a vida dos membros de sua comunidade preserva o que construiu de sagrado”. Mas, segundo ela, não podemos trata-la com base nos dogmas religiosos que estamos acostumados na modernidade. A mitologia, a exemplo da religião, promove estruturas e códigos que disciplinam a vida dos integrantes da comunidade. Sem que as pessoas se deem conta, ela se enraíza no inconsciente da sociedade, regulando costumes, desejos e leis.

 

A psicóloga lembra que, nos primórdios das civilizações, o armazenamento de informações era precário. A cultura era passada de maneira oral e guardada no imaginário das pessoas encarregadas de transmiti-las. Sem o poder de transmissão e alcance da escrita, as crenças, mitos e fantasias, eram codificados e disseminados, principalmente, por meio das cantigas e narrativas.

 

 

Ficou interessado (a) em saber mais sobre a importância da mitologia para nossas vidas? Então o convite está feito!

 

Esperamos por vocês!

 

As inscrições para essa atividade (com certificado de participação) podem ser feitas de segunda a sexta, das 14h às 21h, na secretaria do Espaço Viveka – Rua Professora Sebastiana Silva Minhoto, 375 – Metrô Carrão. Outras informações podem ser obtidas pelo telefone: (11) 2295-7961.

 

Angela Marconato

Momento para o clássico no Espaço Viveka

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Quem participou da primeira aula do curso “Panorama da História da Arte Ocidental”, no dia 2 de março aqui no Espaço Viveka, pôde conhecer alguns aspectos históricos, sociais e artísticos da Grécia Antiga, sobretudo na cidade-estado de Atenas. A nossa arte/educadora Zilpa Magalhães apresentou uma síntese do que foi o período de Ouro dessa civilização, mostrando as transformações que, com o tempo, estabeleceram o longo e duradouro padrão de beleza, que viemos chamar de “Clássico”.

Especialmente através de exercícios de leituras de imagens, Zilpa levou os participantes a observar algumas das características de três períodos que sinalizaram o desenvolvimento social e cultural da civilização grega. “Acredito que esses exercícios de leitura podem ajudar a entender as razões das obras se apresentarem de determinado jeito. Os artistas não são seres isolados! Como todos nós, eles também estão envolvidos pelos saberes do seu tempo e da sua cultura”, ressalta a nossa arte/educadora. Os períodos a que nos referimos acima são os seguintes: Arcaico, Clássico e Helenístico.

O Período Arcaico, séculos VII a V aec, foi marcado por reformas políticas e sociais; pelo desenvolvimento dos Jogos, que não apenas reuniam competições no esporte, mas também na música, na poesia e no teatro; além das figuras dos Kouros e das Korés. Segundo Zilpa, “Kouros” e “Korés” referem-se a esculturas de homens e mulheres jovens. “Essas figuras costumam exibir extraordinária vitalidade física, notadamente pela nudez masculina, enquanto as mulheres são envolvidas por admiráveis indumentárias e acessórios, que espelham as características culturais de seu entorno. Com seus sorrisos reveladores de um “bom humor metafísico”, representam deuses em santuários, ou figuras votivas, geralmente colocadas em marcos fúnebres”, explica.

Daí seguimos para o Período Clássico, séculos V e IV aec, época de grande ascensão cultural, econômica e social, também chamada Período de Péricles.

Nesse ponto houve destaque para a incrível geometria da Acrópole de Atenas e do famoso Parthenon que, segundo Zilpa, revela uma arquitetura com “perfeita ilusão de simetria e de estabilidade harmônica”. Para enfatizar as relações de “proporção e harmonia como questões clássicas por excelência”, como diz Zilpa, também foi apresentada a figura do “Discóbolo”, escultura criada pelo grego Míron, tratando-se da imagem de um vigoroso atleta, momentos antes de lançar seu disco.

O Período Helenístico, séculos III a I aec, foi uma fase marcada pela expansão territorial da cultura grega, até a chegada do Império Romano. “De tendência mais “realista” e emocional, esse período revela uma visão mais dramática da vida”, diz Zilpa, a exemplo da figura de “Hermes com Sandália”, do escultor Lisipo, “em que somos surpreendidos pela proposital ambiguidade de seus movimentos”, completa.

A criação do teatro e a origem da tragédia grega, segundo o pensador Nietzsche, têm relação direta com essas análises. “De um lado”, Zilpa esclarece, “temos o culto à medida e à moderação, que manifestam os atributos ao deus Apolo, associado ao mundo solar, desperto e consciente. Do lado oposto está o culto à desmedida e ao excesso, que manifestam os atributos de Dioniso, deus do vinho, o Baco na cultura latina, associado ao mundo noturno, dos sonhos, do inconsciente”.

Ao concluir, Zilpa lembra que os gregos nos deixaram muitos aprendizados, entre eles os conceitos de cidadania/democracia, assim como padrões estéticos de arte. “Um dos legados dessa civilização vincula-se ao espírito da “temperança”, ou seja, suavizar nossos sentimentos, tais como: a raiva, a inveja, o ódio, o rancor, que é diferente de reprimir”, explicou.

 

O jovem Milton Soares De Morais Júnior, em bate-papo com a equipe do Espaço Viveka, achou interessantíssima a apresentação pelo fato de compreendermos a nossa própria evolução. “Quando a Zilpa fala da harmonia de uma obra de arte, pensei na importância dessa harmonia sendo cultivada entre nós humanos.” Ele acredita que cada pessoa tem suas características próprias, mas isso não significa que elas não possam viver em harmonia. “Essas apresentações são importantes para nós questionarmos até que ponto nossa visão é única”, conclui Milton, que aguarda apreensivo a próxima aula, dia 6 de abril de 2015 (primeira segunda-feira do mês), em que a nossa arte/educadora Zilpa Magalhães apresentará a arte do Período Medieval.

 

Esperamos por vocês!

O curso Panorama da História da Arte Ocidental tem sido a base da programação que ocorre até o final deste mês no Espaço Viveka.

Neste mês de março terá início as oficinas de Orientação Profissional. Na próxima sexta-feira, dia 13, às 19h os pais são convidados para conhecer o projeto e refletir sobre a participação dos pais neste momento de definição e vestibular.

A partir do dia 20 de março, as 15h30 serão 10 encontros (sempre nas tardes de sexta-feira) destinado para alunos do ensino Médio e candidatos a ensino Superior, sempre sob a coordenação de Renata Magalhães onde serão debatidos temas voltados para: investigação e conhecimento do universo das profissões; mercado de trabalho e projeção de perspectivas futuras.

Segundo Renata, aliado às mudanças físicas e psíquicas, os jovens costumam viver a insegurança da escolha profissional. Deste modo, ter que definir o futuro frente a tantas mudanças, não é tarefa fácil.  De acordo com ela, dados do Censo da Educação Superior de 2003 apontam uma crescente defasagem entre o número de pessoas que entram na faculdade, das que de fato concluem um curso universitário. “Pesquisas apontam que 53% da população profissionalmente ativa exerce profissão distinta daquela para a qual se preparou”, explica ela.

A educadora ressalta que a escolha errada da profissão pode levar a uma série de doenças, em decorrência de insatisfação psicológica provocada pelo exercício de uma atividade diferente da pretendida. “Portanto, a orientação profissional e o desenvolvimento do autoconhecimento vocacional são essenciais para a formação dos nossos jovens, que no futuro serão responsáveis e colaboradores do desenvolvimento de toda a nação”, conclui Renata, que reforça o convite para que os jovens venham refletir e descobrir sua vocação aqui no Espaço Viveka.

 

E as atividades continuam

Vivekinha: no dia 14 de março (sábado) das 9h30 às 12h30 haverá Caixinha Surpresa, Oficina de Construção de Brinquedos e Marionetes, para crianças a partir de quatro anos, com Priscila de Carvalho Okino.

Palestra de Mitologia Grega? Interessante. Há pouco falamos dos deuses, Dioniso e Apolo. Quem ficou interessado, poderá se inscrever para participar da palestra, com a introdução aos Estudos das Linguagens Simbólicas, na mitologia. O encontro será no dia 21 de março (sábado), das 10h às 12h, com a psicóloga Aceli de Assis Magalhães, que irá falar de conceitos da importância dos mitos e escritos sagrados.

E nada melhor para finalizar o mês participando de um Workshop de Escultura em Concreto Celular, dia 28 de março (sábado), das 9h30 às 13h30. A proposta da aula, explica Léia M. Freire, é brincar com a questão do esculpir, utilizando um material mais poroso do que a pedra.

Outro Lembrete: nos sábados 14, 21 e 28 de março, a psicóloga Aceli dará continuidade ao minicurso baseado no filme “Cópia Fiel”, dirigido pelo cineasta iraniano Abbas Kiarostami.  Serão discutidas ainda as relações conjugais no contexto da pós-modernidade, bem como sentimentos de vinculação social e as relações entre pais e filhos.

As inscrições para essas atividades (com certificado de participação) podem ser feitas de segunda a sexta, das 14h às 21h, na secretaria do Espaço Viveka – Rua Professora Sebastiana Silva Minhoto, 375 – Metrô Carrão. Outras informações podem ser obtidas pelo telefone: (11) 2295-7961.

Venha conferir a tabela de descontos!

 

Angela Marconato

 

 

 

 

 

 

O Espaço Passagem recebe a série “Tanto”, dialogando com o acaso.

MAGOO, Tanto2

Que tal tomar um cafezinho com a gente e saber mais sobre a última novidade que está rolando nos bastidores do Espaço Viveka? Trata-se do Passagem (*vide observação abaixo), espaço que acaba de receber a exposição de vídeo e fotografias, da série “Tanto”. A série foi idealizada pelo artista multimídia Anderson Novais, que produzirá outros quatro vídeos, ao longo dos próximos dois meses, como produto de novas experiências e vivências realizadas nas instalações do Espaço Viveka.

 

O primeiro da série chama-se: “TANTO, café sozinho” que, com a duração de 3min33s e apresentado em dois televisores de tubo, já está sendo exibido no local desde o dia 21 de fevereiro, data em que o artista esteve no Espaço para a montagem do trabalho, produzido em vídeo e sem nenhum roteiro prévio. Além do vídeo há também fotos expostas, algumas delas tiradas com o celular do artista, enquanto outras foram retiradas de frames do mesmo vídeo.

 

Com a curadoria do artista plástico Luís Octávio Rocha e a organização da nossa arte/educadora Léia M. Freire, a obra tem rendido por aqui alguns papos no mínimo estimulantes, em que visitantes expressaram seus pensamentos sobre o trabalho com falas do tipo: “dá saudade!”; “é cheio e vazio ao mesmo tempo!”; “mas, por que ele escolheu TVs tão antigas?”

 

Em bate-papo a convite de nossa equipe, Anderson (o Magoo) explica como se deu todo o processo de criação e o sentido especial que esta série tem para ele. Conta que, a princípio, foi convidado por Léia para conversar, tomar um café, e que brincou com ela dizendo que nunca tomava dessa bebida em sua casa, que o único lugar em que bebia café era no Espaço Viveka. “Enquanto preparava o café e pensava sobre o que iria fazer, surgiu a ideia de filmar e fotografar o próprio café, ali mesmo! Penso que foi naquele momento que teve início todo o meu processo de criação”, relata Anderson, que brinca ao questionar se porventura a nossa arte/educadora não teria colocado alguma poçãozinha mágica naquele café. Então, para capturar imagens pelo local, o artista diz que foi criando afinidades com os cômodos e as cores do ambiente, que ficou observando objetos, até que se deu conta de que as cadeiras e o banco (localizados na área do café) estavam desocupados. “Naquele momento percebi que eu também estava totalmente sozinho”, diz Anderson, que assim continua: “um tanto que eu estava sozinho/mais um tanto máximo de mim/eu estava me preenchendo de mim/sem precisar de uma multidão/foi o momento que eu estava completo/no ápice da minha produção”.

A partir daquele momento as imagens, como num passe de mágica, foram sendo capturadas através da câmera e do olhar sensível e poético do artista, que deixa claro que a produção do trabalho contou com a ajuda de seu lado intuitivo. “O que me ajudou a fazer esse trabalho é que eu usei da minha intuição e sensibilidade. Alcancei meu objetivo, queria me sensibilizar com o local, primeiro com meus olhos e depois com a lente das câmeras, que é mera ferramenta”, esclarece.

Questionado ainda sobre o significado de projetar o vídeo nas televisões antigas, revela que foi pelo fato de sentir que os aparelhos combinavam com o clima intimista do Espaço Viveka. “Desde o primeiro encontro procurei deixar o trabalho fluir à vontade, como se eu estivesse em minha casa. Mesmo não sendo aficionado por TV, esses aparelhos estiveram presentes em nossa casa desde o começo dos anos 80, produzindo muitas lembranças boas”, completa.

 

O convite está feito! Venham tomar um cafezinho com a nossa equipe e aproveitem para ver todo o conjunto da obra de Anderson Novais. As visitas deverão ser previamente agendadas pelo telefone (11) 2295-7961.

 

Esperamos por vocês!

 

Endereço: Rua Professora Sebastiana Minhoto, 375 – Metrô Carrão.  Para assistir o vídeo “Tanto, café sozinho” na internet, basta acessar o link: https://vimeo.com/120221407

 

*“O Espaço Passagem – Passagem: Ato ou efeito de passar, atravessar, transpor, exceder… As obras apresentadas neste espaço acompanham essas definições do dicionário pelo fato de estarem ali de passagem” – como uma plataforma de estação de trem, onde se espera para ser conduzido a uma viagem qualquer como “a passagem”, o passaporte, o bilhete que valida a sua saída.

Pode ser “uma passagem”, uma fenda, uma abertura por onde se atravessa, ou simplesmente uma ligação entre dois espaços físicos, ligando, religando os sentidos para possíveis entendimentos. Ou “na passagem”, aquilo que atrapalha, incomoda, provoca, interage. Ou “ainda só o fato de estar ali como uma ‘passagem’, episódio ou trecho de uma obra literária, um acontecimento.”

 

Estes sentidos atribuídos ao “Passagem” no Espaço Viveka foram escritos pelo nosso curador Luís Octávio Rocha, que também destaca um dos objetivos a serem alcançados com este trabalho: “aqui é um local descontraído e alegre. Procuramos estimular os “passageiros” (artistas expositores, ou simplesmente visitantes), a outros caminhos, mais sensíveis talvez, ou simplesmente diferentes da aridez tão comum ao nosso cotidiano”.

 

Angela Marconato

Cópia Fiel no Espaço Viveka

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Vivemos numa época em que “os tempos são outros”, como diz o provérbio popular. Por que não refletir a respeito dessa realidade contemporânea, sobre os sentimentos e as ilusões em nossas relações cotidianas? Essas e outras questões serão abordadas durante o minicurso oferecido pela equipe do Espaço Viveka, baseado no filme “Cópia Fiel”, dirigido pelo cineasta iraniano Abbas Kiarostami.

 

O minicurso será dividido em quatro encontros que, além de discutir nossas relações conjugais no contexto da pós-modernidade, irá considerar sentimentos de vinculação social e as relações entre pais e filhos.

 

Para psicólogos, estudantes e interessados em geral, o curso terá início no próximo sábado, dia 7 de março, às 15h. Haverá sessão de cinema com comentários da nossa arte/educadora Zilpa Magalhães, que fará uma breve abordagem sobre a linguagem poética do filme e sobre o diretor Abbas Kiarostami.

 

Nos sábados seguintes, 14, 21 e 28 de março, a psicóloga Aceli de Assis Magalhães dará continuidade ao tema, com enfoque na dimensão dos relacionamentos humanos.

 

O filme é, segundo a psicóloga, a contribuição do olhar de um diretor iraniano que contempla a nossa cultura, permitindo diversas leituras. A ideia do curso é fazer um pequeno recorte dessas leituras, olhando principalmente para as relações familiares. Segundo Aceli, “essa é uma das possibilidades que temos de nos apropriar do filme. Pretendo usar da linguagem do diretor para pensarmos as nossas relações desde a modernidade e de como elas se mantêm na pós-modernidade”. E ainda ressalta que o filme nos leva a refletir sobre as relações humanas como um todo, os nossos papéis sociais, que não garantem, por exemplo, a qualidade do relacionamento entre as pessoas, mas a mera reprodução de lugares pré-estabelecidos. “A proposta do minicurso é focar em cada aula a dimensão das relações entre pais e filhos, o papel de esposa e a relação a partir do papel de marido”, conclui a psicóloga, ao lembrar os participantes que será oferecido certificado por hora de atividade.

 

O filme Cópia Fiel é o drama que conta a história do encontro de um autor de livros (inglês) com uma mulher corajosa e forte chamada Elle (no belíssimo papel da atriz Juliette Binoche). Ela, que é dona de uma galeria de arte, vive com seu filho pré-adolescente e se vê envolvida num romance delicado, bucólico, vivido com James Miller (William Shimell). O encontro entre os dois se dá quando James (filósofo) vai à cidade da Toscana para apresentar seu livro, no qual defende a ideia de que a cópia de uma obra de arte pode ser tão encantadora quanto a original.

A discussão do tema é feita por Elle e James, que passam uma tarde juntos. Na medida em que vão se conhecendo, desenvolvem um complexo diálogo de interpretações sobre o assunto.

Elle, envolvida pelo romance, se vê obrigada a também se confrontar com seus próprios medos.

 

Abbas Kiarostami, cineasta, poeta, roteirista, produtor e escritor, nos leva a pensar até que ponto somos a cópia de nós mesmos, numa incessante procura de nos parecermos com algo original.

 

As inscrições para o minicurso podem ser feitas de segunda a sexta, das 14h às 21h na secretaria do Espaço Viveka – Rua Professora Sebastiana Silva Minhoto, 375 – Metrô Carrão. Outras informações podem ser obtidas pelo telefone: (11) 2295-7961.

 

Angela Marconato