Conscientização da reutilização da água é uma realidade no Espaço Viveka.

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Nos últimos meses, uma enxurrada assustadora de más notícias tem sido, digamos, ‘bebida doce’ para alguns veículos de comunicação e para alguns dos nossos governantes, no que diz respeito à atenção redobrada quanto à crise hídrica que a cidade de São Paulo vem enfrentando, e que agora já se espalha para outros estados brasileiros.

Diante da crise (tragédia) anunciada, as pessoas viram-se na obrigação de mudar rapidamente seus hábitos para evitar o desperdício de água, construindo cisternas e criando toda sorte de engenhocas caseiras para captar e armazenar a água da chuva. O nome disso é conscientização. E por falar nela, veja o que ocorre aqui no Espaço Viveka. Há exatos 8 anos, muito antes da maioria de nós, o uso consciente da água já era prática habitual por aqui, tanto na economia quanto na questão da reutilização.

A Psicóloga Aceli de Assis Magalhães, que compõe a equipe do Espaço Viveka, explica como é feito o recolhimento e o tratamento da água, que é distribuída para as duas caixas que ficam logo na entrada do Espaço. Todo esse trabalho, segundo ela, é uma construção coletiva e todos acompanharam as orientações. “Na época já prevíamos uma série de situações de bom uso na estrutura do Espaço Viveka, desde a captação de energia solar, que só não foi possível em função da falta de profissionais e por questões econômicas. Porém, o custo da caixa de reuso estava acessível e discutimos o tema coletivamente, sendo que as instalações das caixas e seu funcionamento exigiram árduo trabalho de toda a nossa equipe”. Aceli lembra ainda que tudo isso foi potencializado pelo desinteresse de empresas, que não orientaram e demonstraram pouco empenho na instalação do sistema, isso sem falar da sonegação de informações técnicas.

O processo de funcionamento das caixas d’água, esclarece a psicóloga, é muito simples, pois a casa foi abastecida de amplo sistema de encanamentos, de forma a captar toda a água da chuva, além da água usada nas torneiras dos banheiros, principalmente a água utilizada com sabão. Toda essa água vai direto para as duas caixas de reuso. Uma dessas caixas, por intermédio de uma bomba, lança a água para outra caixa que fica na parte de cima da casa; todas são tratadas com cloro (quantidade definida por uma equipe técnica em química). Essa água é reutilizada somente para dar a descarga nos vasos sanitários. Já a água que sai das torneiras da cozinha e do ateliê de cerâmica percorre normalmente o caminho para o esgoto.

Aceli garante que a economia de água compensa, mas os custos requeridos pela manutenção bimestral do sistema, feita por equipe contratada, somados aos custos com o cloro, desequilibra a conta. “Pesquisamos muito e aprendemos que alguns cuidados com o sistema seriam de fato necessários, mas o que nós questionamos é o porquê das empresas não estudarem formas mais simples de manutenção do sistema e que gerem mais economia e menos burocracia ao consumidor final. Descobrir um novo produto que venha a substituir o cloro, por exemplo, seria excelente para evitar a corrosão que esse produto ocasiona aos vasos sanitários com o passar do tempo”.

Questionada quanto à crise hídrica em que vivemos, Aceli alerta que o correto uso da água deve ser pensado seriamente por todos, principalmente porque estamos imersos num sistema perverso, que segrega informações. E completa: “temos água para não faltar, mas é importante que se aprenda a usá-la com consciência”. Esclarece ainda que a água “tem sido objeto de uso político e de interesses econômicos, o que tem nos levado a essa crise sem precedentes”.

Para Aceli, a crise da água está ligada diretamente à falta de compromisso social por parte de todo um sistema econômico. “Existe uma organização manipuladora em torno dessa propaganda sobre a falta d’água. Analiso que estamos sendo todos, de alguma forma, prejudicados e enganados, mas diante dos tais fatos não devemos somente nos preocupar com a questão do reuso da água, precisamos fazer uma verdadeira reorganização da nossa forma de estar na vida”. E completa, convicta: “Discordo totalmente que exista falta d’água. O que existe é o mau uso da água, e por detrás disso, interesses econômicos e políticos. Quais? Eu não saberia dizer”. Em sua opinião, as informações não são devidamente repassadas à população. Ela aproveita para lembrar que o ser humano diante do tifo e de tantas outras doenças criou vacinas, e que certamente criará saídas de sobrevivência para uma crise como essa. Ela também cita o exemplo de pessoas que estão gerando eletricidade doméstica com técnicas inventadas em casa. “Acredito que nós vamos achar saídas domésticas, porque a força da sobrevivência será maior do que a manipulação e o desinteresse. Precisamos demonstrar nossa indignação para todo esse sistema que manipula informações e produz essa situação, tão ameaçadora”.

Ao concluir, Aceli lembra que não existe vida sem água, e reforça que há água suficiente para o homem continuar sua longa existência. “Não tenho a menor dúvida de que ela está sendo mal usada e que tem sido alvo de interesses políticos que, repito, não sei dizer quais são. O que sei é que a terra é azul, e é assim por conta da própria água, que nos brinda refletindo a beleza do azul celestial. Então, se temos água e ao mesmo tempo estamos sentindo sua falta, é porque não estamos sabendo usar”, e finaliza lembrando de duas músicas que marcaram fortemente sua vida, principalmente quando ela menciona o Planeta Azul: “Terra”, composição de Caetano Veloso; e “Planeta Água”, de Guilherme Arantes.

 

Angela Marconato

 

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Panorama da História da Arte Ocidental e Simbolismo do Corpo Humano, no Espaço Viveka

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Estamos nos aproximando do mês de março e a Equipe do Espaço Viveka já preparou sua agenda que, diga-se de passagem, vem preenchida de novidades imperdíveis e memoráveis.

 

No dia 2 de março, segunda-feira, das 19h30 às 21h30, a nossa arte/educadora Zilpa Magalhães dará início ao Panorama da História da Arte Ocidental, iniciando pela Grécia Antiga. Nos próximos oito encontros, que acontecerão no decorrer deste ano, os interessados poderão conhecer um pouco mais sobre: o Período Medieval, época dos grandes castelos e das imagens carregadas de significados metafísicos, com início no século V da nossa era; o Renascimento, que retoma os ideais de equilíbrio e proporção da arte grega, e o Maneirismo com imagens de intenso movimento, séculos XV e XVI; seguindo para o Barroco e o Rococó, das oposições doídas e profundas do primeiro, aos prazeres sensoriais do segundo, século XVII a inícios do século XIX; posteriormente veremos como o Neoclassicismo retorna aos ideais clássicos, enquanto o Romantismo prefere seguir ideais mais subjetivos e emocionais, do final do século XVIII e começo do século XIX; depois, vamos nos deliciar com os efeitos de luz e de cor dos Impressionistas e dos Pós-Impressionistas, do final do século XIX; entraremos então no século XX para conhecer as vanguardas históricas (Cubismo, Expressionismo, Surrealismo etc.) do Período Modernista e finalizar os estudos trazendo as hibridizações da arte Pós-Moderna e Contemporânea, da segunda metade do século XX em diante.

A finalidade dos encontros, segundo Zilpa, é desenvolver com as pessoas diferentes leituras de imagens e conhecer os contextos históricos e culturais que possibilitaram essas construções. “Para começar, proponho conversar um pouco sobre o que chamamos de ‘clássico’, palavra que até hoje é atribuída a determinados objetos ou pessoas. Entender, por exemplo, o porquê da imagem ter sido construída daquele jeito e como os acontecimentos de seu tempo podem estar refletidos ali”, conclui Zilpa.

Voltado para estudantes e interessados em geral, os encontros serão realizados no Espaço Viveka uma vez por mês, sempre às segundas-feiras.

 

Simbolismo do Corpo Humano, seus aspectos Psicossomáticos e Psicoterapia Corporal

 

Esta será a próxima atividade oferecida no Espaço Viveka, com início marcado para terça-feira, dia 3 de março. O encontro terá início às 14h00 com término às 16h00, com a coordenação da psicóloga Magda Domingues (pós-graduada em psicologia psicossomática e em técnicas corporais). A proposta da psicóloga é montar um grupo de estudos com profissionais da área da saúde e outros, direcionado, principalmente, a quem se interessa por psicossomática e trabalhos corporais. Os encontros serão realizados no decorrer do ano e a duração total será de 68 horas.

Magda explica que a proposta da atividade é a compreensão do simbolismo do corpo humano; o que representa cada órgão no processo da somatização da doença. Diz que as doenças, geralmente são desencadeadas por dificuldades emocionais e exemplifica: “Se uma pessoa adoece no fígado, ela precisa entender o que simboliza esse órgão, para melhor compreender a origem da doença e quais são as questões emocionais que, nela, estão envolvidas”. Acredita que “ao olhar atentamente para a doença e para o simbolismo do órgão adoecido a pessoa compreenderá melhor a sua dinâmica de vida e terá a condição de buscar a transformação (fazer a morte simbólica). A partir desta consciência, poderá mudar seu jeito de viver e trilhar o caminho da cura”.

Além de abordar o simbolismo do corpo humano e os aspectos psicossomáticos, ensinará também algumas técnicas corporais como uma prática de psicoterapia.

As inscrições para o curso Panorama da História da Arte Ocidental e para o grupo de estudo sobre o Simbolismo do Corpo Humano podem ser feitas de segunda a sexta-feira, das 14h00 às 21h00 na secretaria do Espaço Viveka – Rua Professora Sebastiana Silva Minhoto, 375 – Metrô Carrão. Outras informações podem ser obtidas pelo telefone: (11) 2295-7961.

 

Angela Marconato

Espaço Viveka oferece aulas de desenho, pintura e escultura, em Ateliê Livre.

O retorno às atividades no Espaço Viveka já está bombando desde o início de janeiro deste ano. Quem nos deixou a par dessas novidades foi a nossa arte/educadora Zilpa Magalhães, ao destacar os acontecimentos nos ateliês que oferecem aulas de desenho, pintura e escultura.

Segundo Zilpa, as aulas ministradas no Ateliê de Desenho e Pintura visam desenvolver práticas expressivas, abrangendo estilos e técnicas diversificadas. Assim, grande parte desse desenvolvimento dependerá do que cada aluno está buscando, “como aprender a reproduzir imagens realisticamente (como costumam dizer); ou aprender a criar imagens por si mesmos (especialmente as abstrações); ou ainda desenhar e/ou pintar apenas para relaxar, como um lazer criativo”, diz ela. Por outro lado o Curso Especial de Desenho, que também é oferecido no mesmo ateliê, proporciona um movimento mais diretivo, com apostilas que visam teorias e práticas em linguagem visual. “Ao embaralhar grupos com interesses variados”, completa Zilpa, “notamos que, geralmente, as trocas de conhecimentos e aprendizagens entre os colegas tornam-se mais acentuadas, promovendo a curiosidade e auxiliando o compartilhamento”.

Já o Ateliê de Escultura, sob a orientação da também arte/educadora Léia M. Freire, propõe desenvolver peças em cerâmica, concreto celular, pedra sabão, mosaico, entre outros, em que o processo de trabalho (passando pelo projeto inicial, a modelagem e/ou escultura em si mesma e as finalizações) é incentivado e atendido de forma personalizada (pessoalmente por ela).

É bom lembrar ainda que esta pode ser a melhor ocasião para chamar os pré-vestibulandos/2016, interessados nos cursos preparatórios para as provas de habilidades específicas, a exemplo das que ocorrem na USP, UNESP, UNICAMP, BELAS ARTES etc.  As áreas contempladas aqui são: arquitetura, artes visuais, design gráfico e design de moda. “Nosso trabalho visa não apenas uma preparação técnica para ingressar nas universidades que os alunos escolhem, mas um desenvolvimento formativo, abordando os temas teórico-práticos específicos das áreas escolhidas, além de conhecerem melhor seu futuro meio profissional”, confirma Zilpa.

As aulas nos Ateliês de Arte do Espaço Viveka, como dito inicialmente, já estão acontecendo desde o início de 2015. Lembramos também que os Ateliês Livres, que funcionam como um lugar aberto àqueles que apresentam vontade de criar e onde se pode experimentar, manipular e produzir um ou mais tipos de arte, não dependem do fechamento de turmas, em que os interessados poderão matricular-se a qualquer momento.

As inscrições podem ser feitas de segunda a sexta-feira, das 14h00 às 21h00 na secretaria do Espaço Viveka –  que fica na Rua Professora Sebastiana Silva Minhoto, 375 – próxima ao metrô Carrão. Outras informações podem ser obtidas através do telefone: (11) 2295-7961.

E atenção caros leitores, fiquem atentos aos nossos próximos posts, em que divulgaremos uma programação toda especial, que irá acontecer no decorrer deste ano aqui no Espaço Viveka. Com certeza uma delas será uma de suas escolhas!!!

 

 Angela Marconato

 

6 de fevereiro de 2015 007_a ateliê-1barro1desenho-2pré-vest1