Projeto “Presença – A criança na sua FelizCidade”

12999_595580537151694_1333546105_nA RedSolare Brasil, em parceria com o Instituto Para Além do Cuidar e o Espaço Viveka vem convidá-lo a participar de uma vivência de confecção de bonecas.
Esta vivência  é um meio e não um fim em si mesmo. Ela faz parte do Projeto “Presença. Criança na sua FelizCidade”, que tem como objetivo maior ocupar os espaços públicos com segurança  como uma das iniciativas de mobilização e fomento à rede de articulação da cultura da infância.

Vivência

Dia 20 ou 27 de setembro de 2013 (sexta-feira)

Horário: 15h as 17h

Local: Espaço Espaço Viveka: R. Profa. Sebastiana Silva Minhoto, 375 – Tatuape São Paulo próximo ao metro Carrão.

Telefone: (11) 2225-1285.

Gratuito

Traga sobras de tecido, botões, lã , linha, tesoura e um prato de doce ou salgado para um café da tarde comunitário

Projeto “MAIS FELIZ” no Espaço Viveka

Projeto Mais Feliz

 

O Projeto “Mais Feliz” é um programa desenvolvido para Adolescentes e Adultos, de ambos os sexos, com necessidades especiais leves e Síndrome de Down.

O Projeto aborda os seguintes tópicos:

- Moda
- Etiqueta
- Postura
- Imagem
- Personal Shopping

O Programa pretende que seus frequentadores  se observem e desenvolvam atitudes que os façam sentirem-se bem e adequados em ambientes sociais,  incentivando-os a compreensão de seu espaço, melhor trato com sua imagem e consequente socialização, favorecendo assim a elevação de sua autoestima.

Foca, por exemplo,  a escolha de  suas vestimentas e a criação de diferentes maneiras de uso, mais adequadas a sua pessoa. Promove também o desenvolvimento de posturas e comportamentos que favoreçam suas relações interpessoais. E ainda, atitudes e expressões mais eficientes em ambientes sociais diversos, incluindo os ambientes onde poderão desenvolver atividade profissional.

O Projeto pretende, assim, despertar nos frequentadores, entusiasmo  para viver a vida Mais Feliz.

Treinamento ministrado pela consultora de moda e Estilo: Lú Santoro

Contatos: E-mail: projetomaisfeliz@yahoo.com.br

Portfólio Online: http://www.kawek.com.br/projetomaisfeliz-87838

ou Facebook: Projeto “Mais Feliz”

Práticas e éticas no Universo do Graffiti.

Visão Antropológica: Tribo Urbana

Comumente o grafiteiro tem o ato de pintar, entre outras coisas, como uma diversão, liga pros amigos, geralmente da mesma crew[1], pra marcar o rolê[2], isso quando não vai sozinho. Pede autorização de um muro ou então chega pintando. Porém há uma ética entre os mesmos, pois se alguém pintou um determinado local, ali passa a “ser dele”, e outro só poderá pintar por cima, sem problemas, com o consentimento do mesmo. Caso contrário é um atropelo[3], como um ataque, uma agressão a quem pintou primeiro.

No início o grafiteiro tinha um vínculo maior com a música rap e o breakbeat devido o graffiti ser um dos quatro elementos da cultura hiphop, mas com o passar do tempo, este foi tornando-se mais independente, e consequentemente desvincula-se de um gênero musical específico. Ou seja, o graffiti continua a ser um dos quatro elementos, porém, nem todo grafiteiro é do hiphop. Pelo mesmo motivo, e também pelo envolvimento com o skate, usava-se mais as roupas largas, o que também mudou, apesar de alguns ainda seguirem essa tendência. O graffiti é um movimento bem diversificado nesse sentido, tendo cada um seu estilo próprio, porém o que praticamente todo mundo usa quando vai pintar é a mochila ou bolsa, como forma de carregar seu material (sprays, caps[4], rolos e látex), assim como a roupa “suja” de tinta.

O graffiti como um todo não tem dono, é feito por vários indivíduos e várias crews. Sendo assim qualquer um começa ou para de pintar quando quiser. Porém para se entrar em uma crew é preciso um consenso. Ou a pessoa é convidada para entrar, o que é mais comum, ou ela pede, e que pode ser negado dependendo a situação. Num geral as crews, ou coletivos como alguns tem chamado recentemente, são formadas por amigos, então, esse processo se dá de forma bem natural. Devido a algum conflito um grafiteiro pode deixar de assinar aquela crew ou então ser expulso daquele grupo, mas não do graffiti. Porém há algo que é repudiado pelo movimento todo, a cópia, feito geralmente pelos mais novos. O grafiteiro que copia o estilo do outro é chamado de toy ou bafo, sendo este desconsiderado pelos demais.

Os grafiteiros “dividem” o espaço urbano com vários outros grupos interventores como no caso da pixação, havendo então uma idéia de respeito e consideração com o trabalho alheio, evitando assim o atropelo. Há uma rivalidade, se assim podemos dizer, entre os bombers[5], que estão mais próximos à idéia do vandalismo, e a polícia, já que o graffiti está previsto como crime ambiental no artigo 65 da lei nº 9.605, de 12 de fevereiro de 1998. Sendo que, apenas recentemente saiu outra lei, nº 12.408 de 25 de maio de 2011, que “permite” o graffiti arte desde que se tenha autorização do proprietário do muro, que na verdade, é o que já acontecia na prática.

Sendo a rua o local dessa manifestação, é na rua que estes se encontram para produzir seus trabalhos. Salvo alguns momentos de trabalhos comerciais[6] ou algum projeto específico em que o grafiteiro pinta em espaços fechados como galerias, espaços culturais, lojas e etc. Lembrando também, que estes grupos reúnem-se em outros momentos que não para pintar, por exemplo, em vernissages[7] de exposições de grafiteiros. Um hábito comum nesses encontros é a troca de desenhos em seus blackbooks[8]. Principalmente dos mais novos para os mais velhos, aquela folhinha[9] é quase como um autógrafo. Outro local que é possível encontrar alguns de forma esporádica é nas lojas especializadas em graffiti.

(retirado da monografia Graffiti por quem faz – o graffiti na visão de novos artistas, por Patrick Toledo)

 


[1] Grupo de grafiteiros.

[2]Sair pra pintar.

[3]Passar por cima do trabalho de outra pessoa.

[4]Pinos da lata spray.

[5]Quem pratica o bomb(graffiti ilegal).

[6]Encomendas. Trabalhos remunerados.

[7]Abertura de uma exposição, geralmente com coquetel.yg

[8]Livro negro. Caderno de esboços.

[9]Termo usado pra pedir o desenho do outro.