Viveka e as emoções vividas no Rio de Janeiro.

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De 13 a 16 de abril a equipe do Espaço Viveka, juntamente com um grupo de mais de vinte pessoas, realizou uma viagem com destino à cidade do Rio de Janeiro. Trata-se da série Percepções Urbanas: “Arte, Arquitetura e Paisagismo”, com roteiro construído pelo professor Luís Octávio Rocha, que conduziu os participantes a uma proposta encantadora e cheia de emoções, além de incentivar a troca de experiências de vida entre os integrantes do grupo. O passeio também contou com a participação de pessoas vindas de Curitiba (PR), Campinas (SP) e da própria cidade do Rio de Janeiro.

Na oportunidade, os participantes conheceram alguns espaços com arquitetura inovadora, contracenando com prédios históricos e, é claro, a natureza exuberante daquela cidade, que despertou sensações e emoções. O percurso foi iniciado no Outeiro da Glória, seguindo depois ao VLT (Veículo Leve Sobre Trilhos), em direção ao Terminal Santos Dumont; Região Portuária (Porto Maravilha); Visita ao Museu do Amanhã, um projeto de Santiago Calatrava; Museu de Arte do Rio (MAR) e o Sitio Burle Marx, em Guaratiba. Aqui muitos dos nossos turistas mostraram-se atraídos pelo brilho das plantas, pelas gamas de cores e formas dos jardins, tudo em aberto diálogo com a paisagem e a arquitetura do lugar. Ao desvendarem a pluralidade das contribuições culturais de Roberto Burle Marx (1909-1994), mencionaram a incrível coerência desse arquiteto-paisagista, que transitou por tantos materiais diferentes, além de arrebanhar peças de arte de outros tempos e localidades.

Os participantes também conheceram a Cidade das Artes, do arquiteto Christian de Portzamparc; a Escadaria Selarón e o Parque das Ruínas, em Santa Tereza, que permitiu ao grupo assistir a um lindo pôr do sol com música ao vivo.

No encerramento, que ocorreu no domingo (16/4), um dos passeios foi o da Balsa para o MAC de Niterói, culminando com um saboroso almoço na residência do casal Walsey e Leila, que também participou do passeio. O grupo ficou maravilhado com tanta dedicação e carinho.

 

Na opinião de Adriana Fernandes, a viagem foi maravilhosa. “Vi florescer todo o conhecimento que adquiri com minha mestra Zilpa e todos os demais da Viveka. Amei todos os lugares. O Sítio Burle Marx foi fantástico, principalmente por conhecer a vida dele e o presente que ele nos deixou. A Escadaria Selarón foi uma surpresa viva e pulsante”, conta Adriana.

Outra participante que ficou encantada com o passeio foi a Paulinha, eximia conhecedora de cinema e Rock. “Nós fomos dignos de prêmios em Cannes, Veneza e Berlim. Também foi genial conhecer um grupo de pessoas tão diferentes, que se integraram com tanto carinho”.

 

Quem também marcou presença foi a Lu Fernandes, que elogiou o roteiro. “Não dá para destacar algo em especifico, porque os contrapontos foram incríveis e necessários, mas o êxtase foi o Burle Marx, seguido de mais um: a Igreja da Candelária”, descreve ela ao dizer na sequência que fazia muitos anos que não frequentava o Espaço Viveka.

 

“Foram dias especiais. Vivenciamos novos modos de estar no mundo, de ver, de sentir e perceber”, destaca a professora de Filosofia da Faculdade Estadual do Paraná, Stela Maris da Silva, que veio especialmente da cidade de Curitiba acompanhada de sua neta.

 

Já na opinião da Cláudia Barbosa, o passeio foi um misto de sensações e descobertas de lugares, ao lado de pessoas com múltiplas formações. “Vivenciar locais, apenas vistos em fotos e televisão, é como voltar a ser criança. É aprender de verdade. Encantamento com o potencial da natureza e do humano. Agregando criatividade imaginária, criando espaços de vida integrada, gerando cultura a quem transita pelos espaços”, explica ela ao parabenizar as contribuições do professor Luís Octávio e das nossas arte-educadoras Léia M. Freire e Zilpa Magalhães. “Eles foram sendo o arremate ao meu olhar curioso por tantas belezas. Que bom seria se muitas pessoas pudessem ter uma oportunidade como esta. Grata por tudo e por todos os envolvidos”.

A proposta do passeio, segundo o casal Arlene e Nivaldo Fraile, esteve focada em lugares de grande importância arquitetônica. Contudo, para eles, as melhores impressões foram marcadas pela troca e interação do grupo, desde as observações e vivências com as pessoas, com o espaço físico, com o entorno, com o fluir das informações e das emoções. “Foi um verdadeiro espetáculo. Foge do lugar comum de roteiros totalmente convencionais, “turísticos”, e muitas vezes desinteressantes”, descreve Arlene ao fazer uma citação sobre o último dia: “Fomos todos convidados a participar de um almoço na casa de pessoas muito queridas, que nos acolheram com muito carinho”.

E para finalizar esse texto, apresentamos abaixo um haikai feito por uma das participantes, a poetisa Katia Marchese, que agradece em especial a equipe do Espaço Viveka: “A vocês que nos unem, deixo aqui uns versos de pés quebrados para agradecer a vivência”.

Visitações:

Ruinas, demolições

Pedras da cantaria.

Germina flor burlesca

Aos pés dos nossos olhos

Os jardins da resistência.

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“Mistérios do Japão” foi tema de palestra no Espaço Viveka

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Na tarde do dia 11 de março, a sala Anita do Espaço Viveka foi palco de uma palestra inédita, que emocionou os convidados. O encontro abordou os Mistérios do Japão: uma viagem por meio de experiências sagradas, de mistérios e significados da cultura japonesa, suas lendas mitológicas, passando por números, proporções e música. Trata-se de um estudo apresentado de forma surpreendente pela empresária, escritora e contadora de história Tiemi Yamashita e pelo professor, arquiteto e designer Edson Tani (formado pela FAU-USP e Mestre pela Universidade Mackenzie).

 

“A palestra Mistérios do Japão é um trabalho que reúne o encantamento das Lendas Mitológicas Japonesas e curiosidades a respeito das artes, design, música e sua relação com a proporção área”, explica Tiemi, que durante a atividade no Espaço Viveka apresentou-se vestida de gueixa.

 

Com base nesses estudos, o termo “sustentabilidade” foi amplamente debatido pelos dois profissionais. Tiemi diz que a atual escassez de recursos está acelerando a tomada de consciência por parte da sociedade. “Talvez seja o momento ideal para compreendermos que podemos fazer escolhas mais sustentáveis em nossa vida. Eu costumo fazer três perguntas antes de consumir: É barato? É caro? É sustentável? Quando incorporamos a consciência do que é sustentável, as escolhas se tornam mais simples”, pontua.

 

Ela propõe a expressão japonesa “Mottainai”, cuja tradução indica muito mais que não desperdiçar. Esse termo, segundo Tiemi, nos remete ao real valor dos recursos que temos à nossa disposição. “Isso nos provoca uma reflexão se estamos sendo dignos de ter esses recursos. Essa consciência é que nos desperta para a gratidão e, por isso, não devemos desperdiçar nenhum recurso, seja ele tangível ou intangível”, enfatiza.

 

Ainda segundo a escritora, o projeto Mistérios do Japão surgiu do encontro de seu trabalho com as lendas japonesas, ligados aos estudos de Proporção Áurea do arquiteto Edson Tani, que é um especialista neste assunto. Essa relação, segundo ela, é muito forte com a sustentabilidade.  “Há três anos voltei de uma viagem e estava fascinada com o livro Os Japoneses, da Célia Sakurai. Na ocasião, comentei com o Tani que tinha vontade de fazer uma palestra abordando curiosidades da Cultura Japonesa. Ele topou. Começamos a trabalhar no tema e descobrimos que não existia literatura fazendo esses links e criamos uma palestra com uma abordagem inovadora. Tani apresentou aspectos da cultura e pontuou sua relação com Proporção Áurea e as artes. O trabalho ficou lindo e muito rico em termos de conteúdo”, conclui Tiemi Yamashita.

 

Na opinião da artista plástica Adriana Fernandes de Oliveira, a palestra, além de ser emocionante, trouxe aprendizados do Japão que ela desconhecia. “Achei muito boa porque falou da cultura do Japão de forma abrangente e veio de encontro com uma pesquisa que estou fazendo. Fiquei encantada com a contação de histórias, principalmente o instrumento musical que transforma as imagens em música. É impressionante!” Quanto à sustentabilidade, Adriana acredita que a sociedade está mais consciente, até mesmo por necessidade. ”A visão que passaram durante a palestra tem um sentido maior, porque está integrada ao sentido da vida, de sermos gratos aos recursos sem desvaloriza-los”, finaliza ela ao sugerir que poderia ter algum material virtual para ser enviado aos participantes sobre a temática.

 

Quem também participou da palestra foi a professora de dança Luciana Fernandes, que se surpreendeu com o conteúdo passado de forma leve e criativa. “Aprender sobre a cultura japonesa, por meio da geometria foi extremamente importante. O tema foi apresentado de forma lúdica, permeada pela narrativa dos mitos japoneses. Algo também marcante foi a entrada da contadora de histórias e também o momento em que foram extraídos sons das imagens”, conta Luciana ao dizer, na sequencia, que o termo sustentabilidade é um caminho a percorrer, mas os primeiros passos, segundo ela, já foram dados.

 

Para saber mais sobre o Mottainai acesse o canal do youtube: https://www.youtube.com/watch?v=hfKRsVlRBV8

 

 

 

Agora é a vez de Beleza Americana

 

O que é certo e o que é errado? O que realmente vale a pena? O que faz sentido? Essas são algumas das questões que serão abordadas após a exibição do filme Beleza Americana, na sala Anita do Espaço Viveka, no próximo sábado (01/04), às 14h30. Após a sessão de cinema será realizado um debate com as psicólogas Ana Maria Ferreira e Carolina Kokkinos.

 

Com estreia em 1999, o longa do diretor Sam Mendes, ganhou cinco estatuetas do Oscar, incluindo a de melhor filme. O filme é incrivelmente misterioso em função de um dos protagonistas, Laster Burnhan (Kevin Spacer), que se dá conta que não suporta mais o seu emprego. Ele também se sente impotente e infeliz em todos os sentidos. Mas o roteiro do filme é envolvente e faz que com a história tenha um final surpreendente.

 

O nome do filme Beleza Americana foi escolhido em função do nome de um tipo de rosa cultivada nos Estados Unidos, que não possui espinhos, ou cheiro. Seria uma referência ao vazio dos americanos comuns que tentam parecer ser o que não são.

 

Participe!

 

É necessário realizar inscrição antecipadamente com a Jacqueline no telefone (11) 2295-7961, a partir das 14h. O Espaço Viveka fica localizado na Rua Professora Sebastiana Silva Minhoto, 375 – próxima ao metrô Carrão, em São Paulo. Outras informações podem ser obtidas também pelo telefone: (11) 99225-2074.

 

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A travessia humana em A HORA E A VEZ DE AUGUSTO MATRAGA, no Espaço Viveka

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“Matraga, não é Matraga, não é nada, ou melhor, Matraga é Esteves, o nhô Augusto Esteves, filho do Coronel Afonso Esteves, lá das pindaíbas (…)” “(…) Eu vou pro céu pro bem ou pro mal, nem que seja a porrete (…)” “(…) Deus mede a espora pela rédea e não tira o estribo do pé de arrependimento nenhum (…)” “(…) Que é? você tem perna de Manoel Fonseca, uma fina outra seca (…)” “(…) A roupa lá de casa não se lava com sabão, lava com ponta de sabre e bala de canhão (…)” ”(…) Mariquinha é como a chuva, boa pra quem quer ver, ela sempre vem de graça, só não sei quando ela vem (…)”.

 

Os trechos acima fazem parte do conto de Guimarães Rosa, “A hora e a vez de Augusto Matraga”, do livro Saragana. Esses fragmentos foram alguns daqueles ressaltados pela professora de literatura Neusa D’Onofrio, que deu início à contação dessa história na tarde do último sábado (18/03), na sala Anita do Espaço Viveka. Utilizando-se de recursos sonoros como pandeiro, pau de chuva, reco-reco, entre outros, ela contou e encantou o público com seu jeito ímpar de mergulhar no clima do sertão roseano.

 

Após concluir a narrativa, que deixou muita gente emocionada, a professora colocou uma apresentação em Power Point, para que os convidados resgatassem e analisassem a travessia mítica do conto. Segundo ela, a dimensão mítica é constante na obra de Guimarães Rosa, que ultrapassa a barreira do regionalismo para ocupar um espaço/tempo maior. “A ideia é mostrar que, independente do local, do espaço, do lugar onde se vive e da língua que se fala, ou da época em que se insere a narrativa, o pensamento e a imaginação expandem-se para uma região mais etérea, mais mítica. O conto trata da própria travessia humana, onde nós nos identificamos com o texto, envolvidos também com as forças do bem e do mal, existentes em muitos de nós”, afirma Neusa.

 

A seguir, em atmosfera de muito entusiasmo, Neusa abriu espaço para que os presentes pudessem fazer seus comentários, enriquecendo ainda mais a atividade.

 

Um dos participantes foi o tradutor Carlos Henrique França Rangel, que disse que a atividade explorou uma abordagem de Guimarães Rosa, que até então ele desconhecia. “A partir dessa narrativa, abri o caminho para fazer uma exploração maior do aspecto do autor. Como se trata de temas universais, entre o bem e o mal, as provações e as transformações que cada um de nós vivencia, conseguimos resgatar temas com maior abrangência. Sendo uma estrutura mítica conseguimos identificar essa relação com as nossas vidas”, explica Carlos.

 

Na opinião da geógrafa aposentada Sueli Rodrigues Gualtieri, a guerra de Augusto Esteves Matraga é a guerra de todos nós. “Ele começou como nhô Augusto Esteves e ficou como nhô Esteves e depois por último ele era Augusto. Em nossas vidas sofremos todo esse processo. Na medida em que envelhecemos vamos perdendo nossas funções sociais, deixamos de ser algo para ser outro ser. É um processo não só interior, mas que nos leva para outras passagens”, diz Sueli que elogiou a professora Neusa pela capacidade de guardar um texto longo, ser fiel à narrativa e fidedigna a obra. “Ela conseguiu passar para nós a leitura de Guimarães Rosa e não a leitura da Neusa, porque nós, na maioria das vezes, tentamos colocar as nossas interpretações”, conclui ela.

 

A adolescente Vivian Rocha Alves, de 13 anos, questionada sobre o que achou da atividade, disse que adorou o conto, principalmente porque é diferente dos livros que ela lê. “Leio autores totalmente opostos, mas a partir desse conto, sem dúvida, fiquei curiosa para conhecer mais sobre Guimarães Rosa. Percebi que cada um de nós tem dois lados, que muitas vezes nos deixa em dúvida em fazer ou não fazer determinada coisa”, diz Vivian que adorou a forma como foi narrado o conto, principalmente, com a ajuda de alguns instrumentos, que contou com o auxílio das expressões faciais e corporais, utilizadas pela professora Neusa D’Onofrio, que deu ainda mais vida à obra do autor.

Por fim, o evento foi encerrado com um bate-papo movido a café e bolo (feito pela própria Neusa), no cantinho do CafeZinho do Espaço Viveka.

 

Mais atividades vêm por aí

 

No próximo sábado, dia 25 de março, das 9h às 16h, a equipe do Espaço Viveka promove um novo evento intitulado Jogos e Cognição, voltado para psicólogos, estudantes de Psicologia, Psicopedagogos e Terapeutas Ocupacionais. Um dos objetivos da atividade é trabalhar com a memória e a atenção na aprendizagem, por meio de jogos e funções cognitivas observadas.

 

É necessário realizar inscrição antecipadamente com a Jacqueline no telefone (11) 2295-7961, a partir das 14h. O Espaço Viveka fica localizado na Rua Professora Sebastiana Silva Minhoto, 375 – próxima ao metrô Carrão, em São Paulo. Outras informações podem ser obtidas também pelo telefone: (11) 99225-2074.

 

Outra novidade que vem por aí, é a primeira Sessão Pipoka do ano, com a exibição do filme Beleza Americana, com os comentários das psicólogas Ana Maria Ferreira e Carolina Kokkinos. A sessão de cinema será no dia 01 de abril, às 14h30. Participe!

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Cézanne em: “Leituras da Obra de Arte”, no Espaço Viveka.

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O minicurso Leituras da Obra de Arte realizado na Sala Anita do Espaço Viveka,  (sábado, 04/03), contou com a participação de um grupo de pessoas que, através de exercícios de leitura de imagens, foi convidado a buscar e relacionar sentidos, assim como a experimentar novas e outras visualidades.

A atividade foi mediada pelas nossas arte-educadoras Leia M. Freire e Zilpa Magalhães. De início, elas propuseram uma breve análise do logotipo do Metrô de São Paulo. Com o intuito de “ver de um jeito diferente o que olhamos todos os dias”, Léia explica que “essa prática tem ajudado a aquecer a turma, desenvolvendo percepções visuais através da geometria, da cor e da localização em que a marca é inserida, dentre outras coisas”.

A seguir, elas ofereceram para análise a imagem do quadro “Madame Cézanne na Serra”, do artista francês Paul Cézanne (1839 – 1906), que retratou a própria esposa vinte e nove vezes por mais de vinte anos. “A proposta foi fazer com que cada participante observasse a imagem, procurasse entender o que os olhos conseguem capturar em dado momento, acionar pensamento, imaginação e reflexão a partir disso, e reconhecer, inclusive, o contexto histórico-cultural em que esse artista está inserido”, explicou Zilpa. Na medida em que cada participante foi avaliando a imagem, o debate era ampliado, gerando ainda mais reflexão sobre o tema. “É impressionante que num primeiro momento, ao vermos a obra, construímos um julgamento. Mas, depois, percebemos que nos equivocamos. O exercício é uma desconstrução, que nos possibilita a troca de vivências”, disse Carol Kokkinos uma das participantes, que descobriu na pintura uma sensação de descanso e de placidez.

Na segunda parte da atividade, a arte-educadora Léia M. Freire leu um poema de Manoel de Barros. A partir dessa leitura, ela pediu aos participantes que tirassem três fotos com seus celulares, dentro ou fora do Espaço Viveka. Por fim, em grupos, passaram a analisar e interpretar algumas das imagens que escolheram. Os trabalhos resultaram em belíssima troca de aprendizado, sugerindo novas intervenções sobre aquelas fotos que haviam escolhido.

Mistérios do Japão

Desvendar os mistérios e os significados da cultura japonesa por meio das lendas mitológicas, passando pelos números, proporções e música. Esse é o tema de um estudo inédito apresentado de forma surpreendente por Tiemi Yamashita e Edson Tani. A atividade será realizada no próximo sábado (11/03), às 18h – na sala Anita do Espaço Viveka. Para participar é necessário realizar as inscrições, antecipadamente, com a Jacqueline pelo telefone (11) 2295-7961, a partir das 14h.

Endereço do Espaço Viveka:

Rua Professora Sebastiana Silva Minhoto, 375 – próxima ao metrô Carrão, em São Paulo. Outras informações podem ser obtidas pelos telefones: (11) 2295-7961 ou

9-9225-2074 (whatsApp), com Jacqueline, de 2ª a 6ª, das 14h às 21h.

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Viveka abre espaço para um novo debate sobre cultura indígena

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Na tarde do último sábado (18/02), na sala Anita do Espaço Viveka, várias perguntas deram início a um bate-papo de ampla diversidade, com o autor e pesquisador Arthur Iraçu Amaral Fuscaldo, escritor do Ro’wapari’nho’re: Sonhar e Pegar Cantos no Xamanismo A’uwê – Xavante música e suas concepções cosmológicas.

Durante o encontro, Arthur contou algumas histórias por ele vividas entre esses povos indígenas na Reserva Rio das Mortes, estado do Mato Grosso. Explicou, entre outras coisas, a importância que os sonhos têm para eles e como estão entrelaçados e integrados os conhecimentos que constroem (como sonhos, músicas, educação).  Trocando informações com essa comunidade durante mais de dez anos, ele explicou que teve dois meses intensos de estudos no lugar, o que permitiu intensificar sua “investigação a respeito das práticas, prioritariamente masculinas, de pegar cantos nos sonhos”, disse. “Além disso”, disse o pesquisador, “a convivência com as pessoas da aldeia também me estimulou a estar mais atento aos meus próprios sonhos”.

Segundo Arthur, há países como França, Alemanha e Estados Unidos, que costumam oferecer amplo incentivo à pesquisa sobre o tema, algo que o Brasil, talvez por falta de recursos, desconhece. “Por mais que a gente tenha uma crítica de como os índios foram colocados pela nossa história ocidental, acabamos por cometer equívocos. Falando com um xavante, ele diz que os homens brancos enterraram a cultura de seus povos como sendo coisa do passado, desde a sua origem primitiva”, disse.

Dentre tantos assuntos debatidos sobre o povo indígena A’uwê-Xavante, Arthur respondeu uma pergunta feita por uma das participantes: “como é passar e manter essa cultura milenar para os índios mais jovens?”. Ele explicou que os conflitos de gerações que nós brancos temos, os indígenas também têm. Contou que os meninos indígenas desejam as mesmas coisas que os jovens brancos, justamente, pelo fato de terem também contato com a globalização, principalmente a tecnologia, contato que os brancos acreditam que eles não têm. Eles também possuem suas próprias tecnologias, e todo seu repertório de conhecimento que, segundo Arthur, é renovável e anda lado a lado com seu conhecimento original indígena. Os índios sonham, e “é por meio dos sonhos que constroem seu conhecimento. Deles originam-se os cantos, os nomes das crianças e esses sonhos interferem até na caça e troca de decisões do grupo. Os sonhos deles permitem visitar diferentes lugares e ouvir os cantos de alguns animais”, disse o pesquisador.

Quanto às mulheres xavantes, explicou ele, a elas cabe, por exemplo, o conhecimento de ervas, o controle da natalidade e da agricultura, sendo elas a maior autoridade dentro das casas. “Se de um lado”, disse Arthur, “considera-se que os rituais de passagem dos jovens meninos envolvem-se em uma série de desafios, que possam propiciar transformações levadas para a vida adulta, por outro lado considera-se que as mudanças ocorridas no corpo das mulheres são visíveis, explícitas, ligadas às alterações causadas pelo início do ciclo menstrual”.

No final do evento, Arthur mostrou algumas fotografias e falou sobre a sua dissertação de mestrado que deu origem ao livro.

A professora e terapeuta corporal Debora Ribeiro revelou seu interesse pelo tema da palestra, especialmente a cosmologia desses povos. Ela destacou um dos pontos curiosos sobre o debate: “Achei legal essa tecnologia que os xavantes têm sobre os sonhos. Assim como a gente usa a internet, eles têm outro acesso tecnológico, como a comunicação com a natureza, o canto da nuvem, por exemplo. Também devemos aprender com eles a nossa forma de estar no mundo”, disse Debora ao parabenizar o Espaço Viveka pela promoção de muitos eventos culturais.

Quem já conhecia e havia participado de outras palestras com o pesquisador Arthur Fuscaldo foi o músico Felipe Siles de Castro, que disse estar bastante familiarizado com o tema. “É sempre interessante mergulhar de novo no assunto, porque agregamos mais conhecimento. Um exercício que nos permite descolonizar o nosso pensamento, pois temos uma visão de mundo muito formatada”, disse. “Além disso”, completou ele, “a tecnologia dos sonhos dos xavantes é extremamente interessante, pois apesar de ser abstrata para nós, é avançada tanto quanto a nossa tecnologia”.

Quem estiver interessado em saber mais sobre o tema pode adquirir o livro do escritor e pesquisador Arthur Fuscaldo. O exemplar está disponível no Espaço Viveka pelo valor de R$ 40,00.

E nosso próximo sábado tem marchinha e alegria na praça…

“FOLIA NA PRAÇA” é o tema de outra atividade promovida pelo Espaço Viveka, a partir das 15h, na praça que fica em frente ao Espaço. Valorizando a imensa diversidade das nossas tradicionais marchinhas de carnaval, muitas delas envolvidas em debates polêmicos (como “politicamente corretas”, ou não?) o casal de artistas Regina e Fabricio Fruet, do Grupo Rebrincando, fará um carnaval animado e lúdico, aberto para todas as idades, no dia 25/02.

No dia 4 de março, outro evento dará início às atividades do mês, com a apresentação de “LEITURAS DA OBRA DE ARTE”. Um encontro teórico-prático, que contará com a mediação das arte-educadoras Léia M. Freire e Zilpa Magalhães.

Já no dia 11/03, teremos “MISTÉRIOS DO JAPÃO: uma viagem através de contos tradicionais, números, proporção áurea e música”. Trata-se de um estudo inédito apresentado de forma surpreendente por Tiemi Yamashita e Edson Tani.

Em abril, está agendada a vigem: VIVEKA NO RIO DE JANEIRO! Como parte da série Percepções Urbanas, o professor Luís Octávio Rocha nos levará a perceber lugares da Cidade Maravilhosa com novo olhar, valorizando Arte, Arquitetura e Paisagismo.

Quer saber mais sobre como participar dos eventos? Informe-se de segunda a sexta-feira, das 14h às 21h, na secretaria do Espaço Viveka, com a Jacqueline.

Endereço: Rua Professora Sebastiana Silva Minhoto, 375 – próxima ao metrô Carrão, em São Paulo. Outras informações podem ser obtidas pelos telefones: (11) 2295-7961 ou (11) 2295-1285.

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Passeio Percepções Urbanas promovido pelo Espaço Viveka surpreende participantes

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Antes de resumirmos o que rolou no passeio Percepções Urbanas, a equipe do Espaço Viveka faz uma observação quanto aos novos eventos a serem realizados, ainda neste mês de fevereiro.

Um deles acontece no próximo sábado (18/02), a partir das 16h na sala Anita da Viveka. Será a Tarde de Autógrafos com o autor e pesquisador Arthur Iraçu Amaral Fuscaldo, escritor do Ro’wapari’nho’re: Sonhar e Pegar Cantos no Xamanismo A’iwe – Xavante, música e suas concepções cosmológicas.

A participação é gratuita para professores, estudantes e público em geral. Quem estiver interessado em adquirir o livro, o exemplar estará disponível no Espaço Viveka pelo valor de R$ 40,00.

Outra atividade que promete muita animação fica por conta do casal de artistas Regina e Fabricio Fruet, que farão um carnaval lúdico, aberto para todas as idades, nas vésperas do feriado.  O evento acontece na praça que fica em frente ao Espaço Viveka, no dia 25 de fevereiro, às 15h.

Quer saber mais sobre como participar dos eventos, informe-se de segunda a sexta-feira, das 14h às 21h, na secretaria do Espaço Viveka, com a Jacqueline.

Endereço: Rua Professora Sebastiana Silva Minhoto, 375 – próxima ao metrô Carrão, em São Paulo. Outras informações podem ser obtidas pelos telefones: (11) 2295-7961 ou (11) 2295-1285.

 

Agora, sobre o nosso passeio…

Do metrô Vergueiro até o metrô Santa Cruz, o professor Luís Octávio Rocha, juntamente com a equipe do Espaço Viveka, ao lado de um grupo de 40 pessoas, realizou no último sábado (11/02) um passeio pelo bairro do Paraíso, em São Paulo. Na série Percepções Urbanas são desenvolvidos passeios turísticos em finais de semana previamente agendados, com o intuito de levar as pessoas a construírem outro olhar sobre a nossa cidade e a se apropriarem dessas histórias. “São Paulo de todas as formas” foi o título dado a este último encontro da série, que inicialmente passou pelo Centro Cultural São Paulo, seguindo pela Catedral Metropolitana Ortodoxa, Parque Modernista, com encerramento no Museu Lasar Segall – criado com o objetivo de conservar e divulgar a obra do pintor russo, naturalizado brasileiro (1891-1957).

Era por volta das 9h30, o termômetro já ultrapassava os 24 graus e aos poucos os participantes já ocupavam a frente do Centro Cultural São Paulo – na espera do professor Luís Octávio, que conduziu nossos olhares e pensamentos, proporcionando descobertas culturais até então desconhecidas para muitos.

O professor lembrou que “o pertencimento aos espaços da cidade são fundamentais na constituição do ser humano. Ao entrelaçar interiores, entorno e contextos, nós conseguimos perceber esses espaços como conceitos arquitetônicos, que têm uma intenção, um desejo transformado em desenho, que se enche de vida quando utilizado e começa então a conversar conosco”, destaca.

E foi assim que durante todo o translado o professor Luís Octávio enfatizou a importância de cada local. Desde os contextos histórico-culturais às transformações físicas ocorridas ao longo de décadas, ele mostrou a contribuição de cada arquiteto na construção cultural desses locais, que apresentam formas específicas.

Uma das participantes, a jovem boliviana Silvana Pinto Mendoza, de 23 anos, disse que caiu de paraquedas no passeio. Ao saber da atividade pelo facebook do Espaço Viveka, não pensou duas vezes e veio de Guarulhos para participar. “Adorei. Gosto de arte, principalmente de fotografia. Dei de cara com um olhar totalmente diferente do que tinha sobre alguns pontos da cidade. Fiquei surpresa ao conhecer o Centro Cultural São Paulo, no metrô Vergueiro, ali o professor Luís me fez pensar que ao sair do metrô já damos de cara com este Centro Cultural. Desse modo, ele nos fez observar toda a arquitetura construída em concreto, com árvores frutíferas, uma horta feita pelos vizinhos, com a construção praticamente feita toda em vidro para que possamos ver as atividades que acontecem”, afirma a jovem Silvana.

Na mesma linha de pensamento, a atriz, bailarina e professora de teatro Monica Nassif disse também que era a primeira vez que estava participando da atividade promovida pelo Espaço Viveka. Não poupou elogios ao professor Luís Octávio, que fez com que ela tivesse uma visão encantadora dos locais visitados. “Geralmente no dia a dia passamos por estes lugares sem observar detalhes tão importantes, mas com a ajuda e a orientação dele, juntamente com o grupo, conseguimos uma troca riquíssima”, conta Monica, que ficou impressionada, principalmente, com a construção arquitetônica da Casa Modernista (1896-1972), considerada o marco da arquitetura modernista brasileira, residência do casal Klabin e do arquiteto Gregori Warchavchik.

Quem também marcou presença foi o pequeno João Pedro, que estava na companhia de sua mãe no café do Museu Lasar Segall. Questionado sobre o que mais gostou do nosso passeio, ele foi direto: “Achei bem legal e divertido, gostei de ver a obra Linha do Tempo, que estava exposta no Centro Cultural São Paulo. Quando acontecer outro passeio como esse, eu quero participar de novo”, disse o garoto, que tem apenas nove anos de idade.

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Janeiro Branco e a Saúde Mental para Todos

 

Carol e Liomar

O filme “Nise, o coração da Loucura” (dirigido por Roberto Berliner, em 2016, com Gloria Pires no papel da Dra. Nise da Silveira), foi o mote para uma riquíssima apresentação de informações, reflexões e práticas corporais, desenvolvidas através dos comentários da psicóloga Aceli de Assis Magalhães, da arte-educadora Zilpa Magalhães e da vivência proposta pela terapeuta corporal Letícia Larcher Longo. Esta última, ao conduzir uma atividade para ampliar a conscientização dos possíveis bloqueios das expressões corporais dos participantes, provocou uma enorme descontração, fechando o evento com chave de ouro. Foram elas, com a ajuda de toda a equipe do Espaço Viveka, as responsáveis pela realização da atividade intitulada Nise da Silveira: rebeldia e criatividade para a saúde mental. O evento foi viabilizado pela Campanha Janeiro Branco, que procura mobilizar a sociedade em busca da saúde mental, com o objetivo de quebrar tabus, especialmente com os chamados “doentes mentais”.

 

A atividade, realizada em 21/01, contou com destacada presença de estudantes e psicólogos. Nos bastidores, a psicóloga clínica e professora Elaine Palma (Espaço Arte Música e Consciência) confirmou a importância desta campanha, ressaltando a urgente tarefa de buscarmos políticas públicas que visem ao bem-estar psíquico de todas as pessoas.

Durante o evento, a psicóloga Aceli trabalhou com algumas cenas do filme, mostrando alguns dos métodos científicos utilizados no contexto das décadas de 1940-50, à luz dos atuais estudos psiquiátricos. Nesse caminho, ela enfatizou principalmente o olhar de Nise da Silveira (uma das mais renomadas médicas de orientação junguiana da psiquiatria brasileira), que viu como tortura os pretensos tratamentos de cura para a saúde mental, contrapondo-se a muitos de seus pares. O trabalho feito pela psiquiatra, por meio da arte, das oficinas e outras atividades realizadas no Centro Psiquiátrico Nacional do Engenho de Dentro (que depois foi chamado “Centro Psiquiátrico Pedro II” e, atualmente, “Instituto Municipal Nise da Silveira”) foi surpreendente e deixou evidente como a Expressão e a Criação podem ser caminhos para a Saúde Mental.

A seguir, a arte-educadora Zilpa Magalhães mostrou algumas imagens do ambiente artístico daquele período (Modernismo), ressaltando a presença fundante do crítico de arte Mário Pedrosa naquele contexto histórico-cultural. Para ele, “a arte poderia recuperar uma liberdade criadora, que estaria presente na arte primitiva, na arte das crianças e dos ditos “doentes mentais”, procurando relacionar, sobretudo: arte, política e sociedade”, disse Zilpa.

Por e-mail, fizemos contato com a participante Viviane Luz, que carinhosamente enviou sua avaliação pessoal sobre o encontro:

-“Uma atividade muito rica para aproximar / reforçar o elo com a psicologia. A dinâmica pela qual se deu foi produtiva, primeiro o filme depois a discussão. O que poderia mudar é o tempo de discussão, pois a troca entre os profissionais seria muito construtiva, dado que o público é bem misto, estudantes, graduados e profissionais”.

A seguir, ela também nos informou se o evento proporcionou algum conhecimento a mais na sua área de estudo ou profissional:

-“Pode-se dizer que sim. Não conhecimento teórico / técnico, mas de experiência. Reforçou mais a importância da psicologia e a arte como meio de linguagem / comunicação, isso se refere ao filme até a dinâmica aplicada no final, pois o próprio movimento do corpo é uma maneira de comunicação entre o mental e físico”.

 

Aguardem as próximas atividades a serem realizadas no Espaço Viveka, como “Nise da Silveira: rebeldia e criatividade para a saúde mental”, 2ª Edição do Janeiro Branco (4/2); Percepções Urbanas, com o professor Luís Octávio Rocha (11/2); e a Tarde de Autógrafos, com Arthur Iraçu (18/2).

 

Ficou interessado (a) em participar dos eventos? Informe-se sobre as inscrições de segunda a sexta-feira, das 14h às 21h na secretaria do Espaço Viveka, com Jacqueline.

 

Endereço: Rua Professora Sebastiana Silva Minhoto, 375 – próxima ao metrô Carrão, em São Paulo. Outras informações podem ser obtidas pelos telefones: (11)2295-7961 ou (11)2225-1285.

 

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Espaço Viveka participa da campanha Janeiro Branco

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A equipe do Espaço Viveka inicia as atividades do ano com sua participação na campanha Janeiro Branco. O evento intitulado “Nise da Silveira: rebeldia e criatividade para a saúde mental” será promovido gratuitamente e realizado na sala Anita, no próximo sábado (21) das 13h às 18h.

Com base no filme “Nise, o Coração da Loucura”, dirigido por Roberto Berliner (2016) e com Gloria Pires no papel da Dra. Nise, que foi uma das mais renomadas médicas de orientação junguiana da psiquiatria brasileira, “veremos como a expressão e a criação, através da arte, podem ser caminhos para a saúde mental e a reintegração social”, diz a psicóloga Aceli de Assis Magalhães.

A proposta do evento visa também discutir as tendências da Arte Moderna no Brasil e no Mundo (décadas de 1940-50) e a importância do crítico de arte Mário Pedrosa na busca de validar a produção plástica dos então chamados “doentes mentais”, com mediação da Arte-educadora Zilpa Magalhães.

Para encerrar, a terapeuta corporal Letícia Larcher Longo proporá uma vivência para conscientização das resistências e possibilidades de expressão de movimentos.

Janeiro Branco é uma campanha idealizada pelo psicólogo mineiro, Leonardo Abrahão, em 2016, que procura mobilizar a sociedade em busca da saúde mental, com o objetivo de quebrar tabus com os chamados doentes mentais. O Projeto tem alcançado todos os estados brasileiros e conta com a mobilização dos profissionais de psicologia.

Esperamos por você!

Obs. É necessário inscrição antecipada por telefone – (11) 2295-7961 com Jacqueline a partir das 14h.

O Espaço Viveka está localizado na Rua Professora Sebastiana Silva Minhoto, nº 375 – próximo ao metrô Carrão. Outras informações pelo telefone: (11) 2225-1285.

 

Carimbos & Estampas

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Materiais, prós e contras de cada um, referências e preferências, tintas e amostragem de várias gravuras deram início à apresentação da jovem Natália Scromov, que ministrou o workshop de “Estamparia artesanal com carimbos”.  Ela também apresentou no telão desenhos feitos em tecidos, papeis, caixas e outros itens do gênero.

 

A atividade foi realizada na sala Anita do Espaço Viveka, iniciada por volta das 15h do último sábado (19/11) e contou com um público bastante curioso, que logo colocou as mãos e a criatividade em ação durante mais de três horas. Até crianças marcaram presença, o que possibilitou a troca de conhecimentos por meio de exercícios práticos, para confeccionar e aplicar carimbos sobre materiais utilizados durante a oficina.

 

Inicialmente, o grupo fez esboços em papel, para depois desenha-los em borracha. Com delicadeza no corte, eis que o carimbo ficou pronto para ser aplicado em tecido, com tintas escolhidas a gosto. Por último, foi a vez de sobrepor o carimbo na caixa. Entre tonalidades de vermelhos, azuis, verdes, branco e preto, cada desenho foi realçado de forma magnífica.

Algumas pessoas tiveram a oportunidade de vir ao Espaço Viveka pela primeira vez. Este foi o caso da Laís Gatti, que declarou sua paixão por artesanato, mas disse que nunca havia trabalhado com carimbos. “Estou gostando muito, é terapêutico! Vou comprar borrachas e fazer também em minha casa”, completou ela.

 

Deise Antônia, outra participante e também estreante no Espaço Viveka, revelou que fazia pinturas em pano de prato e que este novo aprendizado com certeza despertou outros interesses para fazer novas artes. “Muito boa essa oportunidade! Confesso que estou surpresa, pois fiz um desenho na borracha e depois ele tomou uma direção diferente, conforme fui carimbando. Adorei e pretendo voltar para participar de outras atividades oferecidas aqui”.

 

No final do processo, Natália (que é arquiteta e artista plástica, graduada pela FAU USP) agradeceu a presença de todas as participantes. “Agradeço pela tarde deliciosa ao lado de vocês, os trabalhos ficaram excelentes! Desejo que vocês se sintam encorajadas para novas experimentações e que produzam mais e mais lindezas”, finalizou.

 

Pera ai gente… tem mais novidades oferecidas pela equipe do Espaço Viveka. Dessa vez, entra em cena a Sessão Pipoka com a exibição do filme Beleza Americana, contando com comentários e mediação das psicólogas Ana Maria Ferreira e Carolina F. Kokkinos. A atividade será realizada no próximo sábado (26/11) a partir das 14h. Vagas limitadas. Reservas e informações com Jackeline, a partir das 14h, de segunda à sexta. Aos sábados, das 9h às 13h.

 

O filme Beleza Americana (direção de Sam Mendes, ano: 2000) “apresenta um modo relacional próprio da contemporaneidade, onde os personagens desvelam o vazio existencial, propiciando um material riquíssimo para reflexão”. Venha participar da exibição e das discussões, esperamos por você!

 

Informe-se também na Viveka a respeito de: Curso para professores; Pré-Vestibular; Curso Especial de Desenho; Criação e Estilo; Vivekinha; História da Arte; Movimentos e Estilos; Ateliê Livre; Desenho, Pintura e Escultura.

 

O Espaço Viveka está localizado na Rua Professora Sebastiana Silva Minhoto, nº 375 – próximo ao metrô Carrão. Outras informações pelo telefone: (11) 2295-7961 / 2225-1285.

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Workshop no Espaço Viveka

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Sábado (19/11) será realizado um workshop de “estamparia artesanal com carimbos” no Espaço Viveka, sob a mediação de Natália Scromov, arquiteta e artista plástica, graduada pela FAU USP. Ela também desenvolve trabalhos de arquitetura, ilustração, cerâmica e esculturas em arame no Estúdio da Torre, seu ateliê. Apesar de trabalhar com diferentes técnicas, suas obras têm uma temática comum que é a valorização da vida cotidiana, da beleza, da simplicidade, tudo de maneira lúdica, buscando ressaltar elementos poéticos e afetivos em meio a cenários corriqueiros.

 

Durante bate papo com a equipe do Espaço Viveka, a jovem artista respondeu algumas perguntas sobre a apresentação do workshop, que terá início às 14h30 no ateliê do Espaço. Acompanhe…

 

Viveka - Qual é a proposta do workshop?

Natália: A proposta do workshop é que os alunos percebam que criar estampas é algo acessível, possível, que carimbos não precisam ser comprados, e mostrar que a estamparia artesanal permite diversas aplicações. Aproveitando também o período de final de ano, pode ser uma possibilidade para presentear pessoas queridas, como almofadas personalizadas, jogos americanos, estampar caixas, papéis, criar gravuras, preparar furoshikis etc.

 

Viveka – Como foi o preparo do trabalho e qual sua ligação artística com a temática?

Natália: Costumo fazer carimbos de linóleo e borracha em alguns trabalhos meus, assim como em gravuras, em cartões e nas embalagens para presente. Tenho percebido que personalizar peças com o carimbo trás um toque humano aos produtos, que a pessoa presenteada, ou o cliente, percebem e valorizam. Eles reconhecem, principalmente, que foi algo feito com carinho. Preparar o workshop tem sido muito prazeroso, pois são técnicas que aprendi pesquisando e testando bastante, tintas e materiais diferentes – e até então não tinha compartilhado com ninguém. Vai ser lindo!

 

Viveka – Como surgiu a ideia de oferecer o workshop para o Espaço Viveka?

Natália: A ideia do curso veio do convite da Léia e da Zilpa, para oferecer um workshop de final de ano, pensando também no Bazarte que a Viveka faz quando se aproxima o Natal. Nos últimos dois anos, fiz o workshop de Bijouterias em arame (latão e aço). Neste, para inovar, escolhi os carimbos e, coincidentemente, era a sugestão delas!

Nunca palestrei sobre o tema. Será a primeira vez que mostrarei técnicas e orientarei os alunos na criação e aplicação de carimbos, quais tintas funcionam e com qual material etc.

 

Ao concluir, Natália lembra que, durante a oficina, serão apresentadas referências e caminhos para fazer estamparia com carimbos, além de proporcionar exercícios práticos sobre diferentes suportes.

“A estamparia com carimbos é muito versátil, pode ser usada em roupas, embalagens, para identificar marcas ou até mesmo criando gravuras”, explica.
Ela recomenda aos participantes que já se inscreveram, que não precisam levar materiais. Mas, se quiserem levar uma camiseta, tecido, capa de almofada, algo assim para fazer testes, serão aceitos, desde que sejam tecidos não elásticos e nem felpudos.

 

Aos interessados informamos que as inscrições podem ser feitas das 14h às 21h na secretaria do Espaço Viveka com Jacqueline – na Rua Professora Sebastiana Silva Minhoto, 375 – próximo ao metrô Carrão. Outras informações através do telefone: (11) 2295-7961.