Mais um ano, o Bazarte encerra as atividades do Espaço Viveka

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O público que compareceu no tradicional Bazarte da equipe do Espaço Viveka teve à disposição uma série de obras de arte. Entre peças de esculturas, telas, bijuterias e outros tantos exemplares, todos motivos de grandes elogios. O evento transcorreu nos dias 8, 9 e 10 de dezembro, na sala Anita, que ficou bastante movimentada com pessoas que aproveitaram o final de semana para comprar presentes com preços bem acessíveis.

O sucesso do Bazarte se repete com êxito, ano após ano, em função dos alunos da Viveka e de alguns artistas convidados, que sempre surpreendem por meio da produção de cada uma das peças apresentadas. E esse ano não foram poucas! Eis um dos motivos que acaba atraindo um público diversificado e que valoriza e gosta de comprar arte de quem sabe fazer arte. E isso só é possível em função do desempenho e dedicação por parte das nossas artes-educadoras, Léia M. Freire e Zilpa Magalhães, que durante o ano todo se dedicam com muito carinho a cada um dos nossos alunos.

Para a Advogada Kelly Midori Akama dos Reis, conhecer o Espaço Viveka e encontrar a sua ex-professora Léia foi uma alegria. Sobre o Bazarte, ela comenta: “Gostei de tudo, mas minha paixão é a cerâmica. Lembro que quando fiz o curso com a Léia, na Penha, ela dizia que a cerâmica tem todos os elementos: água, terra, fogo, ar e ainda o nosso instinto”. Kelly ainda frisou que para ela a arte hoje é uma questão de sobrevivência e equilíbrio. “A arte é a beleza da vida”, completou.

Na opinião da contadora Tânia Ammare Meneguello (também aluna da arte-educadora Léia, na Fábrica de Cultura do Belém), prestigiar o Bazarte da Viveka pela primeira vez foi uma surpresa, um encantamento com tudo o que viu. “Achei tudo muito lindo. Tudo organizado. Todos os itens e peças que vi são verdadeiras obras de arte. O lugar é muito bonito e as pessoas são acolhedoras”, explica animadamente, e completa dizendo que “é a arte que nos aproxima”.

A empreendedora Carolina Blessa também elogiou os trabalhos que fizeram parte da exposição na Viveka. “Acho muito interessante ver as pessoas se expressarem por meio da arte. É uma forma de extravasarem, colocando a criatividade a serviço da arte. Este ano percebi que teve muita novidade associada à qualidade dos materiais expostos. Um salto bastante significativo que envolveu, sem dúvida, muita gente talentosa”, conclui, e ressalta o quanto é importante haver um espaço na Zona Leste que realiza e valoriza esse tipo de atividade.

De acordo com uma das expositoras e também aluna da Viveka, a arquiteta Natália Scromov, a edição do Bazarte da Viveka estava ainda mais linda que as anteriores, com trabalhos de cunho bem diversificado. “Fiquei apaixonada várias vezes! O Bazarte é interessante até como inspiração, pois cada participante tem suas características, suas técnicas e acaba funcionando também como uma troca de repertórios e ideias”, esclarece, e conta que sempre faz questão de participar da exposição porque a Viveka tem tudo a ver com a sua própria produção. “Foi na Viveka que fui introduzida nas artes ainda pequena, além de ser um local onde me sinto muito bem, como se fosse minha casa, com pessoas que amo e admiro muito”, conclui.

 

Nós, da equipe do Espaço Viveka, aproveitamos para agradecer em especial a todos os expositores, amigos, colegas, simpatizantes (ou aqueles que de alguma forma fazem parte de nossas vidas) pela participação em nossos eventos realizados durante todos esses anos. Somos gratos ao saber que cada um de vocês tem se dedicado com empenho, carinho e alegria, fazendo com que nossas atividades, por meio dos nossos trabalhos que envolvem arte, educação e bem-estar, sejam motivo de reconhecimento. Muito obrigado a todos! (vejam algumas fotos do Bazarte mais abaixo)

Aproveitamos para desejar um Feliz Natal e um Próspero Ano Novo, com muitas realizações!

Retornaremos nossas atividades na segunda semana de janeiro de 2018.

 

Nova conquista!

Pós Graduação no Espaço Viveka

 

Neste post vamos tratar de uma novidade, que não deixa de ser uma nova conquista por parte de toda equipe do Espaço Viveka. Trata-se da Pós Graduação A ARTE E O BRINCAR NO TRABALHO COM CRIANÇAS, com início em março de 2018.

A Pós propõe-se a estimular percepções das crianças em espaços físicos e imaginados, que potencializem relações de pertencimento, quiçá com inserções mais transformadoras no mundo real.

O curso terá a carga horária de 450 horas e duração de 18 meses – e integra o PROJETO TERRITÓRIOS PARCEIROS d’A Casa Tombada, que fica localizada próxima ao metrô Barra Funda.

As aulas acontecerão mensalmente, de maneira presencial no Espaço Viveka, um sábado e um domingo por mês, das 9h30 às 16h30. Além das aulas teórico-práticas, os alunos participarão de estudos nos intervalos entre os módulos. O material artístico é de responsabilidade do aluno. É obrigatória a presença do aluno em ao menos 75% da carga horária das aulas. São previstas horas/aulas mensais de atividades à distância entre os módulos para estudo, aprofundamento e conclusão dos trabalhos.

A coordenação geral do curso ficará por conta do Prof. Dr. Giuliano Tierno de Siqueira e da Profa. Ms. Ângela Castelo Branco Teixeira, que fazem parte do núcleo d’A Casa Tombada. Já a coordenação do curso fica por conta da nossa arte-educadora, a Profa. Ms. Zilpa Maria de Assis Magalhães.

As inscrições já estão abertas e se encerram no dia 31 de janeiro de 2018. As entrevistas com os inscritos serão realizadas de 4 a 12 de fevereiro. As matriculas acontecem de 15 a 20 de fevereiro. Depois haverá uma aula inaugural dia 3 de março e no dia 10/03 terá início às aulas.

O curso de pós-graduação lato sensuA ARTE E O BRINCAR NO TRABALHO COM CRIANÇAS” é oferecido e realizado pela A CASA TOMBADA e Espaço Viveka – Rua Professora Sebastiana Silva Minhoto, 375. Tatuapé/SP (próximo ao metrô Carrão) – Fone (11) 2295-7961.

A equipe do Espaço Viveka está trabalhando desde já para receber os inscritos.

Quer saber mais sobre o curso? Acesse o link: http://www.espacoviveka.com.br/pos-graduacao-viveka/ – ou ligue diretamente na Viveka, por meio dos telefones (11) 2295-7961/2225-1285 ou 992-252-074, das 14h às 20h, de segunda a sexta-feira.

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Está chegando mais uma edição do Bazarte!

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Telas, esculturas, bijuterias e as mais variadas peças de arte serão comercializadas durante o tradicional Bazarte, promovido pela equipe do Espaço Viveka. O evento acontece nos dias 8, 9 e 10 de dezembro, das 10h às 19h.  Ressaltamos aos interessados em expor, ou comercializar, que o prazo final das inscrições termina no dia 3 de dezembro. Participe e faça parte desse evento, repleto de novidades e muita sensibilidade.

 

Segundo uma das organizadoras da atividade, a arte-educadora Zilpa Magalhães, o BAZARTE tem sido bastante elogiado e movimentado, também pelo fato de atrair um público que valoriza diferentes tipos de arte. Ela lembra que, ano após ano, a exposição tem assumido uma proporção maior, em função da produção e mobilização dos participantes, que sempre surpreendem. “Procuramos, por meio das produções artísticas dos nossos alunos e alunas, dar visibilidade ao que estão fazendo e pensando, além de facilitar o contato com o pensamento artístico dos colegas. As vendas, assim, parecem uma consequência mais gratificante para quem vende e para quem compra, mas especialmente para nós educadores”, explica Zilpa ao dizer na sequencia que este ano o evento promete muitas novidades.

 

Ficou interessado? O convite está feito, ou seja, para todos os alunos e alunas que participaram dos ateliês de desenho, escultura, entre outros, e que tenham produzido obras durante o ano letivo, poderão expor e/ou comercializar suas produções, na sala Anita do Espaço Viveka.

 

Favor entrar em contato, por meio dos telefones (11) 2295-7961/2225-1285 ou 992-252-074, das 14h às 20h, de segunda a sexta-feira. Rua Sebastiana Silva Minhoto, 375 – Tatuapé (próximo ao metrô Carrão).

 

 

Bachelard é tema de palestra

 

Gaston Bachelard, filósofo e poeta francês foi tema de palestra realizada na sala Anita do Espaço Viveka, na manhã de sábado (11/11). Quem ministrou o evento foi o tradutor Carlos Rangel, que se interessa pela obra de Bachelard, sobretudo a imaginação poética e suas ligações com o surrealismo, o romantismo e a alquimia.

 

Para discutir a sua obra, Rangel abordou as vertentes da filosofia da ciência e a imaginação poética desse autor, também conhecidas como via diurna e via noturna. A principal colaboração de Bachelard para a filosofia da ciência, com consequentes mudanças de paradigma, também foi apresentada por ele.

 

O tradutor ainda explorou as relações entre Bachelard, o surrealismo, o romantismo, a alquimia, os quatro elementos (terra, água, fogo e ar), o tarô, James Hillman, e Carl Jung.

 

Questionado sobre a participação dos convidados durante a atividade, Carlos explica que houve uma intensa participação dos presentes, que comentaram a obra de Bachelard a partir de seus interesses e de sua formação profissional. “Um exemplo seriam os comentários sobre A Poética do Espaço, publicado em 1957 e o fato dos estudos da geografia se concentrarem no estudo do espaço na década de 60”, comenta Carlos que ficou agradecido com a participação do público.

 

Abaixo vão algumas fotos desse evento.

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Fim de ano: últimas atividades no Espaço Viveka

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Antes de falar da última atividade realizada no Espaço Viveka, convidamos nossos leitores, amigos, colegas e simpatizantes a participarem do próximo evento no local. Trata-se da “Vida noturna, vida diurna: breve introdução aos estudos de imaginação e ciência do filósofo Gaston Bachelard”. O evento será realizado no próximo sábado dia 11 de novembro, das 11h às 12h30 e conta com a presença do palestrante Carlos Rangel, que discursará sobre o tema.

Ainda dá tempo. Participe e faça sua inscrição, por meio dos telefones: (11) 2295-7961 /2225-1285.

 

 

E agora um pouco de Degustação Musical

 

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No final do mês de outubro (28/10), a equipe do Espaço Viveka recebeu mais uma vez o regente Rafael Vicole, que falou sobre a espiritualidade na obra de Johann Sebastian Bach. A atividade intitulada “A Serviço de Deus: a espiritualidade em J. S. Bach” foi realizada na sala Anita e faz parte da Série: Degustação Musical.

 

Para compreender melhor a teoria dos afetos na música de Bach, o maestro introduziu primeiro uma provocação sobre o que seria a espiritualidade. A maioria dos participantes contribuiu com sua própria visão sobre o tema.

 

Após este momento, Rafael apresentou a bordadura, que é um conceito de composição musical. Segundo ele, aí estaria toda a propensão espiritual em Bach, pois, por meio deste procedimento encontrado em todas as suas obras, ele tece afetos e influencia, até mesmo subconscientemente, quase todos os outros compositores que vieram depois. “Aqui chego à ideia de que a espiritualidade pode estar neste procedimento, que mudou a história da música ocidental, porque todos que vieram depois, mesmo sem ter estudado Bach, usaram deste método, o que não ocorria antes dele”, explica Vicole.

 

A partir daí, os convidados tiveram a oportunidade de ouvir músicas de todas as fases do compositor e encontrar, auditivamente, essas bordaduras que tecem os afetos. Audições estas que foram intercaladas com a biografia do compositor, cravista, regente, professor e violinista Johann Sebastian Bach (1685-1750), que se desenvolveu profissionalmente no antigo Sacro Império Romano-Germânico, atual Alemanha.

 

Juliana Alexandre foi uma das participantes da atividade, que primeiramente elogiou o tema escolhido pela equipe do Espaço Viveka. Ela achou bastante importante o uso do áudio e do piano no desenvolvimento da explanação. “Isso nos ajuda a aproximar e a vivenciar, de fato, conceitos musicais “mais abstratos”. Para mim isso é essencial, porque não sei nada de teoria musical. E nesse sentido, acho que o mais legal foi quando o professor nos fez exercitar o coral”, conta Juliana que, de modo geral, achou o tema bastante interessante.

 

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Espaço Viveka abre as inscrições para o Bazarte 2017

 

Pensando nas comemorações das Festas de Final de ano e com elas, as aspirações de paz, harmonia e muitas alegrias, a equipe do Espaço Viveka promove a oitava edição do Bazarte, que acontecerá nos dias 8, 9 e 10 de dezembro, das 10h às 19h. As inscrições já estão abertas, com encerramento marcado para o dia 7 de dezembro.

 

Os interessados, ou seja, todos os alunos e alunas que participaram dos ateliês de desenho, escultura, entre outros, e que tenham produzido obras durante o ano letivo, poderão expor e/ou comercializar suas produções, a exemplo de telas, esculturas, bijuterias e as mais variadas peças de arte.

 

O evento, que é aberto à visitação do público em geral, vem sendo realizado desde 2010. Os interessados em expor no Bazarte favor entrar em contato, por meio dos telefones (11) 2295-7961/2225-1285 ou 992-252-074, das 14h às 20h, de segunda a sexta-feira. Rua Sebastiana Silva Minhoto, 375 – Tatuapé (próximo do metrô Carrão).

 

Participe e encontre um jeito diferente de presentear…

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De repente, um sarau aconteceu no Espaço Viveka!

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No dia 16 de setembro de 2017, o Espaço Viveka iria receber o regente Rafael Vicole para falar sobre a espiritualidade em J. S. Bach. Contudo, nosso querido maestro adoeceu e teve que ser hospitalizado, sem que houvesse tempo para cancelar o evento. Sem o maestro, os participantes improvisaram um sarau de última hora, mas de primeira qualidade. Tivemos contações de histórias com as queridas Sueli e Neusa. Luciana nos presenteou com danças ciganas e dança do ventre. E para finalizar, Ivan nos encantou contando o mito grego de Narciso e Eco (vejam algumas fotos abaixo).

O maestro já está em casa recuperado e o evento, tão aguardado, foi reagendado para o dia 28 de outubro. Faça sua inscrição!

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Poesia que brota e pulsa

 

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O que pode acontecer quando meninos e meninas ficam livres pra brincar?

A experiência de conviver em um condomínio na cidade de São Paulo revela os encantamentos do que pode surgir na expressão espontânea dos brincantes.

Márcia, Gabriel e Victória, nos revelam a potência inventiva das escolhas e do interesse por conhecer e se encantar com as novidades do mundo. Com tempo livre se encontram e permanecem horas dedicados à coerência dos seus fazeres: brincar e inventar muitas histórias em um pequeno espaço que eles conquistaram pra conviver no condomínio.

Contrariando a máxima dos adultos, que afirmam que as crianças não brincam mais, os três munidos de uma velha mala com rodinhas repleta de objetos recolhidos do cotidiano, demonstram alegria e interação para transformar o que está disponível em investigação de beleza criativa.

Curiosos, incrementam suas descobertas com porções de farinha e ervas aromáticas vencidas, água, folhas secas, sementes, pedras e algumas flores recolhidas nos canteiros espalhados pelo condonímio.

Este encantamento vivido entre eles durou algumas semanas e os três, em autêntica dedicação, se envolveram em muitas descobertas: misturar, observar, dar forma e textura, esperar, interagir e detalhar a harmonia das coisas.

Nesse espaço de criação de vínculos e diálogos, inventaram a brincadeira do “Master Chef” como possibilidade de viver e se dedicar a criar pratos sonhados e na descoberta de aromas, formas e cores.

“Este é um bolo de morango. Uma delícia! Eu adoro morangos”, comenta Márcia.

Gabriel dispara “É o nosso Master Chef”. Nossos jurados? As plantas ué!

Já Victória fala sobre os desafios para dar forma às coisas: “A massa ficou um pouco mole para formar os bolinhos. Então, deixamos tudo no sol para ver o que acontecia. Esperamos e aí a massa endureceu. Depois enfeitamos os bolinhos assim”.

No posfácio do livro “Cozinhando no Quintal”, de Renata Meirelles, a nutricionista brasileira Neide Rigo escreve “É uma inspiração que todos deveriam ter ao lado, para nunca deixar morrer a delicadeza ligada ao que nos faz vivos: a comida de corpo e de alma”.

 

Eu, como observadora, me emocionei com a capacidade de concentração, a disposição para inventar, descobrir junto, conviver e se comunicar na recriação do espaço cultural e afetivo da casa. Brincar é preciso!

 

Lindalva Souza é arte-educadora de São Paulo e pesquisadora da área da infância e que também leva o crédito das fotos abaixo.

 

E atenção ao próximo evento aqui no Espaço Viveka:

A Serviço de Deus: a espiritualidade em J. S. Bach

com o Regente Rafael Vicole

Local: Sala Anita do Espaço Viveka

Data: Sábado, 16 de Setembro de 2017, das 19 às 21 horas

Para participar, entre em contato com a secretaria do Espaço Viveka pelos telefones: (11) 2295-7961 e 99225-2074.

 

Acompanhe as próximas atividades do Espaço Viveka, por meio do nosso site: www.espacoviveka.com.br – ou, se quiser, faça-nos uma visita, de segunda a sexta, das 14h às 20h. Estamos localizados na Rua Professora Sebastiana Silva Minhoto, 375 – próxima ao metrô Carrão, em São Paulo.

 

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Planejamento estratégico.

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Diversidade de material.

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Harmonia.

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Ingredientes e estética refinados.

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Ingredientes e estética refinados.

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Ingredientes e estética refinados.

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Márcia.

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E aqui está a foto da mediadora, Lindalva Souza!

Espaço Viveka em “Um Percurso Poético”

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“O que vivia dentro era um sonho. Contradições que a natureza criava: o invisível e o visível. As raízes da infância, inseparáveis de mim. Profundas mesmo. Vivia de costas para o realismo. Ao encontro da poesia”.  Esses trechos fazem parte dos registros de um importante artista pernambucano, que motivou a Equipe do Espaço Viveka a prestigiar suas obras na exposição “Cícero Dias: Um Percurso Poético 1907-2003”.

A visita foi realizada no dia 01 de julho e contou com a presença de um grupo de pessoas que, até então, dizia desconhecer a importância desse pintor brasileiro.

 

A exposição, que foi mediada pelas nossas arte-educadoras Léia M. Freire e Zilpa Magalhães, teve como propósito apresentar as obras desse grande artista, evidenciando sua relação com poetas e intelectuais, além de sua participação no circuito europeu. A mostra foi organizada em três núcleos principais: Brasil, Europa e Monsieur Dias – Uma vida em Paris -, cada um deles dividido em novos segmentos, propondo leituras cruzadas e simultâneas.

 

Cícero Dias nasceu no dia 5 de março de 1907, no Engenho Jundiá, município de Pernambuco. Aos treze anos de idade, mudou-se para o Rio de Janeiro e lá cursou arquitetura e pintura, na Escola Nacional de Belas Artes (ENBA, 1925). Não concluiu os estudos, decidiu-se pela pintura e aproximou-se de vários artistas modernistas como Di Cavalcanti, Ismael Nery, Murilo Mendes, Oswald de Andrade, entre tantos outros. Assim, nosso pintor tinha apenas quinze anos de idade quando aconteceu a “Semana de Arte Moderna” em São Paulo (1922). Mas, nessa mesma direção, juntamente com Gilberto Freyre e Manuel Bandeira, organizou o “Primeiro Congresso Afro-brasileiro”, um evento que consolidou o movimento modernista em Pernambuco (1929) e de igual repercussão.

Dois anos mais tarde, participou do Salão Revolucionário, na ENBA, apresentando a mais polêmica de suas obras, que chocou o público a ponto de rasgar boa parte do trabalho. Tratava-se de um painel de 15 metros de comprimento, em média, intitulado “Eu vi o mundo… ele começava no Recife”. A pintura, com centenas de figuras de diferentes tamanhos e situações, abordava as impressões do artista, de seu mundo interior, avizinhava-se da literatura de cordel, tão popular no nordeste brasileiro.

Como simpatizante do Partido Comunista, Cícero Dias foi preso em 1937, durante as pressões políticas do Estado Novo de Getúlio Vargas. Nessa ocasião, acabou por fixar-se em Paris, cidade em que viveu boa parte de sua trajetória artística, até que faleceu em 2003, aos noventa e cinco anos de idade. Foi na capital francesa que o crítico de arte André Salmon o descreveu como um “selvagem esplendidamente civilizado”, referindo-se à sua capacidade de unir a vida do engenho à vanguarda europeia.

Mas, com a França ocupada, em 1942 ele foi preso pelos nazistas, junto com um grupo de brasileiros (dentre eles o escritor Guimarães Rosa) e enviado a Baden-Baden, na Alemanha. Por fim, o governo brasileiro fez uma troca de espiões e ele foi libertado. Entre 1943 e 1945, viveu em Lisboa como Adido Cultural da Embaixada do Brasil.

Então, como tantos outros artistas do período pós-guerra, o pintor se distanciou da figuração e se aproximou dos abstracionistas, especialmente dos seguidores da vertente geométrica. Nesse caminho, afastou-se de modelos encontrados na natureza, ao mesmo tempo em que manteve a vibração de suas cores.

A partir dos anos 1960, Cícero retornou à figuração, às memórias de sua infância, criando uma atmosfera de sonhos ainda mais marcantes, sem abandonar as experimentações geométricas em ângulos e curvas. Foi um retorno esplêndido à sua juventude e às lembranças de sua terra natal, trazendo de volta o imaginário lírico combinado com imensa maturidade plástica.

 

Durante a visita organizada pela equipe do Espaço Viveka, que foi movida a investigações e descobertas, o grupo convidado mostrou-se encantado com as cores, formas e narrativas do artista, além de seu interesse em experimentar tendências tão diferentes.

 

Uma das participantes que marcou presença na exposição foi Maria Saki Shinohara, que se revelou perplexa, questionando o desconhecimento geral do nome desse artista no rol dos grandes e mais comentados da mídia. “Percebi um artista irreverente, inovador e transformador. Logo na entrada, vimos as aquarelas tratadas com a naturalidade das crianças, quando utilizam material tão singelo e desenhos sem precisão, mas com toda uma técnica para mostrar seu pensamento em relação às pessoas e lugares, e que foi melhor percebido em outras obras”, explica Saki. Na sequência, ela disse que percorreu cada sala, permitindo um contato com as diferentes fases do artista, inserido num momento da história que foi o pano de fundo para as transformações em seus quadros. E, para concluir, Saki fez um agradecimento à equipe do Espaço Viveka: “Quero agradecer a Viveka por mais este tour artístico, porque foi uma viagem no tempo e no espaço. Me senti num outro período da história através da arte”.

 

E atenção…

No mês de agosto Viveka no Museu será no MASP, onde veremos “Toulouse-Lautrec Em Vermelho”.  Aguarde o agendamento e… Participe!

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A Quinta Sinfonia de Beethoven no Espaço Viveka

 

19030347_1336697209710902_3613979357269288767_nNa tarde do dia 10 de junho, um atento grupo de pessoas compareceu à sala Anita do Espaço Viveka para vivenciar a emocionante composição musical que mudou a história da música ocidental. Trata-se da palestra ministrada pelo regente Rafael Vicole, que apresentou “A Dramaturgia Musical em Beethoven – Sinfonia do Destino”, da série: Degustação Musical. Essa série é mais uma das atividades promovidas pela equipe do Espaço Viveka e um dos principais focos do encontro foi desvendar o fio narrativo da sinfonia.

Rafael, que é regente do Coral Juvenil de Suzano e do Coral Adulto Fábrica de Cultura Vila Curuçá, iniciou a atividade mergulhando na biografia do compositor alemão (1770-1827), trazendo à tona algumas das suas angústias e triunfos, ao mesmo tempo em que ajudava a desenhar o panorama histórico – cultural daquele período. Nesse ambiente, ele lembrou que o artista mostrava ser uma pessoa triste, e que a surdez progressiva levou-o a isolar-se cada vez mais e a viver grandes depressões. Apesar disso, continuou a produzir grandes obras musicais, a exemplo da Sinfonia Nº 5, que se tornou uma das mais populares, das mais executadas até os tempos atuais.

Nesse ponto, à meia luz, o clima tornou-se propício para a degustação atenta: uma apresentação em áudio da própria Sinfonia, com aproximadamente 35 minutos de duração.

Rafael explicou, a seguir, que a poética musical tratada nesta obra demonstra um profundo conhecimento de dramaturgia, poesia e estrutura por parte do compositor. Simultaneamente construída com a Sexta Sinfonia, a “Pastoral” (tão diferentes e tão próximas), nosso regente mostrou que a 5ª Sinfonia é, antes de tudo, pulso e ritmo. E foi cantando e mostrando mesmo, através da projeção da partitura, indicando com seu “dedo-batuta”, como apenas quatro notas se repetem, formando um tema extraordinariamente simples, o famoso “tam-tam-tam-taaaam”.

Por último, ele abriu espaço para que os participantes fizessem perguntas e comentários, resultando em um momento de trocas perceptivas e também de novos aprendizados para todos.

Segundo a professora de Artes Visuais, Luciana Fernandes, a degustação foi realmente proveitosa. Em sua opinião, a atividade foi apresentada de maneira leve: “O regente Rafael conseguiu abrir-nos para um novo olhar, uma nova forma de ouvir, ver e sentir a música. Foi desconstruindo e oferecendo um caminho novo para o sentir da música de Beethoven” explica ela, ao dizer na sequência, que o que mais marcou na apresentação foi como ele conseguiu expor algo tão complexo, de forma tão acessível. “Foi surpreendente. Agradeço a equipe do Espaço Viveka por essas aulas e demais atividades que são sempre uma surpresa, tão criativas e consistentes, cheias de sensibilidade”.

 

Sobre Rafael Vicole: além de regente do Coral Juvenil de Suzano, Coral Adulto Fábrica de Cultura Vila Curuçá com qual gravou um CD com pesquisa de músicas folclóricas – é também diretor artístico e regente titular da Orquestra Acadêmica de Suzano e Sinfonietta Paulista. Já esteve à frente de orquestras como Filarmônica Bohuslav Martinu (República Tcheca), Filarmônica de Goiás, Sinfônica do Civebra (Distrito Federal) e OSUSP. Além de ter sido regente titular da Orquestra de Repertório Manfredo de Vincenzo (orquestra do conservatório Villa-Lobos)

 

E atenção ao nosso próximo evento: Viveka no Museu

Exposição: “Cícero Dias – Um Percurso Poético”

Local: Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB-SP), Rua Álvares Penteado, 112,Centro

Data: sábado, dia 01 de julho de 2017, às 10 horas.

Ingressos livres no local.

Mediação: Léia M. Freire e Zilpa Magalhães.

Ponto de encontro: em frente à entrada principal do museu.

Para participar, entre em contato com a secretaria do Espaço Viveka pelos telefones: (11) 2295-7961 e 99225-2074.

 

Acompanhe as próximas atividades do Espaço Viveka, por meio do nosso site: www.espacoviveka.com.br – ou, se quiser, faça-nos uma visita, de segunda a sexta, das 14h às 20h. Estamos localizados na Rua Professora Sebastiana Silva Minhoto, 375 – próxima ao metrô Carrão, em São Paulo.

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Autismo foi tema de palestra no Espaço Viveka

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Renata Magalhães, uma das profissionais do Espaço Viveka e estudante do sexto ano de psicologia, deu inicio à última palestra realizada no local, no sábado, dia 6 de maio. Através de slides, ela mostrou aos participantes do evento as atividades realizadas cotidianamente no Espaço, como os ateliês e as psicoterapias, além de indicar os cursos que ocorrerão em breve. A seguir, ela passou a palavra para a palestrante Cynthia M. Magalhães, psicóloga que possui especialização em psicopedagogia e neuropsicologia, que debateu sobre: “O Brincar na Clínica com Crianças Autistas”. O tema foi escolhido em função da complexidade do assunto.

 

Na oportunidade, Cynthia lembrou que, desde sua formação, sempre trabalhou com casos de Transtornos do Desenvolvimento, em função de seu interesse no entendimento da criança como um todo. “Costumo dizer que gosto de olhar essas crianças como um todo, deixando de olhar apenas a parte comportamental, ou familiar, ou social por exemplo”, conta.  Seu foco atual está voltado para o autismo, lembrando que as pessoas com este transtorno têm grande dificuldade de focar o olhar e, portanto, montar o todo, por isso a dificuldade em olhar nos olhos, característica presente no TEA (Transtorno do Espectro Autista).

 

Ela explica que, a partir da última edição do Manual de Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais, o chamado DSM, em sua quinta edição, é que foi feita toda a mudança para o termo TEA. Isto porque, até a edição anterior, este transtorno era caracterizado como um Transtorno Global do Desenvolvimento (TGD), passando agora a ser especificado em separado, como Espectro com seus diferentes graus.

 

Cynthia destaca que boa parte dos casos de autismo tem relação com o sistema neurológico, ou seja, o cérebro não completa as sinapses, diferentemente das crianças com desenvolvimento típico. Existem, segundo ela, outros estudos ligados à questão alimentar e cultural, porém não é o foco dado pela palestrante. Outro fator é a questão ambiental, pois quando o ambiente se mostra empobrecido (com poucos estímulos tanto culturais como nutricionais), há possibilidade do transtorno também ser desenvolvido.  “Muitas vezes é necessário que a gente cuide desses fatores para nos cercarmos de diversos cuidados, para que algumas crianças não venham a desenvolver o autismo”, adverte ela, que completa dizendo que, em alguns casos, o TEA está associado também a doenças pré-existentes da mãe durante a gestação, a exemplo da toxoplasmose.

 

Cynthia esclarece que as crianças com autismo têm um comportamento atípico, consequência do desenvolvimento que ocorre de forma singular, gerando uma dificuldade na socialização e na comunicação. “A prevalência em desenvolver o autismo é mais em meninos do que em meninas. No total são 63% de crianças autistas no mundo todo”, descreve ela, ao dizer que esse número cresceu muito nos últimos anos, mas a pergunta que se faz é: cresceu o número de autistas, ou foi o número de diagnósticos que cresceu?

 

“As formas de aprendizado” foram outro assunto debatido pela psicóloga, que explica que as crianças autistas aprendem sim, só que de uma forma diferente. Segundo ela, primeiro precisamos aprender qual é o interesse dessa criança, do que ela gosta, e também que “isso não deveria ser dirigido apenas aos autistas, mas a todas as demais crianças”. Ela diz ainda que o aprendizado envolve principalmente fatores ambientais. As crianças dentro do Espectro precisam ter algo a mais, que desperte nela a interação por meio de uma real aprendizagem. “Elas têm grande dificuldade de interagir com o meio, mas é possível criar um vínculo, fazer uma aliança com ela para que haja essa interação”, ressalta, “pois é nessa interação com o outro que elas se reconhecem e, portanto, conseguem aprender”.

 

O aprendizado, segundo a psicóloga, ocorre principalmente por meio do visual. “Por isso”, explica, “é preciso adaptar o material pedagógico, sempre de forma visual. Depois, o trabalho pode ser feito com as letras, as frases e as figuras, apesar de que o olhar delas sempre foge, assim é necessário ensinar a olhar para compreender o que está sendo proposto”, conclui.

 

O tratamento do TEA é multidisciplinar, mas a Psicoterapia Cognitiva Comportamental desenvolveu alguns métodos específicos para trabalhar com esta população, a exemplo, do Denver. A interação e o brincar no autismo foram outros temas debatidos pela profissional, que encerrou a atividade com a apresentação de alguns vídeos, brincadeiras e jogos, que podem ser propostos a essas crianças.

 

Durante a atividade também foi proposto aos participantes responder o que representa e qual a importância do brincar na vida das crianças. As respostas surpreenderam a todos.

 

O arte-educador Carlos Henrique disse que seu interesse em participar da palestra foi mais pessoal, porque futuramente quer trabalhar com pessoas que têm necessidades especiais.  “O que mais gostei da atividade foi a oportunidade das pessoas conversarem sobre o assunto, e interagirem durante a palestra. Isso faz com que surjam questões pertinentes. Outra coisa que achei interessante é o indagar que as pessoas têm com relação ao brincar com as crianças autistas”, afirma Carlos que elogiou a iniciativa do debate.

 

Na opinião de Andreia Maria da Silva, o tema “brincar” chamou sua atenção. “O brincar é muito importante para a criança, pois ela internaliza as emoções, conhece e aprende com o mundo. A criança autista possui algumas limitações e por meio do brincar, conseguem se sociabilizar e interagir com as outras. Ela tem esse direito como todas as demais” enfatiza. E concluiu dizendo que gostou dos vídeos e que desconhecia alguns métodos apresentados por Cynthia.

 

A psicanalista Erminia Herrero disse que sempre foi apaixonada pelo tema autismo. “A palestra atendeu bem as minhas expectativas. Tive um bom parâmetro para observar a partir de agora com mais atenção para as crianças autistas”, conclui ao lembrar que seu interesse em participar da atividade é em função também de ter um familiar com diagnóstico de autismo.

 

Mais atividades vêm por aí

 

No sábado do dia 03 de junho, a Psicóloga Dra. Aceli de Assis Magalhães promoverá um encontro de Iniciação à Leitura de Símbolos: uma introdução à leitura de alguns dos símbolos presentes em sonhos, desenhos, narrativas e imagens em geral.

O trabalho será desenvolvido em duas etapas: pela manhã, das 9h30 às 12h30, Introdução às Linguagens Simbólicas; à tarde, das 14h30 às 17h30, exercícios práticos de leitura de imagens.

O encontro é voltado para profissionais e estudantes das áreas de psicologia, educadores, artistas e estudantes de arte, além de interessados em geral.

 

Participe!

 

É necessário realizar inscrição antecipadamente, pelo telefone (11) 2295-7961, a partir das 14h. O Espaço Viveka  fica localizado na Rua Professora Sebastiana Silva Minhoto, 375 – próxima ao metrô Carrão, em São Paulo. Outras informações podem ser obtidas também pelo telefone: (11) 99225-2074.

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Curta-metragem é gravado no Espaço Viveka

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De 21 a 23 de abril, a equipe da Viveka cedeu espaço para as gravações de um curta-metragem chamado Estatística, criado pela Kombi Verde Produções, que surgiu de um grupo de quatro amigos. A proposta dos jovens é dar voz à minoria, tratando de assuntos tabus e exaltando a cultura brasileira.

As filmagens do Estatística feitas na Viveka fazem parte do trabalho de TCC (Trabalho de Conclusão de Curso), dos alunos Bruna Brino, Kaique Guimarães Martins, Pedro Henrique Silva e Stheffany Fernanda, que se conheceram no curso de Produção de Áudio e Vídeo da ETEC Jornalista Roberto Marinho em 2015 (Centro Paula Souza).

Bruna Brino conta que toda a equipe de produção e os atores ficaram durante os três dias hospedados na própria Viveka. A alimentação do grupo ficou por conta do Benedire Café e Livraria (localizado na cidade de Jacareí/SP), que gentilmente doou os alimentos, que foram preparados naquele local.

Segundo Bruna, foram três dias de trabalho intenso, mas ela recorda que o grupo também se divertiu e elogiou o Espaço Viveka. “Nós gostamos da decoração, principalmente do Ateliê de Pintura e Cerâmica, que são utilizados pelas arte-educadoras Zilpa Magalhães e Léia M. Freire”, esclarece a jovem que tem 20 anos.

Ela explica que esse é o terceiro trabalho feito pelo grupo, que terá ainda mais dois meses para finalizar a edição. A primeira exibição será feita no Sunrise, o Festival da ETEC, onde são apresentados todos os TCCs dos estudantes e geralmente exibidos ao longo de cada semestre.

Bruna diz que a ideia é também fazer uma apresentação do curta-metragem, que tem duração de 20 minutos, aqui no Espaço Viveka para alguns convidados, amigos e familiares.

O projeto Estatística conta a história de Brenda, que é casada com Marcus e vive em um relacionamento abusivo. Ela descobre que está grávida e tem medo da reação do marido. Decide então guardar segredo, porém coisas estranhas começam a acontecer enquanto está sozinha, fazendo com que se sinta perseguida dentro de sua própria casa.

“O tema foi escolhido pela necessidade de falar sobre agressão doméstica e relação abusiva de uma forma real, sem estereótipos, pois todos do grupo já presenciaram ou conhecem alguém que está passando, ou passou por alguma relação assim”, conclui Brino.

Enquanto aguardamos a exibição do Estatística, que tal dar uma conferida na página do Facebook da Kombi Verde Produções para assistir algumas das 36 cenas feitas por aqui. Ajude a divulgar esse projeto. Basta clicar no link abaixo:

https://www.facebook.com/kombiverdeproducoes/

 

O brincar na clínica com crianças autistas é a próxima atividade

No sábado, dia 6 de maio, a partir das 14h30, a psicóloga Cynthia M. Magalhães, que possui especialização em psicopedagogia e neuropsicologia, com enfoque em transtornos do desenvolvimento, irá palestrar sobre o brincar na clínica com crianças autistas.

A proposta, segundo ela, é conversar sobre as formas de brincar e maneiras de tornar a brincadeira funcional para a criança autista.  O evento será gratuito, voltado para estudantes e profissionais da área e interessados em geral.  Participe!

É necessário realizar inscrição antecipadamente com a Jacqueline no telefone (11) 2295-7961, a partir das 14h. O Espaço Viveka fica localizado na Rua Professora Sebastiana Silva Minhoto, 375 – próxima ao metrô Carrão, em São Paulo. Outras informações podem ser obtidas também pelo telefone: (11) 99225-2074.

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Viveka e as emoções vividas no Rio de Janeiro.

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De 13 a 16 de abril a equipe do Espaço Viveka, juntamente com um grupo de mais de vinte pessoas, realizou uma viagem com destino à cidade do Rio de Janeiro. Trata-se da série Percepções Urbanas: “Arte, Arquitetura e Paisagismo”, com roteiro construído pelo professor Luís Octávio Rocha, que conduziu os participantes a uma proposta encantadora e cheia de emoções, além de incentivar a troca de experiências de vida entre os integrantes do grupo. O passeio também contou com a participação de pessoas vindas de Curitiba (PR), Campinas (SP) e da própria cidade do Rio de Janeiro.

Na oportunidade, os participantes conheceram alguns espaços com arquitetura inovadora, contracenando com prédios históricos e, é claro, a natureza exuberante daquela cidade, que despertou sensações e emoções. O percurso foi iniciado no Outeiro da Glória, seguindo depois ao VLT (Veículo Leve Sobre Trilhos), em direção ao Terminal Santos Dumont; Região Portuária (Porto Maravilha); Visita ao Museu do Amanhã, um projeto de Santiago Calatrava; Museu de Arte do Rio (MAR) e o Sitio Burle Marx, em Guaratiba. Aqui muitos dos nossos turistas mostraram-se atraídos pelo brilho das plantas, pelas gamas de cores e formas dos jardins, tudo em aberto diálogo com a paisagem e a arquitetura do lugar. Ao desvendarem a pluralidade das contribuições culturais de Roberto Burle Marx (1909-1994), mencionaram a incrível coerência desse arquiteto-paisagista, que transitou por tantos materiais diferentes, além de arrebanhar peças de arte de outros tempos e localidades.

Os participantes também conheceram a Cidade das Artes, do arquiteto Christian de Portzamparc; a Escadaria Selarón e o Parque das Ruínas, em Santa Tereza, que permitiu ao grupo assistir a um lindo pôr do sol com música ao vivo.

No encerramento, que ocorreu no domingo (16/4), um dos passeios foi o da Balsa para o MAC de Niterói, culminando com um saboroso almoço na residência do casal Walsey e Leila, que também participou do passeio. O grupo ficou maravilhado com tanta dedicação e carinho.

 

Na opinião de Adriana Fernandes, a viagem foi maravilhosa. “Vi florescer todo o conhecimento que adquiri com minha mestra Zilpa e todos os demais da Viveka. Amei todos os lugares. O Sítio Burle Marx foi fantástico, principalmente por conhecer a vida dele e o presente que ele nos deixou. A Escadaria Selarón foi uma surpresa viva e pulsante”, conta Adriana.

Outra participante que ficou encantada com o passeio foi a Paulinha, eximia conhecedora de cinema e Rock. “Nós fomos dignos de prêmios em Cannes, Veneza e Berlim. Também foi genial conhecer um grupo de pessoas tão diferentes, que se integraram com tanto carinho”.

 

Quem também marcou presença foi a Lu Fernandes, que elogiou o roteiro. “Não dá para destacar algo em especifico, porque os contrapontos foram incríveis e necessários, mas o êxtase foi o Burle Marx, seguido de mais um: a Igreja da Candelária”, descreve ela ao dizer na sequência que fazia muitos anos que não frequentava o Espaço Viveka.

 

“Foram dias especiais. Vivenciamos novos modos de estar no mundo, de ver, de sentir e perceber”, destaca a professora de Filosofia da Faculdade Estadual do Paraná, Stela Maris da Silva, que veio especialmente da cidade de Curitiba acompanhada de sua neta.

 

Já na opinião da Cláudia Barbosa, o passeio foi um misto de sensações e descobertas de lugares, ao lado de pessoas com múltiplas formações. “Vivenciar locais, apenas vistos em fotos e televisão, é como voltar a ser criança. É aprender de verdade. Encantamento com o potencial da natureza e do humano. Agregando criatividade imaginária, criando espaços de vida integrada, gerando cultura a quem transita pelos espaços”, explica ela ao parabenizar as contribuições do professor Luís Octávio e das nossas arte-educadoras Léia M. Freire e Zilpa Magalhães. “Eles foram sendo o arremate ao meu olhar curioso por tantas belezas. Que bom seria se muitas pessoas pudessem ter uma oportunidade como esta. Grata por tudo e por todos os envolvidos”.

A proposta do passeio, segundo o casal Arlene e Nivaldo Fraile, esteve focada em lugares de grande importância arquitetônica. Contudo, para eles, as melhores impressões foram marcadas pela troca e interação do grupo, desde as observações e vivências com as pessoas, com o espaço físico, com o entorno, com o fluir das informações e das emoções. “Foi um verdadeiro espetáculo. Foge do lugar comum de roteiros totalmente convencionais, “turísticos”, e muitas vezes desinteressantes”, descreve Arlene ao fazer uma citação sobre o último dia: “Fomos todos convidados a participar de um almoço na casa de pessoas muito queridas, que nos acolheram com muito carinho”.

E para finalizar esse texto, apresentamos abaixo um haikai feito por uma das participantes, a poetisa Katia Marchese, que agradece em especial a equipe do Espaço Viveka: “A vocês que nos unem, deixo aqui uns versos de pés quebrados para agradecer a vivência”.

Visitações:

Ruinas, demolições

Pedras da cantaria.

Germina flor burlesca

Aos pés dos nossos olhos

Os jardins da resistência.

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