Espaço Viveka em “Um Percurso Poético”

Cicero Dias - Brincadeira de crianças

“O que vivia dentro era um sonho. Contradições que a natureza criava: o invisível e o visível. As raízes da infância, inseparáveis de mim. Profundas mesmo. Vivia de costas para o realismo. Ao encontro da poesia”.  Esses trechos fazem parte dos registros de um importante artista pernambucano, que motivou a Equipe do Espaço Viveka a prestigiar suas obras na exposição “Cícero Dias: Um Percurso Poético 1907-2003”.

A visita foi realizada no dia 01 de julho e contou com a presença de um grupo de pessoas que, até então, dizia desconhecer a importância desse pintor brasileiro.

 

A exposição, que foi mediada pelas nossas arte-educadoras Léia M. Freire e Zilpa Magalhães, teve como propósito apresentar as obras desse grande artista, evidenciando sua relação com poetas e intelectuais, além de sua participação no circuito europeu. A mostra foi organizada em três núcleos principais: Brasil, Europa e Monsieur Dias – Uma vida em Paris -, cada um deles dividido em novos segmentos, propondo leituras cruzadas e simultâneas.

 

Cícero Dias nasceu no dia 5 de março de 1907, no Engenho Jundiá, município de Pernambuco. Aos treze anos de idade, mudou-se para o Rio de Janeiro e lá cursou arquitetura e pintura, na Escola Nacional de Belas Artes (ENBA, 1925). Não concluiu os estudos, decidiu-se pela pintura e aproximou-se de vários artistas modernistas como Di Cavalcanti, Ismael Nery, Murilo Mendes, Oswald de Andrade, entre tantos outros. Assim, nosso pintor tinha apenas quinze anos de idade quando aconteceu a “Semana de Arte Moderna” em São Paulo (1922). Mas, nessa mesma direção, juntamente com Gilberto Freyre e Manuel Bandeira, organizou o “Primeiro Congresso Afro-brasileiro”, um evento que consolidou o movimento modernista em Pernambuco (1929) e de igual repercussão.

Dois anos mais tarde, participou do Salão Revolucionário, na ENBA, apresentando a mais polêmica de suas obras, que chocou o público a ponto de rasgar boa parte do trabalho. Tratava-se de um painel de 15 metros de comprimento, em média, intitulado “Eu vi o mundo… ele começava no Recife”. A pintura, com centenas de figuras de diferentes tamanhos e situações, abordava as impressões do artista, de seu mundo interior, avizinhava-se da literatura de cordel, tão popular no nordeste brasileiro.

Como simpatizante do Partido Comunista, Cícero Dias foi preso em 1937, durante as pressões políticas do Estado Novo de Getúlio Vargas. Nessa ocasião, acabou por fixar-se em Paris, cidade em que viveu boa parte de sua trajetória artística, até que faleceu em 2003, aos noventa e cinco anos de idade. Foi na capital francesa que o crítico de arte André Salmon o descreveu como um “selvagem esplendidamente civilizado”, referindo-se à sua capacidade de unir a vida do engenho à vanguarda europeia.

Mas, com a França ocupada, em 1942 ele foi preso pelos nazistas, junto com um grupo de brasileiros (dentre eles o escritor Guimarães Rosa) e enviado a Baden-Baden, na Alemanha. Por fim, o governo brasileiro fez uma troca de espiões e ele foi libertado. Entre 1943 e 1945, viveu em Lisboa como Adido Cultural da Embaixada do Brasil.

Então, como tantos outros artistas do período pós-guerra, o pintor se distanciou da figuração e se aproximou dos abstracionistas, especialmente dos seguidores da vertente geométrica. Nesse caminho, afastou-se de modelos encontrados na natureza, ao mesmo tempo em que manteve a vibração de suas cores.

A partir dos anos 1960, Cícero retornou à figuração, às memórias de sua infância, criando uma atmosfera de sonhos ainda mais marcantes, sem abandonar as experimentações geométricas em ângulos e curvas. Foi um retorno esplêndido à sua juventude e às lembranças de sua terra natal, trazendo de volta o imaginário lírico combinado com imensa maturidade plástica.

 

Durante a visita organizada pela equipe do Espaço Viveka, que foi movida a investigações e descobertas, o grupo convidado mostrou-se encantado com as cores, formas e narrativas do artista, além de seu interesse em experimentar tendências tão diferentes.

 

Uma das participantes que marcou presença na exposição foi Maria Saki Shinohara, que se revelou perplexa, questionando o desconhecimento geral do nome desse artista no rol dos grandes e mais comentados da mídia. “Percebi um artista irreverente, inovador e transformador. Logo na entrada, vimos as aquarelas tratadas com a naturalidade das crianças, quando utilizam material tão singelo e desenhos sem precisão, mas com toda uma técnica para mostrar seu pensamento em relação às pessoas e lugares, e que foi melhor percebido em outras obras”, explica Saki. Na sequência, ela disse que percorreu cada sala, permitindo um contato com as diferentes fases do artista, inserido num momento da história que foi o pano de fundo para as transformações em seus quadros. E, para concluir, Saki fez um agradecimento à equipe do Espaço Viveka: “Quero agradecer a Viveka por mais este tour artístico, porque foi uma viagem no tempo e no espaço. Me senti num outro período da história através da arte”.

 

E atenção…

No mês de agosto Viveka no Museu será no MASP, onde veremos “Toulouse-Lautrec Em Vermelho”.  Aguarde o agendamento e… Participe!

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A Quinta Sinfonia de Beethoven no Espaço Viveka

 

19030347_1336697209710902_3613979357269288767_nNa tarde do dia 10 de junho, um atento grupo de pessoas compareceu à sala Anita do Espaço Viveka para vivenciar a emocionante composição musical que mudou a história da música ocidental. Trata-se da palestra ministrada pelo regente Rafael Vicole, que apresentou “A Dramaturgia Musical em Beethoven – Sinfonia do Destino”, da série: Degustação Musical. Essa série é mais uma das atividades promovidas pela equipe do Espaço Viveka e um dos principais focos do encontro foi desvendar o fio narrativo da sinfonia.

Rafael, que é regente do Coral Juvenil de Suzano e do Coral Adulto Fábrica de Cultura Vila Curuçá, iniciou a atividade mergulhando na biografia do compositor alemão (1770-1827), trazendo à tona algumas das suas angústias e triunfos, ao mesmo tempo em que ajudava a desenhar o panorama histórico – cultural daquele período. Nesse ambiente, ele lembrou que o artista mostrava ser uma pessoa triste, e que a surdez progressiva levou-o a isolar-se cada vez mais e a viver grandes depressões. Apesar disso, continuou a produzir grandes obras musicais, a exemplo da Sinfonia Nº 5, que se tornou uma das mais populares, das mais executadas até os tempos atuais.

Nesse ponto, à meia luz, o clima tornou-se propício para a degustação atenta: uma apresentação em áudio da própria Sinfonia, com aproximadamente 35 minutos de duração.

Rafael explicou, a seguir, que a poética musical tratada nesta obra demonstra um profundo conhecimento de dramaturgia, poesia e estrutura por parte do compositor. Simultaneamente construída com a Sexta Sinfonia, a “Pastoral” (tão diferentes e tão próximas), nosso regente mostrou que a 5ª Sinfonia é, antes de tudo, pulso e ritmo. E foi cantando e mostrando mesmo, através da projeção da partitura, indicando com seu “dedo-batuta”, como apenas quatro notas se repetem, formando um tema extraordinariamente simples, o famoso “tam-tam-tam-taaaam”.

Por último, ele abriu espaço para que os participantes fizessem perguntas e comentários, resultando em um momento de trocas perceptivas e também de novos aprendizados para todos.

Segundo a professora de Artes Visuais, Luciana Fernandes, a degustação foi realmente proveitosa. Em sua opinião, a atividade foi apresentada de maneira leve: “O regente Rafael conseguiu abrir-nos para um novo olhar, uma nova forma de ouvir, ver e sentir a música. Foi desconstruindo e oferecendo um caminho novo para o sentir da música de Beethoven” explica ela, ao dizer na sequência, que o que mais marcou na apresentação foi como ele conseguiu expor algo tão complexo, de forma tão acessível. “Foi surpreendente. Agradeço a equipe do Espaço Viveka por essas aulas e demais atividades que são sempre uma surpresa, tão criativas e consistentes, cheias de sensibilidade”.

 

Sobre Rafael Vicole: além de regente do Coral Juvenil de Suzano, Coral Adulto Fábrica de Cultura Vila Curuçá com qual gravou um CD com pesquisa de músicas folclóricas – é também diretor artístico e regente titular da Orquestra Acadêmica de Suzano e Sinfonietta Paulista. Já esteve à frente de orquestras como Filarmônica Bohuslav Martinu (República Tcheca), Filarmônica de Goiás, Sinfônica do Civebra (Distrito Federal) e OSUSP. Além de ter sido regente titular da Orquestra de Repertório Manfredo de Vincenzo (orquestra do conservatório Villa-Lobos)

 

E atenção ao nosso próximo evento: Viveka no Museu

Exposição: “Cícero Dias – Um Percurso Poético”

Local: Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB-SP), Rua Álvares Penteado, 112,Centro

Data: sábado, dia 01 de julho de 2017, às 10 horas.

Ingressos livres no local.

Mediação: Léia M. Freire e Zilpa Magalhães.

Ponto de encontro: em frente à entrada principal do museu.

Para participar, entre em contato com a secretaria do Espaço Viveka pelos telefones: (11) 2295-7961 e 99225-2074.

 

Acompanhe as próximas atividades do Espaço Viveka, por meio do nosso site: www.espacoviveka.com.br – ou, se quiser, faça-nos uma visita, de segunda a sexta, das 14h às 20h. Estamos localizados na Rua Professora Sebastiana Silva Minhoto, 375 – próxima ao metrô Carrão, em São Paulo.

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Autismo foi tema de palestra no Espaço Viveka

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Renata Magalhães, uma das profissionais do Espaço Viveka e estudante do sexto ano de psicologia, deu inicio à última palestra realizada no local, no sábado, dia 6 de maio. Através de slides, ela mostrou aos participantes do evento as atividades realizadas cotidianamente no Espaço, como os ateliês e as psicoterapias, além de indicar os cursos que ocorrerão em breve. A seguir, ela passou a palavra para a palestrante Cynthia M. Magalhães, psicóloga que possui especialização em psicopedagogia e neuropsicologia, que debateu sobre: “O Brincar na Clínica com Crianças Autistas”. O tema foi escolhido em função da complexidade do assunto.

 

Na oportunidade, Cynthia lembrou que, desde sua formação, sempre trabalhou com casos de Transtornos do Desenvolvimento, em função de seu interesse no entendimento da criança como um todo. “Costumo dizer que gosto de olhar essas crianças como um todo, deixando de olhar apenas a parte comportamental, ou familiar, ou social por exemplo”, conta.  Seu foco atual está voltado para o autismo, lembrando que as pessoas com este transtorno têm grande dificuldade de focar o olhar e, portanto, montar o todo, por isso a dificuldade em olhar nos olhos, característica presente no TEA (Transtorno do Espectro Autista).

 

Ela explica que, a partir da última edição do Manual de Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais, o chamado DSM, em sua quinta edição, é que foi feita toda a mudança para o termo TEA. Isto porque, até a edição anterior, este transtorno era caracterizado como um Transtorno Global do Desenvolvimento (TGD), passando agora a ser especificado em separado, como Espectro com seus diferentes graus.

 

Cynthia destaca que boa parte dos casos de autismo tem relação com o sistema neurológico, ou seja, o cérebro não completa as sinapses, diferentemente das crianças com desenvolvimento típico. Existem, segundo ela, outros estudos ligados à questão alimentar e cultural, porém não é o foco dado pela palestrante. Outro fator é a questão ambiental, pois quando o ambiente se mostra empobrecido (com poucos estímulos tanto culturais como nutricionais), há possibilidade do transtorno também ser desenvolvido.  “Muitas vezes é necessário que a gente cuide desses fatores para nos cercarmos de diversos cuidados, para que algumas crianças não venham a desenvolver o autismo”, adverte ela, que completa dizendo que, em alguns casos, o TEA está associado também a doenças pré-existentes da mãe durante a gestação, a exemplo da toxoplasmose.

 

Cynthia esclarece que as crianças com autismo têm um comportamento atípico, consequência do desenvolvimento que ocorre de forma singular, gerando uma dificuldade na socialização e na comunicação. “A prevalência em desenvolver o autismo é mais em meninos do que em meninas. No total são 63% de crianças autistas no mundo todo”, descreve ela, ao dizer que esse número cresceu muito nos últimos anos, mas a pergunta que se faz é: cresceu o número de autistas, ou foi o número de diagnósticos que cresceu?

 

“As formas de aprendizado” foram outro assunto debatido pela psicóloga, que explica que as crianças autistas aprendem sim, só que de uma forma diferente. Segundo ela, primeiro precisamos aprender qual é o interesse dessa criança, do que ela gosta, e também que “isso não deveria ser dirigido apenas aos autistas, mas a todas as demais crianças”. Ela diz ainda que o aprendizado envolve principalmente fatores ambientais. As crianças dentro do Espectro precisam ter algo a mais, que desperte nela a interação por meio de uma real aprendizagem. “Elas têm grande dificuldade de interagir com o meio, mas é possível criar um vínculo, fazer uma aliança com ela para que haja essa interação”, ressalta, “pois é nessa interação com o outro que elas se reconhecem e, portanto, conseguem aprender”.

 

O aprendizado, segundo a psicóloga, ocorre principalmente por meio do visual. “Por isso”, explica, “é preciso adaptar o material pedagógico, sempre de forma visual. Depois, o trabalho pode ser feito com as letras, as frases e as figuras, apesar de que o olhar delas sempre foge, assim é necessário ensinar a olhar para compreender o que está sendo proposto”, conclui.

 

O tratamento do TEA é multidisciplinar, mas a Psicoterapia Cognitiva Comportamental desenvolveu alguns métodos específicos para trabalhar com esta população, a exemplo, do Denver. A interação e o brincar no autismo foram outros temas debatidos pela profissional, que encerrou a atividade com a apresentação de alguns vídeos, brincadeiras e jogos, que podem ser propostos a essas crianças.

 

Durante a atividade também foi proposto aos participantes responder o que representa e qual a importância do brincar na vida das crianças. As respostas surpreenderam a todos.

 

O arte-educador Carlos Henrique disse que seu interesse em participar da palestra foi mais pessoal, porque futuramente quer trabalhar com pessoas que têm necessidades especiais.  “O que mais gostei da atividade foi a oportunidade das pessoas conversarem sobre o assunto, e interagirem durante a palestra. Isso faz com que surjam questões pertinentes. Outra coisa que achei interessante é o indagar que as pessoas têm com relação ao brincar com as crianças autistas”, afirma Carlos que elogiou a iniciativa do debate.

 

Na opinião de Andreia Maria da Silva, o tema “brincar” chamou sua atenção. “O brincar é muito importante para a criança, pois ela internaliza as emoções, conhece e aprende com o mundo. A criança autista possui algumas limitações e por meio do brincar, conseguem se sociabilizar e interagir com as outras. Ela tem esse direito como todas as demais” enfatiza. E concluiu dizendo que gostou dos vídeos e que desconhecia alguns métodos apresentados por Cynthia.

 

A psicanalista Erminia Herrero disse que sempre foi apaixonada pelo tema autismo. “A palestra atendeu bem as minhas expectativas. Tive um bom parâmetro para observar a partir de agora com mais atenção para as crianças autistas”, conclui ao lembrar que seu interesse em participar da atividade é em função também de ter um familiar com diagnóstico de autismo.

 

Mais atividades vêm por aí

 

No sábado do dia 03 de junho, a Psicóloga Dra. Aceli de Assis Magalhães promoverá um encontro de Iniciação à Leitura de Símbolos: uma introdução à leitura de alguns dos símbolos presentes em sonhos, desenhos, narrativas e imagens em geral.

O trabalho será desenvolvido em duas etapas: pela manhã, das 9h30 às 12h30, Introdução às Linguagens Simbólicas; à tarde, das 14h30 às 17h30, exercícios práticos de leitura de imagens.

O encontro é voltado para profissionais e estudantes das áreas de psicologia, educadores, artistas e estudantes de arte, além de interessados em geral.

 

Participe!

 

É necessário realizar inscrição antecipadamente, pelo telefone (11) 2295-7961, a partir das 14h. O Espaço Viveka  fica localizado na Rua Professora Sebastiana Silva Minhoto, 375 – próxima ao metrô Carrão, em São Paulo. Outras informações podem ser obtidas também pelo telefone: (11) 99225-2074.

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Curta-metragem é gravado no Espaço Viveka

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De 21 a 23 de abril, a equipe da Viveka cedeu espaço para as gravações de um curta-metragem chamado Estatística, criado pela Kombi Verde Produções, que surgiu de um grupo de quatro amigos. A proposta dos jovens é dar voz à minoria, tratando de assuntos tabus e exaltando a cultura brasileira.

As filmagens do Estatística feitas na Viveka fazem parte do trabalho de TCC (Trabalho de Conclusão de Curso), dos alunos Bruna Brino, Kaique Guimarães Martins, Pedro Henrique Silva e Stheffany Fernanda, que se conheceram no curso de Produção de Áudio e Vídeo da ETEC Jornalista Roberto Marinho em 2015 (Centro Paula Souza).

Bruna Brino conta que toda a equipe de produção e os atores ficaram durante os três dias hospedados na própria Viveka. A alimentação do grupo ficou por conta do Benedire Café e Livraria (localizado na cidade de Jacareí/SP), que gentilmente doou os alimentos, que foram preparados naquele local.

Segundo Bruna, foram três dias de trabalho intenso, mas ela recorda que o grupo também se divertiu e elogiou o Espaço Viveka. “Nós gostamos da decoração, principalmente do Ateliê de Pintura e Cerâmica, que são utilizados pelas arte-educadoras Zilpa Magalhães e Léia M. Freire”, esclarece a jovem que tem 20 anos.

Ela explica que esse é o terceiro trabalho feito pelo grupo, que terá ainda mais dois meses para finalizar a edição. A primeira exibição será feita no Sunrise, o Festival da ETEC, onde são apresentados todos os TCCs dos estudantes e geralmente exibidos ao longo de cada semestre.

Bruna diz que a ideia é também fazer uma apresentação do curta-metragem, que tem duração de 20 minutos, aqui no Espaço Viveka para alguns convidados, amigos e familiares.

O projeto Estatística conta a história de Brenda, que é casada com Marcus e vive em um relacionamento abusivo. Ela descobre que está grávida e tem medo da reação do marido. Decide então guardar segredo, porém coisas estranhas começam a acontecer enquanto está sozinha, fazendo com que se sinta perseguida dentro de sua própria casa.

“O tema foi escolhido pela necessidade de falar sobre agressão doméstica e relação abusiva de uma forma real, sem estereótipos, pois todos do grupo já presenciaram ou conhecem alguém que está passando, ou passou por alguma relação assim”, conclui Brino.

Enquanto aguardamos a exibição do Estatística, que tal dar uma conferida na página do Facebook da Kombi Verde Produções para assistir algumas das 36 cenas feitas por aqui. Ajude a divulgar esse projeto. Basta clicar no link abaixo:

https://www.facebook.com/kombiverdeproducoes/

 

O brincar na clínica com crianças autistas é a próxima atividade

No sábado, dia 6 de maio, a partir das 14h30, a psicóloga Cynthia M. Magalhães, que possui especialização em psicopedagogia e neuropsicologia, com enfoque em transtornos do desenvolvimento, irá palestrar sobre o brincar na clínica com crianças autistas.

A proposta, segundo ela, é conversar sobre as formas de brincar e maneiras de tornar a brincadeira funcional para a criança autista.  O evento será gratuito, voltado para estudantes e profissionais da área e interessados em geral.  Participe!

É necessário realizar inscrição antecipadamente com a Jacqueline no telefone (11) 2295-7961, a partir das 14h. O Espaço Viveka fica localizado na Rua Professora Sebastiana Silva Minhoto, 375 – próxima ao metrô Carrão, em São Paulo. Outras informações podem ser obtidas também pelo telefone: (11) 99225-2074.

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Viveka e as emoções vividas no Rio de Janeiro.

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De 13 a 16 de abril a equipe do Espaço Viveka, juntamente com um grupo de mais de vinte pessoas, realizou uma viagem com destino à cidade do Rio de Janeiro. Trata-se da série Percepções Urbanas: “Arte, Arquitetura e Paisagismo”, com roteiro construído pelo professor Luís Octávio Rocha, que conduziu os participantes a uma proposta encantadora e cheia de emoções, além de incentivar a troca de experiências de vida entre os integrantes do grupo. O passeio também contou com a participação de pessoas vindas de Curitiba (PR), Campinas (SP) e da própria cidade do Rio de Janeiro.

Na oportunidade, os participantes conheceram alguns espaços com arquitetura inovadora, contracenando com prédios históricos e, é claro, a natureza exuberante daquela cidade, que despertou sensações e emoções. O percurso foi iniciado no Outeiro da Glória, seguindo depois ao VLT (Veículo Leve Sobre Trilhos), em direção ao Terminal Santos Dumont; Região Portuária (Porto Maravilha); Visita ao Museu do Amanhã, um projeto de Santiago Calatrava; Museu de Arte do Rio (MAR) e o Sitio Burle Marx, em Guaratiba. Aqui muitos dos nossos turistas mostraram-se atraídos pelo brilho das plantas, pelas gamas de cores e formas dos jardins, tudo em aberto diálogo com a paisagem e a arquitetura do lugar. Ao desvendarem a pluralidade das contribuições culturais de Roberto Burle Marx (1909-1994), mencionaram a incrível coerência desse arquiteto-paisagista, que transitou por tantos materiais diferentes, além de arrebanhar peças de arte de outros tempos e localidades.

Os participantes também conheceram a Cidade das Artes, do arquiteto Christian de Portzamparc; a Escadaria Selarón e o Parque das Ruínas, em Santa Tereza, que permitiu ao grupo assistir a um lindo pôr do sol com música ao vivo.

No encerramento, que ocorreu no domingo (16/4), um dos passeios foi o da Balsa para o MAC de Niterói, culminando com um saboroso almoço na residência do casal Walsey e Leila, que também participou do passeio. O grupo ficou maravilhado com tanta dedicação e carinho.

 

Na opinião de Adriana Fernandes, a viagem foi maravilhosa. “Vi florescer todo o conhecimento que adquiri com minha mestra Zilpa e todos os demais da Viveka. Amei todos os lugares. O Sítio Burle Marx foi fantástico, principalmente por conhecer a vida dele e o presente que ele nos deixou. A Escadaria Selarón foi uma surpresa viva e pulsante”, conta Adriana.

Outra participante que ficou encantada com o passeio foi a Paulinha, eximia conhecedora de cinema e Rock. “Nós fomos dignos de prêmios em Cannes, Veneza e Berlim. Também foi genial conhecer um grupo de pessoas tão diferentes, que se integraram com tanto carinho”.

 

Quem também marcou presença foi a Lu Fernandes, que elogiou o roteiro. “Não dá para destacar algo em especifico, porque os contrapontos foram incríveis e necessários, mas o êxtase foi o Burle Marx, seguido de mais um: a Igreja da Candelária”, descreve ela ao dizer na sequência que fazia muitos anos que não frequentava o Espaço Viveka.

 

“Foram dias especiais. Vivenciamos novos modos de estar no mundo, de ver, de sentir e perceber”, destaca a professora de Filosofia da Faculdade Estadual do Paraná, Stela Maris da Silva, que veio especialmente da cidade de Curitiba acompanhada de sua neta.

 

Já na opinião da Cláudia Barbosa, o passeio foi um misto de sensações e descobertas de lugares, ao lado de pessoas com múltiplas formações. “Vivenciar locais, apenas vistos em fotos e televisão, é como voltar a ser criança. É aprender de verdade. Encantamento com o potencial da natureza e do humano. Agregando criatividade imaginária, criando espaços de vida integrada, gerando cultura a quem transita pelos espaços”, explica ela ao parabenizar as contribuições do professor Luís Octávio e das nossas arte-educadoras Léia M. Freire e Zilpa Magalhães. “Eles foram sendo o arremate ao meu olhar curioso por tantas belezas. Que bom seria se muitas pessoas pudessem ter uma oportunidade como esta. Grata por tudo e por todos os envolvidos”.

A proposta do passeio, segundo o casal Arlene e Nivaldo Fraile, esteve focada em lugares de grande importância arquitetônica. Contudo, para eles, as melhores impressões foram marcadas pela troca e interação do grupo, desde as observações e vivências com as pessoas, com o espaço físico, com o entorno, com o fluir das informações e das emoções. “Foi um verdadeiro espetáculo. Foge do lugar comum de roteiros totalmente convencionais, “turísticos”, e muitas vezes desinteressantes”, descreve Arlene ao fazer uma citação sobre o último dia: “Fomos todos convidados a participar de um almoço na casa de pessoas muito queridas, que nos acolheram com muito carinho”.

E para finalizar esse texto, apresentamos abaixo um haikai feito por uma das participantes, a poetisa Katia Marchese, que agradece em especial a equipe do Espaço Viveka: “A vocês que nos unem, deixo aqui uns versos de pés quebrados para agradecer a vivência”.

Visitações:

Ruinas, demolições

Pedras da cantaria.

Germina flor burlesca

Aos pés dos nossos olhos

Os jardins da resistência.

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“Mistérios do Japão” foi tema de palestra no Espaço Viveka

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Na tarde do dia 11 de março, a sala Anita do Espaço Viveka foi palco de uma palestra inédita, que emocionou os convidados. O encontro abordou os Mistérios do Japão: uma viagem por meio de experiências sagradas, de mistérios e significados da cultura japonesa, suas lendas mitológicas, passando por números, proporções e música. Trata-se de um estudo apresentado de forma surpreendente pela empresária, escritora e contadora de história Tiemi Yamashita e pelo professor, arquiteto e designer Edson Tani (formado pela FAU-USP e Mestre pela Universidade Mackenzie).

 

“A palestra Mistérios do Japão é um trabalho que reúne o encantamento das Lendas Mitológicas Japonesas e curiosidades a respeito das artes, design, música e sua relação com a proporção área”, explica Tiemi, que durante a atividade no Espaço Viveka apresentou-se vestida de gueixa.

 

Com base nesses estudos, o termo “sustentabilidade” foi amplamente debatido pelos dois profissionais. Tiemi diz que a atual escassez de recursos está acelerando a tomada de consciência por parte da sociedade. “Talvez seja o momento ideal para compreendermos que podemos fazer escolhas mais sustentáveis em nossa vida. Eu costumo fazer três perguntas antes de consumir: É barato? É caro? É sustentável? Quando incorporamos a consciência do que é sustentável, as escolhas se tornam mais simples”, pontua.

 

Ela propõe a expressão japonesa “Mottainai”, cuja tradução indica muito mais que não desperdiçar. Esse termo, segundo Tiemi, nos remete ao real valor dos recursos que temos à nossa disposição. “Isso nos provoca uma reflexão se estamos sendo dignos de ter esses recursos. Essa consciência é que nos desperta para a gratidão e, por isso, não devemos desperdiçar nenhum recurso, seja ele tangível ou intangível”, enfatiza.

 

Ainda segundo a escritora, o projeto Mistérios do Japão surgiu do encontro de seu trabalho com as lendas japonesas, ligados aos estudos de Proporção Áurea do arquiteto Edson Tani, que é um especialista neste assunto. Essa relação, segundo ela, é muito forte com a sustentabilidade.  “Há três anos voltei de uma viagem e estava fascinada com o livro Os Japoneses, da Célia Sakurai. Na ocasião, comentei com o Tani que tinha vontade de fazer uma palestra abordando curiosidades da Cultura Japonesa. Ele topou. Começamos a trabalhar no tema e descobrimos que não existia literatura fazendo esses links e criamos uma palestra com uma abordagem inovadora. Tani apresentou aspectos da cultura e pontuou sua relação com Proporção Áurea e as artes. O trabalho ficou lindo e muito rico em termos de conteúdo”, conclui Tiemi Yamashita.

 

Na opinião da artista plástica Adriana Fernandes de Oliveira, a palestra, além de ser emocionante, trouxe aprendizados do Japão que ela desconhecia. “Achei muito boa porque falou da cultura do Japão de forma abrangente e veio de encontro com uma pesquisa que estou fazendo. Fiquei encantada com a contação de histórias, principalmente o instrumento musical que transforma as imagens em música. É impressionante!” Quanto à sustentabilidade, Adriana acredita que a sociedade está mais consciente, até mesmo por necessidade. ”A visão que passaram durante a palestra tem um sentido maior, porque está integrada ao sentido da vida, de sermos gratos aos recursos sem desvaloriza-los”, finaliza ela ao sugerir que poderia ter algum material virtual para ser enviado aos participantes sobre a temática.

 

Quem também participou da palestra foi a professora de dança Luciana Fernandes, que se surpreendeu com o conteúdo passado de forma leve e criativa. “Aprender sobre a cultura japonesa, por meio da geometria foi extremamente importante. O tema foi apresentado de forma lúdica, permeada pela narrativa dos mitos japoneses. Algo também marcante foi a entrada da contadora de histórias e também o momento em que foram extraídos sons das imagens”, conta Luciana ao dizer, na sequencia, que o termo sustentabilidade é um caminho a percorrer, mas os primeiros passos, segundo ela, já foram dados.

 

Para saber mais sobre o Mottainai acesse o canal do youtube: https://www.youtube.com/watch?v=hfKRsVlRBV8

 

 

 

Agora é a vez de Beleza Americana

 

O que é certo e o que é errado? O que realmente vale a pena? O que faz sentido? Essas são algumas das questões que serão abordadas após a exibição do filme Beleza Americana, na sala Anita do Espaço Viveka, no próximo sábado (01/04), às 14h30. Após a sessão de cinema será realizado um debate com as psicólogas Ana Maria Ferreira e Carolina Kokkinos.

 

Com estreia em 1999, o longa do diretor Sam Mendes, ganhou cinco estatuetas do Oscar, incluindo a de melhor filme. O filme é incrivelmente misterioso em função de um dos protagonistas, Laster Burnhan (Kevin Spacer), que se dá conta que não suporta mais o seu emprego. Ele também se sente impotente e infeliz em todos os sentidos. Mas o roteiro do filme é envolvente e faz que com a história tenha um final surpreendente.

 

O nome do filme Beleza Americana foi escolhido em função do nome de um tipo de rosa cultivada nos Estados Unidos, que não possui espinhos, ou cheiro. Seria uma referência ao vazio dos americanos comuns que tentam parecer ser o que não são.

 

Participe!

 

É necessário realizar inscrição antecipadamente com a Jacqueline no telefone (11) 2295-7961, a partir das 14h. O Espaço Viveka fica localizado na Rua Professora Sebastiana Silva Minhoto, 375 – próxima ao metrô Carrão, em São Paulo. Outras informações podem ser obtidas também pelo telefone: (11) 99225-2074.

 

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A travessia humana em A HORA E A VEZ DE AUGUSTO MATRAGA, no Espaço Viveka

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“Matraga, não é Matraga, não é nada, ou melhor, Matraga é Esteves, o nhô Augusto Esteves, filho do Coronel Afonso Esteves, lá das pindaíbas (…)” “(…) Eu vou pro céu pro bem ou pro mal, nem que seja a porrete (…)” “(…) Deus mede a espora pela rédea e não tira o estribo do pé de arrependimento nenhum (…)” “(…) Que é? você tem perna de Manoel Fonseca, uma fina outra seca (…)” “(…) A roupa lá de casa não se lava com sabão, lava com ponta de sabre e bala de canhão (…)” ”(…) Mariquinha é como a chuva, boa pra quem quer ver, ela sempre vem de graça, só não sei quando ela vem (…)”.

 

Os trechos acima fazem parte do conto de Guimarães Rosa, “A hora e a vez de Augusto Matraga”, do livro Saragana. Esses fragmentos foram alguns daqueles ressaltados pela professora de literatura Neusa D’Onofrio, que deu início à contação dessa história na tarde do último sábado (18/03), na sala Anita do Espaço Viveka. Utilizando-se de recursos sonoros como pandeiro, pau de chuva, reco-reco, entre outros, ela contou e encantou o público com seu jeito ímpar de mergulhar no clima do sertão roseano.

 

Após concluir a narrativa, que deixou muita gente emocionada, a professora colocou uma apresentação em Power Point, para que os convidados resgatassem e analisassem a travessia mítica do conto. Segundo ela, a dimensão mítica é constante na obra de Guimarães Rosa, que ultrapassa a barreira do regionalismo para ocupar um espaço/tempo maior. “A ideia é mostrar que, independente do local, do espaço, do lugar onde se vive e da língua que se fala, ou da época em que se insere a narrativa, o pensamento e a imaginação expandem-se para uma região mais etérea, mais mítica. O conto trata da própria travessia humana, onde nós nos identificamos com o texto, envolvidos também com as forças do bem e do mal, existentes em muitos de nós”, afirma Neusa.

 

A seguir, em atmosfera de muito entusiasmo, Neusa abriu espaço para que os presentes pudessem fazer seus comentários, enriquecendo ainda mais a atividade.

 

Um dos participantes foi o tradutor Carlos Henrique França Rangel, que disse que a atividade explorou uma abordagem de Guimarães Rosa, que até então ele desconhecia. “A partir dessa narrativa, abri o caminho para fazer uma exploração maior do aspecto do autor. Como se trata de temas universais, entre o bem e o mal, as provações e as transformações que cada um de nós vivencia, conseguimos resgatar temas com maior abrangência. Sendo uma estrutura mítica conseguimos identificar essa relação com as nossas vidas”, explica Carlos.

 

Na opinião da geógrafa aposentada Sueli Rodrigues Gualtieri, a guerra de Augusto Esteves Matraga é a guerra de todos nós. “Ele começou como nhô Augusto Esteves e ficou como nhô Esteves e depois por último ele era Augusto. Em nossas vidas sofremos todo esse processo. Na medida em que envelhecemos vamos perdendo nossas funções sociais, deixamos de ser algo para ser outro ser. É um processo não só interior, mas que nos leva para outras passagens”, diz Sueli que elogiou a professora Neusa pela capacidade de guardar um texto longo, ser fiel à narrativa e fidedigna a obra. “Ela conseguiu passar para nós a leitura de Guimarães Rosa e não a leitura da Neusa, porque nós, na maioria das vezes, tentamos colocar as nossas interpretações”, conclui ela.

 

A adolescente Vivian Rocha Alves, de 13 anos, questionada sobre o que achou da atividade, disse que adorou o conto, principalmente porque é diferente dos livros que ela lê. “Leio autores totalmente opostos, mas a partir desse conto, sem dúvida, fiquei curiosa para conhecer mais sobre Guimarães Rosa. Percebi que cada um de nós tem dois lados, que muitas vezes nos deixa em dúvida em fazer ou não fazer determinada coisa”, diz Vivian que adorou a forma como foi narrado o conto, principalmente, com a ajuda de alguns instrumentos, que contou com o auxílio das expressões faciais e corporais, utilizadas pela professora Neusa D’Onofrio, que deu ainda mais vida à obra do autor.

Por fim, o evento foi encerrado com um bate-papo movido a café e bolo (feito pela própria Neusa), no cantinho do CafeZinho do Espaço Viveka.

 

Mais atividades vêm por aí

 

No próximo sábado, dia 25 de março, das 9h às 16h, a equipe do Espaço Viveka promove um novo evento intitulado Jogos e Cognição, voltado para psicólogos, estudantes de Psicologia, Psicopedagogos e Terapeutas Ocupacionais. Um dos objetivos da atividade é trabalhar com a memória e a atenção na aprendizagem, por meio de jogos e funções cognitivas observadas.

 

É necessário realizar inscrição antecipadamente com a Jacqueline no telefone (11) 2295-7961, a partir das 14h. O Espaço Viveka fica localizado na Rua Professora Sebastiana Silva Minhoto, 375 – próxima ao metrô Carrão, em São Paulo. Outras informações podem ser obtidas também pelo telefone: (11) 99225-2074.

 

Outra novidade que vem por aí, é a primeira Sessão Pipoka do ano, com a exibição do filme Beleza Americana, com os comentários das psicólogas Ana Maria Ferreira e Carolina Kokkinos. A sessão de cinema será no dia 01 de abril, às 14h30. Participe!

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Cézanne em: “Leituras da Obra de Arte”, no Espaço Viveka.

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O minicurso Leituras da Obra de Arte realizado na Sala Anita do Espaço Viveka,  (sábado, 04/03), contou com a participação de um grupo de pessoas que, através de exercícios de leitura de imagens, foi convidado a buscar e relacionar sentidos, assim como a experimentar novas e outras visualidades.

A atividade foi mediada pelas nossas arte-educadoras Leia M. Freire e Zilpa Magalhães. De início, elas propuseram uma breve análise do logotipo do Metrô de São Paulo. Com o intuito de “ver de um jeito diferente o que olhamos todos os dias”, Léia explica que “essa prática tem ajudado a aquecer a turma, desenvolvendo percepções visuais através da geometria, da cor e da localização em que a marca é inserida, dentre outras coisas”.

A seguir, elas ofereceram para análise a imagem do quadro “Madame Cézanne na Serra”, do artista francês Paul Cézanne (1839 – 1906), que retratou a própria esposa vinte e nove vezes por mais de vinte anos. “A proposta foi fazer com que cada participante observasse a imagem, procurasse entender o que os olhos conseguem capturar em dado momento, acionar pensamento, imaginação e reflexão a partir disso, e reconhecer, inclusive, o contexto histórico-cultural em que esse artista está inserido”, explicou Zilpa. Na medida em que cada participante foi avaliando a imagem, o debate era ampliado, gerando ainda mais reflexão sobre o tema. “É impressionante que num primeiro momento, ao vermos a obra, construímos um julgamento. Mas, depois, percebemos que nos equivocamos. O exercício é uma desconstrução, que nos possibilita a troca de vivências”, disse Carol Kokkinos uma das participantes, que descobriu na pintura uma sensação de descanso e de placidez.

Na segunda parte da atividade, a arte-educadora Léia M. Freire leu um poema de Manoel de Barros. A partir dessa leitura, ela pediu aos participantes que tirassem três fotos com seus celulares, dentro ou fora do Espaço Viveka. Por fim, em grupos, passaram a analisar e interpretar algumas das imagens que escolheram. Os trabalhos resultaram em belíssima troca de aprendizado, sugerindo novas intervenções sobre aquelas fotos que haviam escolhido.

Mistérios do Japão

Desvendar os mistérios e os significados da cultura japonesa por meio das lendas mitológicas, passando pelos números, proporções e música. Esse é o tema de um estudo inédito apresentado de forma surpreendente por Tiemi Yamashita e Edson Tani. A atividade será realizada no próximo sábado (11/03), às 18h – na sala Anita do Espaço Viveka. Para participar é necessário realizar as inscrições, antecipadamente, com a Jacqueline pelo telefone (11) 2295-7961, a partir das 14h.

Endereço do Espaço Viveka:

Rua Professora Sebastiana Silva Minhoto, 375 – próxima ao metrô Carrão, em São Paulo. Outras informações podem ser obtidas pelos telefones: (11) 2295-7961 ou

9-9225-2074 (whatsApp), com Jacqueline, de 2ª a 6ª, das 14h às 21h.

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Viveka abre espaço para um novo debate sobre cultura indígena

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Na tarde do último sábado (18/02), na sala Anita do Espaço Viveka, várias perguntas deram início a um bate-papo de ampla diversidade, com o autor e pesquisador Arthur Iraçu Amaral Fuscaldo, escritor do Ro’wapari’nho’re: Sonhar e Pegar Cantos no Xamanismo A’uwê – Xavante música e suas concepções cosmológicas.

Durante o encontro, Arthur contou algumas histórias por ele vividas entre esses povos indígenas na Reserva Rio das Mortes, estado do Mato Grosso. Explicou, entre outras coisas, a importância que os sonhos têm para eles e como estão entrelaçados e integrados os conhecimentos que constroem (como sonhos, músicas, educação).  Trocando informações com essa comunidade durante mais de dez anos, ele explicou que teve dois meses intensos de estudos no lugar, o que permitiu intensificar sua “investigação a respeito das práticas, prioritariamente masculinas, de pegar cantos nos sonhos”, disse. “Além disso”, disse o pesquisador, “a convivência com as pessoas da aldeia também me estimulou a estar mais atento aos meus próprios sonhos”.

Segundo Arthur, há países como França, Alemanha e Estados Unidos, que costumam oferecer amplo incentivo à pesquisa sobre o tema, algo que o Brasil, talvez por falta de recursos, desconhece. “Por mais que a gente tenha uma crítica de como os índios foram colocados pela nossa história ocidental, acabamos por cometer equívocos. Falando com um xavante, ele diz que os homens brancos enterraram a cultura de seus povos como sendo coisa do passado, desde a sua origem primitiva”, disse.

Dentre tantos assuntos debatidos sobre o povo indígena A’uwê-Xavante, Arthur respondeu uma pergunta feita por uma das participantes: “como é passar e manter essa cultura milenar para os índios mais jovens?”. Ele explicou que os conflitos de gerações que nós brancos temos, os indígenas também têm. Contou que os meninos indígenas desejam as mesmas coisas que os jovens brancos, justamente, pelo fato de terem também contato com a globalização, principalmente a tecnologia, contato que os brancos acreditam que eles não têm. Eles também possuem suas próprias tecnologias, e todo seu repertório de conhecimento que, segundo Arthur, é renovável e anda lado a lado com seu conhecimento original indígena. Os índios sonham, e “é por meio dos sonhos que constroem seu conhecimento. Deles originam-se os cantos, os nomes das crianças e esses sonhos interferem até na caça e troca de decisões do grupo. Os sonhos deles permitem visitar diferentes lugares e ouvir os cantos de alguns animais”, disse o pesquisador.

Quanto às mulheres xavantes, explicou ele, a elas cabe, por exemplo, o conhecimento de ervas, o controle da natalidade e da agricultura, sendo elas a maior autoridade dentro das casas. “Se de um lado”, disse Arthur, “considera-se que os rituais de passagem dos jovens meninos envolvem-se em uma série de desafios, que possam propiciar transformações levadas para a vida adulta, por outro lado considera-se que as mudanças ocorridas no corpo das mulheres são visíveis, explícitas, ligadas às alterações causadas pelo início do ciclo menstrual”.

No final do evento, Arthur mostrou algumas fotografias e falou sobre a sua dissertação de mestrado que deu origem ao livro.

A professora e terapeuta corporal Debora Ribeiro revelou seu interesse pelo tema da palestra, especialmente a cosmologia desses povos. Ela destacou um dos pontos curiosos sobre o debate: “Achei legal essa tecnologia que os xavantes têm sobre os sonhos. Assim como a gente usa a internet, eles têm outro acesso tecnológico, como a comunicação com a natureza, o canto da nuvem, por exemplo. Também devemos aprender com eles a nossa forma de estar no mundo”, disse Debora ao parabenizar o Espaço Viveka pela promoção de muitos eventos culturais.

Quem já conhecia e havia participado de outras palestras com o pesquisador Arthur Fuscaldo foi o músico Felipe Siles de Castro, que disse estar bastante familiarizado com o tema. “É sempre interessante mergulhar de novo no assunto, porque agregamos mais conhecimento. Um exercício que nos permite descolonizar o nosso pensamento, pois temos uma visão de mundo muito formatada”, disse. “Além disso”, completou ele, “a tecnologia dos sonhos dos xavantes é extremamente interessante, pois apesar de ser abstrata para nós, é avançada tanto quanto a nossa tecnologia”.

Quem estiver interessado em saber mais sobre o tema pode adquirir o livro do escritor e pesquisador Arthur Fuscaldo. O exemplar está disponível no Espaço Viveka pelo valor de R$ 40,00.

E nosso próximo sábado tem marchinha e alegria na praça…

“FOLIA NA PRAÇA” é o tema de outra atividade promovida pelo Espaço Viveka, a partir das 15h, na praça que fica em frente ao Espaço. Valorizando a imensa diversidade das nossas tradicionais marchinhas de carnaval, muitas delas envolvidas em debates polêmicos (como “politicamente corretas”, ou não?) o casal de artistas Regina e Fabricio Fruet, do Grupo Rebrincando, fará um carnaval animado e lúdico, aberto para todas as idades, no dia 25/02.

No dia 4 de março, outro evento dará início às atividades do mês, com a apresentação de “LEITURAS DA OBRA DE ARTE”. Um encontro teórico-prático, que contará com a mediação das arte-educadoras Léia M. Freire e Zilpa Magalhães.

Já no dia 11/03, teremos “MISTÉRIOS DO JAPÃO: uma viagem através de contos tradicionais, números, proporção áurea e música”. Trata-se de um estudo inédito apresentado de forma surpreendente por Tiemi Yamashita e Edson Tani.

Em abril, está agendada a vigem: VIVEKA NO RIO DE JANEIRO! Como parte da série Percepções Urbanas, o professor Luís Octávio Rocha nos levará a perceber lugares da Cidade Maravilhosa com novo olhar, valorizando Arte, Arquitetura e Paisagismo.

Quer saber mais sobre como participar dos eventos? Informe-se de segunda a sexta-feira, das 14h às 21h, na secretaria do Espaço Viveka, com a Jacqueline.

Endereço: Rua Professora Sebastiana Silva Minhoto, 375 – próxima ao metrô Carrão, em São Paulo. Outras informações podem ser obtidas pelos telefones: (11) 2295-7961 ou (11) 2295-1285.

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Passeio Percepções Urbanas promovido pelo Espaço Viveka surpreende participantes

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Antes de resumirmos o que rolou no passeio Percepções Urbanas, a equipe do Espaço Viveka faz uma observação quanto aos novos eventos a serem realizados, ainda neste mês de fevereiro.

Um deles acontece no próximo sábado (18/02), a partir das 16h na sala Anita da Viveka. Será a Tarde de Autógrafos com o autor e pesquisador Arthur Iraçu Amaral Fuscaldo, escritor do Ro’wapari’nho’re: Sonhar e Pegar Cantos no Xamanismo A’iwe – Xavante, música e suas concepções cosmológicas.

A participação é gratuita para professores, estudantes e público em geral. Quem estiver interessado em adquirir o livro, o exemplar estará disponível no Espaço Viveka pelo valor de R$ 40,00.

Outra atividade que promete muita animação fica por conta do casal de artistas Regina e Fabricio Fruet, que farão um carnaval lúdico, aberto para todas as idades, nas vésperas do feriado.  O evento acontece na praça que fica em frente ao Espaço Viveka, no dia 25 de fevereiro, às 15h.

Quer saber mais sobre como participar dos eventos, informe-se de segunda a sexta-feira, das 14h às 21h, na secretaria do Espaço Viveka, com a Jacqueline.

Endereço: Rua Professora Sebastiana Silva Minhoto, 375 – próxima ao metrô Carrão, em São Paulo. Outras informações podem ser obtidas pelos telefones: (11) 2295-7961 ou (11) 2295-1285.

 

Agora, sobre o nosso passeio…

Do metrô Vergueiro até o metrô Santa Cruz, o professor Luís Octávio Rocha, juntamente com a equipe do Espaço Viveka, ao lado de um grupo de 40 pessoas, realizou no último sábado (11/02) um passeio pelo bairro do Paraíso, em São Paulo. Na série Percepções Urbanas são desenvolvidos passeios turísticos em finais de semana previamente agendados, com o intuito de levar as pessoas a construírem outro olhar sobre a nossa cidade e a se apropriarem dessas histórias. “São Paulo de todas as formas” foi o título dado a este último encontro da série, que inicialmente passou pelo Centro Cultural São Paulo, seguindo pela Catedral Metropolitana Ortodoxa, Parque Modernista, com encerramento no Museu Lasar Segall – criado com o objetivo de conservar e divulgar a obra do pintor russo, naturalizado brasileiro (1891-1957).

Era por volta das 9h30, o termômetro já ultrapassava os 24 graus e aos poucos os participantes já ocupavam a frente do Centro Cultural São Paulo – na espera do professor Luís Octávio, que conduziu nossos olhares e pensamentos, proporcionando descobertas culturais até então desconhecidas para muitos.

O professor lembrou que “o pertencimento aos espaços da cidade são fundamentais na constituição do ser humano. Ao entrelaçar interiores, entorno e contextos, nós conseguimos perceber esses espaços como conceitos arquitetônicos, que têm uma intenção, um desejo transformado em desenho, que se enche de vida quando utilizado e começa então a conversar conosco”, destaca.

E foi assim que durante todo o translado o professor Luís Octávio enfatizou a importância de cada local. Desde os contextos histórico-culturais às transformações físicas ocorridas ao longo de décadas, ele mostrou a contribuição de cada arquiteto na construção cultural desses locais, que apresentam formas específicas.

Uma das participantes, a jovem boliviana Silvana Pinto Mendoza, de 23 anos, disse que caiu de paraquedas no passeio. Ao saber da atividade pelo facebook do Espaço Viveka, não pensou duas vezes e veio de Guarulhos para participar. “Adorei. Gosto de arte, principalmente de fotografia. Dei de cara com um olhar totalmente diferente do que tinha sobre alguns pontos da cidade. Fiquei surpresa ao conhecer o Centro Cultural São Paulo, no metrô Vergueiro, ali o professor Luís me fez pensar que ao sair do metrô já damos de cara com este Centro Cultural. Desse modo, ele nos fez observar toda a arquitetura construída em concreto, com árvores frutíferas, uma horta feita pelos vizinhos, com a construção praticamente feita toda em vidro para que possamos ver as atividades que acontecem”, afirma a jovem Silvana.

Na mesma linha de pensamento, a atriz, bailarina e professora de teatro Monica Nassif disse também que era a primeira vez que estava participando da atividade promovida pelo Espaço Viveka. Não poupou elogios ao professor Luís Octávio, que fez com que ela tivesse uma visão encantadora dos locais visitados. “Geralmente no dia a dia passamos por estes lugares sem observar detalhes tão importantes, mas com a ajuda e a orientação dele, juntamente com o grupo, conseguimos uma troca riquíssima”, conta Monica, que ficou impressionada, principalmente, com a construção arquitetônica da Casa Modernista (1896-1972), considerada o marco da arquitetura modernista brasileira, residência do casal Klabin e do arquiteto Gregori Warchavchik.

Quem também marcou presença foi o pequeno João Pedro, que estava na companhia de sua mãe no café do Museu Lasar Segall. Questionado sobre o que mais gostou do nosso passeio, ele foi direto: “Achei bem legal e divertido, gostei de ver a obra Linha do Tempo, que estava exposta no Centro Cultural São Paulo. Quando acontecer outro passeio como esse, eu quero participar de novo”, disse o garoto, que tem apenas nove anos de idade.

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